ALGUMAS DAS MUITAS FRASES E CITAÇÕES DE BADEN POWELL
BP era único. Seus ensinamentos sempre válidos nos deram um motivo para nos tornarmos escoteiros. Obrigado Lord Baden Powell;
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- - É uma pena que um homem tenha que viver sessenta anos para adquirir alguma experiência de vida e a leve para o túmulo, cabendo aos que o seguem começar tudo de novo, cometendo os mesmos erros e enfrentando os mesmos problemas... ”“.
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“Com oito anos de idade quis reformar o mundo e me tornei socialista. Escrevi” Leis para quando envelhecesse ““:
1 a. - Farei de tudo para que os pobres sejam ricos como nós;
2 a. - Ele terá direito a felicidade como nos;
3 a. - Nas encruzilhadas todos darão esmola aos pobres limpadores de ruas, agradecendo a Deus pelos bens recebidos;
4 a. - Deus fez pobre os pobres e ricos os ricos, mas é preciso pelejar para sermos bons todos;
5 a. - Pôr isso precisamos rezar muito a Deus e nos esforçar para sermos bons
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“Para um bom explorador, seguir as pistas torna-se um costume”. Sem saber, ele esta sempre em busca de” pistas”, enquanto se ocupa de outros serviços”.
O Escotismo é uma arte em que a gente se exercita a vida toda, mas dificilmente um homem “branco” chega àquela perfeição a que tem um indígena (sudanês Bosquímano da África do Sul, Gonds da Índia ou negro Australiano). Onde o branco supera o indígena é no uso da inteligência para descobrir o significado dos sinais. Pôr pistas, não se entende só os passos, tudo aquilo que envolve sentidos, é pista.
Uma vez, uma menina inglesa me desafiou na interpretação de pistas.
- A filha do Lorde Meath, um dia no Jardim, descobrindo pistas no chão perguntou-me que pistas eram. - Respondi: “do gato comum” - E ela: - De que cor era o gato?”- Olhei no chão e nos galhos das arvores vizinhas. Não havia nenhum sinal. Então ela me respondeu:” O gato era de cor morena clara”. Perguntei-lhe -” Como é que você sabe? - e ela: - “Eu vi o gato passar...!”
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A ESCOLA DA VIDA
_ A vida é bela quando não é complicada. (Robert Browwing);
- Este mundo é duro para conquistar: Cada rosa tem seus espinhos, mas cada rosa tem sua beleza. ( Frank L. Stanton)
- Ninguém passa a sua vida sem deixar suas pistas, assim como quem passa pela roça;
- Somos bobos quando somos jovens! Porque pensamos sermos mais sábios dos que passaram pela escola da vida, esquecendo que deveríamos aprender deles algo todos os dias. (Janes na Fisbrug Gazette).
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Nos momentos difíceis, um sorriso nos 99% das dificuldades. Sedes constantes: - Muitos fracassam pôr falta de vontade, paciência e perseverança. Não me distingui em nada, mas provei muitas coisas que me permitiram gostar das alegrias que o mundo oferece.
Nunca pensaram que a vida de um homem adulto de 70 anos é feita de 291 mil horas de vigília?
A maioria das pessoas dorme 8 horas quanto bastam 7 horas. Quem dorme 7 horas, ganha na vida 3 anos!
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“Aquele que achou uma boa esposa, achou bem, e receberá do Senhor um manancial de alegrias”.
“Um Cavalheiro” é um cara que mantém limpas ate as unhas do pé.”
Do livro Caminho para o sucesso
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“Agora estou imaginando melhor a pessoa que está lendo este livro. Ora, você não é a pessoa que eu queria que lesse o que escrevi. Você já tem interesse pelo seu futuro e só quer saber o “Caminho para o Sucesso”. Minhas idéias, portanto, irão se colocar sobre as outras que você tinha. Minhas idéias podem corrobar as suas ou talvez o desapontem. Em qualquer dos casos, espero que não se torne menos meu amigo.
Mas se já preparou para o futuro, não é a pessoa que realmente desejo como leitor deste livro.
Desejo aquele que nunca pensou no futuro sozinho ou que nunca planejou o porvir.
Deve haver uma enorme quantidade de rapazes em nossa Pátria que está sendo arrastado pelas más influências do seu ambiente porque nunca viu caminhos mais limpos. Esses rapazes não sabem que com um pequeno esforço pessoal podem elevar-se sobre o que os cerca e remar na sua rota para o sucesso“.
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“Enquanto escrevo estas linhas, está acampado no meu Jardim um exemplo vivo do que eu espero que seja o resultado desse livro numa escala crescente.
De todo o coração espero que isso aconteça. Ele é um vigoroso “PIONEIRO’ cerca de 18 anos de idade, portanto um camarada que está se adestrando para ser um homem adulto”.
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“Quando tudo vai mal e parece inclinado
A tornar-se pior e mais turvo a seguir,
Não dê coices, nem grite e não fique afobado;
Apenas basta sorrir.
Quando alguém, a você, quer passar para traz
E tomar mais que a parte que lhe competir,
Seja firme, gentil e paciente rapaz:
Apenas basta sorrir.
Mas se um dia você ficar “cheio“ demais
(certas vezes você ficará abafado)
Não podendo sorrir, não se irrite jamais
Apenas fique calado”.
(OLE MARSTER-B. B.VALENTINE) Do livro CAMINHO PARA O SUCESSO
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“A farda escoteira, pela sua uniformidade, constitui agora num laço de fraternidade entre os rapazes do mundo inteiro.
O uso correto do uniforme e a elegância na aparência de cada Escoteiro, individualmente, torna-o um motivo de crédito para o nosso Movimento.
Mostra que está orgulhoso de si mesmo e da sua tropa. Pôr outro lado um escoteiro desleixado, mas vestido, pode causar aos olhos do público, uma péssima impressão sobre todo o movimento. Mostrem-me um desses tipos e lhes afianço que provarei que ele é um daqueles que não conseguiu pegar o verdadeiro Espírito Escoteiro e não se orgulha de ser membro da nossa Grande “Fraternidade“
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“‘Quero que vocês, monitores, entrem em ação e adestrem suas patrulhas inteiramente sozinhos e à sua moda, porque para vocês é perfeitamente possível pegar cada rapaz da Patrulha e fazer dele um bom camarada, um verdadeiro homem. De nada vale ter um ou dois rapazes admiráveis e o resto não prestando nada. Vocês devem procurar fazê-lo todos positivamente bons.
...Para conseguir isso a coisa mais importante é o próprio exemplo, porque, o que vocês fizerem os seus Escoteiros também o farão.
...Mostrem a todos eles que vocês sabem obedecer às ordens dadas, sejam elas ordens verbais, ou sejam regras que estejam escritas ou impressas e que vocês cumprem ordens, esteja ou não o chefe presente. Mostrem que conseguem conquistar distintivos de especialidades, e, com um pouco de persuasão, os seus rapazes seguirão o seu exemplo.
...Mas lembrem-se que vocês devem guiá-los e não empurrá-los”.
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“Você é o líder dos seus monitores. Podemos até chamá-lo do monitor dos monitores. Dirija somente esta patrulha. Cabe a você orientá-los, fazer acampamentos e excursões, sempre visando o adestramento para que eles possam depois adestrar os escoteiros da patrulha. Esta é sua responsabilidade. Não fuja dela e experimente, pois tenho certeza que poderá alcançar o gostinho do sucesso.
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A CORTE DE HONRA
“A Corte de Honra é parte importante do Sistema de Patrulhas. Trata-se de uma comissão permanente que resolve os negócios da Tropa.
A Corte de Honra é formada pelo Chefe e pelos Monitores, ou caso se trata de tropa pequena, pelos Monitores e Submonitores. Em muitas Cortes, o Chefe assiste à reunião, mas não vota. Monitores reunidos em Corte de Honra tem muitas vezes mantido em atividade a Tropa na ausência do Chefe.
A Corte de Honra toma decisões sobre programas de trabalho, acampamentos, recompensas e outros problemas relativos à administração da tropa. Os membros da Corte estão obrigados a guardar segredo.
Somente as decisões que afetem a Tropa toda, isto é, competições, nomeações, programas etc., são trazidas a público”
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“Cada Tropa Escoteira é formada pôr duas ou mais Patrulhas de seis a oito rapazes. O principal objetivo do Sistema de Patrulhas é dar responsabilidade real a tantos rapazes quantos seja possível. Isto faz com que cada rapaz sinta que tem pessoalmente, alguma responsabilidade pelo bem de sua Patrulha. E leva cada Patrulha a ver sua responsabilidade definida para o bem da tropa. Através do Sistema de Patrulhas os escoteiros aprendem que tem uma considerável participação em tudo que a sua tropa faz”.
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“Tem gente que é um gansinho no modo que vai atrás,
Dos outros que vão à frente - nem sabe para onde vai...
Nas pisadas do pai ganso, vai pisando o filho atrás!
Ele nunca fará nada que não tenha feito o pai.
B.B.Valentine do livro Caminho para o Sucesso.
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“Acorde, vá trabalhar! você só tem um dia na vida, portanto aproveite cada minuto. Dormirá melhor quando chegar a hora de dormir, se tiver trabalhado ativamente durante o dia inteiro.
A felicidade será sua se você remar a sua canoa como deve. Desejo de todo o coração que tenha sucesso e na linguagem escoteira: “BOM ACAMPAMENTO”
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- Levar-se muito a sério enquanto jovem é o primeiro passo para tornar-se um “PEDANTE”. Um pouco de bom humor poderá tirá-lo deste perigo e também de muitas ocasiões desagradáveis. - Aquele que se elogia é geralmente aquele que necessita de ajuda; - Um cidadão equilibrado vale meia dúzias de extravagantes; - Muitos querem seus direitos, antes de os terem merecido.
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A maior ameaça a uma democracia é o homem que não quer pensar pôr si mesmo e não quer aprender a pensar logicamente em linha reta, tal como aprendeu a andar em linha reta. A democracia pode salvar o mundo, porém jamais será salva enquanto os preguiçosos mentais não forem salvos de si mesmos.
Eles não querem pensar, desejam apenas ir para frente, seguindo a ponta do nariz através da vida. E geralmente, estes, alguém os guia puxando-os pelo nariz!
- Saia da sua estreita rotina se quer alargar sua mente.
BADEN POWELL
Desejo ardentemente que tenhas uma vida longa e feliz como a minha. Poderão com isto conseguir conservar com saúde e alegria a fim de poderes auxiliarem os outros. Vou dizer-te o meu segredo e tenho certeza que com o conhecimento dele serás como eu: tenho sempre me esforçado para cumprir a Promessa e a Lei Escoteira em todos os atos de minha vida. Se fizeres o possível para obteres sucesso na vida, assim procedendo, futuramente terão muita alegria, se viveres 80 anos.
Agora te peço para repetires intimamente comigo a Promessa Escoteira, não como um papagaio, mas como coração, e pensando:
Meia saudação e sussurrando comigo:
"Prometo pela minha honra cumprir meu dever para com Deus e minha Pátria. Ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião. Obedecer a Lei do Escoteiro."
Muito obrigado. De coração te desejo uma longa vida e feliz existência, bem como um grande número de Bons Acampamentos.
Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, o Barão de Gilwell (Londres, 22 de fevereiro de 1857 — Nieri, 8 de janeiro de 1941) foi um tenente-general do Exército Britânico, fundador do escotismo e do Movimento Bandeirante (especifico para meninas) juntamente com sua irmã Agnes Baden-Powell e a esposa Olave Baden-Powell em 1909.
Filho do reverendo Baden Powell, professor catedrático em Oxford. O avô materno foi almirante inglês W. T. Smyth, o bisavô, Joseph Brewer Smyth, foi colonizador de Nova Jersey (Estados Unidos).
Biografia
O seu pai era o reverendo Baden Powell, professor catedrático em Oxford, que faleceu quando Robert Baden-Powell tinha apenas 3 anos, deixando a sua mãe com sete filhos. Esta era filha do almirante inglês W. T. Smyth. Seu bisavô, Joseph Brewer Smyth, tinha ido como colonizador para Nova Jersey (Estados Unidos) mas faleceu em naufrágio durante o retorno ao Reino Unido.
Carreira militar
Aos 19 anos, Baden-Powell terminou os estudos na Escola Charterhouse.
No serviço militar chegou a capitão aos vinte e seis anos e, também ganhou o troféu desportivo mais desejado na Índia, o troféu de "sangrar o porco", caça ao javali selvagem a cavalo, tendo como única arma uma lança curta. Um desporto perigoso, pois o javali selvagem é habitualmente citado como "o único animal que se atreve a beber água no mesmo bebedouro com um tigre".
Em 1887, B-P participou da campanha contra os Zulus na África. Foi ascendido a Major em 1889, e em Abril de 1896 dirigiu uma expedição contra os matabele em Rodésia.
Dias depois de uma revolta de negros que massacraram 300 colonos britânicos, o coronel cercou o chefe dos guerreiros chamado Uwini com mais de 350 soldados.
Os ingleses prometeram poupar a vida aos guerreiros em troca da rendição. As autoridades civis pediram que ele fosse entregue para ser preso, porém Baden, recusou e mandou-o executar com o argumento de que ameaçava os britânicos. Em 2009, Robin Clay, neto de Baden-Powell, desculpou-o no Times: "Todos cometemos erros. Na guerra as emoções estão ao rubro. Faz-se o que se pensa estar certo".
Esta era um época formativa para B-P não só porque ele tinha a época da vida dirigindo missões como chefe do reconhecimento no território inimigo na Rodésia, mas também porque muitas das suas ideias mais recentes do escotismo se enraizaram aqui. Foi nesta guerra que ele começou uma amizade com o escoteiro americano Frederick Russell Burnham, que o introduziu ao ponto de ebulição a maneira do Oeste americano e do woodcraft (escotismo), e aqui que ele usou seu chapéu Stetson pela primeira vez. Mais tarde B-P participou na campanha contra a tribo dos Ashantís. Os nativos temiam-no tanto que lhe davam o nome de "Impisa" ("lobo-que-nunca-dorme") , devido à sua coragem, à sua perícia como explorador e à sua impressionante habilidade em seguir pistas.
As promoções de B-P na carreira militar eram quase automáticas tal a regularidade com que ocorriam até que, subitamente se tornou famoso.
"Baden-Powell é um scout maravilhosamente capaz e rápido em esboços. Não conheço outro que poderia ter feito o trabalho em Mafeking se as mesmas circunstâncias fossem impostas. Todos os bocados do conhecimento que recolheu estudiosamente foram utilizadas na proteção da comunidade".
Extrato O sitio de Mafeking abandonado pelos Boeres, Frederick Russell Burnham entrevistado por o jornal Times of London, 19 Maio 1900).
Corria o ano de 1899 e Baden-Powell tinha sido promovido a Coronel. Na África do Sul começava uma agitação e as relações entre a Inglaterra e o governo da República de Transval tinham chegado ao ponto do rompimento. B-P recebeu ordens de organizar dois batalhões de carabineiros montados e marchar para Mafeking, uma cidade no coração da África do Sul. "Quem tem Mafeking tem as rédeas da África do Sul", era um dito corrente entre os nativos, que se verificou ser verdadeiro.
Veio a guerra dos Boers, e durante 217 dias (a partir de 13 de Outubro de 1899) B-P defendeu Mafeking cercada por forças esmagadoramente superiores do inimigo, até que tropas de socorro conseguiram finalmente abrir caminho lutando para auxiliá-lo, no dia 18 de maio de 1900.
B-P, promovido agora ao posto de major-general, tornou-se um herói aos olhos de seus compatriotas. Foi como um herói dos adultos e das crianças que em 1901 ele regressou da África do Sul para a Inglaterra e descobriu, surpreso, que a sua popularidade pessoal dera popularidade ao livro que escrevera para militares: Aids to Scouting (Ajudas à Exploração Militar). O livro estava sendo usado como um compêndio nas escolas masculinas. B-P viu nisto um desafio. Compreendeu que estava aí a oportunidade de ajudar a juventude.
Escotismo
Burnham, Chefe dos Escoteiros, desenhado por Baden-Powell, Matabeleland, 1896.
Em 1887, Baden-Powell participou da campanha contra os Zulus na África. Logo após foi promovido a Major em 1889, e em Abril de 1896 dirigiu uma expedição contra os Matabele em Rodésia. Esta era uma época formativa para Baden-Powell, pois muitas das ideias fundamentais do escotismo têm sua origem aqui. Nesta guerra Baden-Powell iniciou uma amizade com o escoteiro americano Frederick Russell Burnham, conhecido pelos serviços prestados no exército colonial britânico, que mostrou a ele a maneira do Oeste americana do woodcraft (escotismo), e foi aqui que ele usou seu chapéu Stetson como Burnham (chapéu comumente usado pro Baden-Powell) pela primeira vez a Baden-Powell, sendo esta uma das influências mais notáveis do fundador do escotismo. A amizade entre os dois resultou anos depois na formulação didática do escotismo.
Pôs-se então a trabalhar, aproveitando e adaptando sua experiência na Índia e na África entre os Zulus e outras tribos do sul da África. Reuniu uma biblioteca especial e estudou nestes livros os métodos usados em todas as épocas para a educação e o adestramento dos rapazes, desde jovens espartanos, os antigos bretões, os peles-vermelhas, até os nossos dias. Lenta e cuidadosamente, B-P foi desenvolvendo a ideia do escotismo. Queria estar certo de que a ideia podia ser posta em prática, e por isso, no verão de 1907 foi com um grupo de 20 rapazes separados por 4 patrulhas (Maçarico, Corvo, Lobo, Touro) para a Ilha de Brownsea, no Canal da Mancha, para realizar o primeiro acampamento escoteiro que o mundo presenciou. O acampamento teve um completo êxito.
Nos primeiros meses de 1908, lançou em seis fascículos quinzenais o seu manual de adestramento, o "Escutismo para Rapazes" sem sequer sonhar que este livro iria por em ação um movimento que afetaria a juventude do mundo inteiro.
Mal tinha começado a aparecer nas livrarias e nas bancas de jornais e já surgiram patrulhas e escotistas não apenas na Inglaterra, mas em muitos outros países. O movimento cresceu tanto que em 1910,B-P compreendeu que o Escotismo seria a obra a que dedicaria a sua vida. Teve a visão e a fé de reconhecer que podia fazer -mais pelo seu país adestrando a nova geração para a boa cidadania do que preparando meia-dúzia de homens para uma possível futura guerra.
Robert Baden-Powell e o Comandante da tropa em Mafeking.
Pediu então licença do Exército onde havia chegado a tenente-general e ingressou na sua "segunda vida", como costumava chamá-la, sua vida de serviço ao mundo por meio do Escotismo.
Em 1912, fez uma viagem à volta do mundo para contatar os escoteiros de muitos outros países. Foi este o primeiro passo para fazer do Escotismo uma fraternidade mundial.
A Primeira Guerra Mundial momentaneamente interrompeu este trabalho, a 27 de Junho de 1919 foi feito Comendador da Ordem Militar de Cristo, mas com o fim das hostilidades foi recomeçado, e em 1920 escoteiros de todas as partes do mundo reuniram-se em Londres para a primeira concentração internacional de escoteiros: o Primeiro Jamboree Mundial. Na última noite deste Jamboree, a 6 de Agosto, Baden Powell foi proclamado "Escoteiro-Chefe-Mundial" sob os aplausos da multidão de rapazes.
O Movimento Escoteiro continuou a crescer. No dia em que atingiu a "maioridade" completando 21 anos contava com mais de 2 milhões de membros em praticamente todos os países do mundo. Nesta ocasião, Baden Powell recebeu do rei Jorge V a honra de ser elevado a barão, recebendo o estilo de Lorde Baden-Powell of Gilwell.
Quando suas forças afinal começaram a declinar, depois de completar oitenta anos de idade, regressou à sua amada África com a sua esposa, Olave Baden-Powell, que fora uma entusiástica colaboradora em todos os seus esforços, e que era a Chefe-Mundial das Bandeirantes, movimento também iniciado por Baden-Powell.
Olave St. Clair Soames nasceu no dia 22 de fevereiro de 1889 na Inglaterra. Seus pais, Harold Soames e Katharine Hill, tinham já um casal de filhos. Olave gostava muito de animais, de caminhar ao ar livre, de musica e esportes. Mas foi a bordo de um navio pelo atlântico que a vida da jovem Olave Soames mudou radicalmente e entrou para a História bandeirante. Em janeiro de 1912, Olave e seu pai embarcaram no navio “Arcadian”, para um cruzeiro turístico, no qual também estava a bordo, o famoso herói de guerra e fundador do Escotismo chamado Robert Baden-Powell. Ali conheceu Baden e também a Chefa americana Juliette Low, velha amiga dele, que fundara a Associação de Girl Scouts nos Estados Unidos da America. O namoro entre os dois iniciou-se naquele cruzeiro de 20 dias e no qual eles puderam se conhecer, descobrir muitas coisas em comum, inclusive que, seus aniversario caiam no mesmo dia, 22 de fevereiro. Na época Powell tinha 55 anos e Olave, 23 anos. Em outubro daquele mesmo ano, Powell e Olave casam em uma cerimônia simples na igreja de São Pedro, em Londres. Desde então Olave passou a ser reconhecida pelo nome de Olave Baden-Powell.
Últimos dias
Estátua de Robert Baden-Powell na cidade do Rio de Janeiro.
Fixaram residência no Quênia, num lugar tranquilo e com um panorama maravilhoso: florestas de quilômetros de extensão tendo ao fundo montanhas de picos cobertos de neve. Onde morreu Baden-Powell, em 8 de Janeiro de 1941, faltando um pouco mais de um mês para completar 84 anos de idade. Encontra-se sepultado na Saint Peter's Churchyard, Nyeri, no Quénia.
Carta aos guias de patrulha (monitores)
"Quero que vocês, guias de patrulha, entrem em ação e adestrem as vossas Patrulhas inteiramente sozinhos e ao vosso jeito porque, para vocês, é perfeitamente possível pegar em cada rapaz da Patrulha e fazer dele um bom camarada, um verdadeiro Homem. De nada vale ter um ou dois rapazes admiráveis e o resto não prestar para nada. Vocês devem fazer deles inteiramente bons.
Para conseguir isso, a coisa mais importante é o próprio exemplo, porque, o que vocês fizerem, os vossos Escoteiros farão. Mostrem a todos eles que vocês sabem obedecer às ordens dadas, sejam elas ordens verbais, ou sejam regras que estejam escritas ou impressas; e que vocês cumprem as ordens, esteja ou não o Chefe escoteiro presente. Mostrem que conseguem conquistar distintivos de Especialidades e, com um pouco de persuasão, os vossos rapazes seguirão o vosso exemplo. Mas, lembrem-se que vocês devem guiá-los, e não empurrá-los."
Carta de despedida
"Escoteiros: Se vocês tiverem visto a peça "Peter Pan", deverão estar lembrados de que o chefe-pirata estava sempre fazendo o seu "discurso de moribundo", porque receava que, possivelmente, quando chegasse a hora de ele morrer, não tivesse mais tempo para dizer tais coisas.
Acontece quase a mesma coisa comigo e, assim, e embora neste momento eu não esteja morrendo - qualquer dia destes eu morrerei - , quero enviar a vocês uma palavra de despedida. Lembrem-se de que será a última vez que vocês ouvirão minhas palavras. Portanto, pensem bem nelas. Eu tenho tido uma vida muito feliz e quero que cada um de vocês também tenha uma vida feliz. Acredito que Deus nos colocou neste mundo alegre para que sejamos felizes e para aproveitarmos a vida. A felicidade não provém do fato de ser rico, nem meramente de ter sido bem sucedido na carreira; e, tampouco, de sermos indulgentes para com nós mesmos. Um passo na direção da felicidade é o de tornar-se saudável e forte enquanto se ainda é jovem, de sorte que possa vir a ser útil e aproveitar a vida quando for homem.
O estudo da natureza mostrará a vocês quão repleto de coisas belas e maravilhosas Deus fez o mundo para vocês aproveitarem. Alegrem-se com o que receberam e façam bom proveito disso. Olhem para o lado bom das coisas, ao invés do lado ruim delas. Contudo, a melhor maneira de obter felicidade é proporcionar felicidade a outras pessoas. Tentem deixar este mundo um pouco melhor do que o encontraram e, quando chegar a vez de morrerem, possam morrer felizes com o sentimento de que, pelo menos, não desperdiçaram o tempo, mas fizeram o melhor que puderam. Estejam preparados, desta maneira, para viverem e morrerem felizes, sempre fiéis à Promessa Escotista, até mesmo depois que deixarem de ser jovens - e que Deus os ajude a cumpri-la. Vosso amigo, Baden-Powell."
Logo após a criação dos Rovers, Baden-Powell inspecionou vários grupos formados inteiramente por veteranos de guerra e comentou sobre sua inteligência, inclusive o uso de medalhas de guerra, que, na época, ele aprovou. Os Rovers não eram meninos, mas homens, muitos dos quais haviam prestado serviço na guerra.
O resultado foi que a 'organização' variou muito de condado para condado e de grupo (como eram então chamados) para grupo. Em Birmingham, a idade de transferência para Rovers ainda era 15 anos, e muitos Grupos foram iniciados em fábricas e obras. Houve alguma inquietação entre os Chefes Escoteiros sobre isso, pois significava que os rapazes mais velhos não estavam disponíveis para apoiar os seus Grupos Escoteiros anteriores.
Em contraste, a própria tropa de Haydn Dimmock tinha uma Patrulha Rover, mas esta compreendia os mesmos rapazes que eram os Líderes e Segundos da Patrulha na tropa Escoteira normal.
Outros Grupos começaram a aparecer nas grandes universidades, alguns sérios em suas intenções, outros meros clubes sociais. Muitos Grupos de Escoteiros Rover foram anexados ao Toc H, cujos objetivos e ideais correspondiam completamente aos do Escotismo Rover.
"Serviço é o aluguel que pagamos pelo nosso quarto na terra."
Sem regras básicas claras, a diversidade tornou-se mais pronunciada e em 1921, em todo o país, havia insatisfação com o Rovering, por ser tão vago, especialmente no que diz respeito à sua faixa etária.
A Headquarters Gazette de novembro de 1921 publicou um relatório sobre as recomendações feitas na Conferência de Escoteiros Rover realizada na Sede Imperial em 6 e 7 de outubro de 1921. "Um Escoteiro Rover", declarou a Conferência, "geralmente é um Escoteiro Sênior com 17 anos ou mais. ." (É preciso ter em mente que, nesta época, o termo "Escoteiros Sênior" ainda funcionava lado a lado com "Escoteiros Rover".) A Conferência também decidiu que o objetivo específico do Escotismo Rover era ". ..manter nossos meninos mais velhos como escoteiros ativos... com o objetivo de se tornarem oficiais escoteiros ou trabalhadores escoteiros." O objetivo do Escotismo Rover foi então definido claramente pela Conferência - o seu objetivo principal era ser um reservatório para futuros líderes. Como um escritor diria mais tarde: "Depois dessas decisões, os Rovers começaram a fazer progressos".
2. Rumo ao Sucesso*
ROVERING to Success foi publicado em 1922. No início, BP não viu a necessidade de um Manual Rover - querendo, como sempre, que as regras fossem elásticas, mas quando Rovering to Success apareceu, teve seu próprio sucesso muito além do Movimento. Embora seja frequentemente descrito como um Manual para Escoteiros Rover, era antes uma ferramenta de recrutamento e um manual para Escudeiros Rover esperando para serem iniciados em uma Tripulação Rover.
* Queria mencionar o papel do livro de Baden-Powell na difusão dos RoverScouts, mas quanto ao livro em si, revi-o em dois artigos anteriores, para que quem quiser detalhes possa consultá-los.
Líder/ Amer M Safi
Treinador de escoteiros - Associação de Escoteiros do Kuwait
Muitas palavras e termos novos foram adicionados ao Dicionário de Escotismo com o advento dos Rover Scouts:
Inicialmente, quando operavam dentro de um Grupo Escoteiro, os Rovers eram conhecidos simplesmente como Patrulha, mas eram chamados de Grupo se fossem formados fora de uma Tropa Escoteira, em um local de trabalho, por exemplo.
Este potencial de confusão logo desapareceu, e uma série de Patrulhas Rovers ou 'Grupos' de Rovers ficaram conhecidos como Tripulação
O Líder de uma Patrulha Rover era seu Companheiro e é definido abaixo
O Rover não iniciado era conhecido como Escudeiro (veja também abaixo)
Para se tornar um Rover, um Escudeiro tinha que realizar uma Vigília e uma Missão, termos definidos abaixo
Uma reunião de Rovers de diferentes áreas ou países era um Moot - um termo anglo-saxão para uma assembléia.
2. Irmandade
Lord Baden-Powell diz: "Os Escoteiros Rover são uma Irmandade do Ar Livre e do Serviço. Eles são caminhantes na Estrada Aberta e Campistas na Floresta, capazes de mudar por si mesmos, mas igualmente prontos para prestar algum serviço aos outros."
3. Líderes Rovers
Apesar do fato de os Rovers serem homens e, em grande medida, um grupo autodeterminado, ainda era visto como vital que cada Tripulação tivesse os serviços de um bom líder. What Rover Scouts Are, publicado em 1929, afirmava que "os Rover Scouts não deveriam ser iniciados a menos que o líder certo fosse encontrado."
Para "líder certo", talvez fosse melhor substituí-lo por "homem certo", já que as mulheres eram oficialmente proibidas de ocupar o posto de Líder Rover ou Líder Assistente Rover. Embora não houvesse nenhuma regra proibindo as mulheres de cargos mais elevados no Escotismo, muito poucas (se alguma) eram encontradas fora da seção Lobinho. A seção Rover Scout era a única, entretanto, por ter um bar oficial.
4. O companheiro Rover
Mesmo antes das Regras para Rovers, a importância central do Rover Mate já havia sido decidida. Baden-Pawell escreveu:
"O que é verdade para o PL é verdade para o Rover Mate... O Rover Mate está mais no mesmo nível dos outros membros da tripulação. Sua personalidade é muito mais importante do que seu conhecimento atual."
Havia, porém, uma grande diferença entre o Líder da Patrulha Escoteira e o Imediato. Um Rover Mate não deveria ser imposto, mas eleito pelos seus companheiros. O Mate, porém, nomeou seu "Rover Second".
5. O Escudeiro Rover
Qual seria o nome do suposto Rover? Tenderfoot dificilmente era apropriado, especialmente para alguém que passou pelo esquema de treinamento de escoteiros. Baden-Powell sugeriu "Squire", que se encaixou perfeitamente. O termo foi introduzido oficialmente em janeiro de 1930.
Antes que um Rover Squire pudesse ser investido como Rover, ele precisava ser aprovado pelo GSM. e a Tripulação e cumprir os seguintes requisitos:
1. Li e estudei “Scouting for Boys” e “Rovering to Success”.
2. Ter estudado e compreendido a Promessa Escoteira e a Lei Escoteira.
3. Ter conhecimento suficiente para treinar um menino em idade escoteira nos testes Tenderfoot.
6. Uniforme Rovers:
O uniforme do Rover consistia em uma camisa com duas listras vermelhas no peito. Os Rovers carregam um polegar no lugar de um bastão, um distintivo na frente do chapéu, alças vermelhas e uma Skean Dhu (faca) na meia esquerda. (Diário da Sede, setembro de 1918.)
Líder/ Amer M Safi - Treinador de escoteiros - Associação de Escoteiros do Kuwait
Enquanto Rockwell trabalhava em seu estúdio, um membro da equipe do Boy Scouts of America o visitava para verificar os detalhes da pintura, pois cada pessoa retratada deveria ser a versão ideal de um escoteiro ou chefe de escoteiros, e o uniforme deveria ser ser retratado corretamente. As tendas e outros equipamentos ao ar livre utilizados pelos batedores nos painéis devem ser do tipo correto e não podem parecer excedentes do exército.
Após a conclusão do rascunho inicial do conselho, West e outros funcionários da Boy Scouts of America podem às vezes encontrar detalhes que precisam ser corrigidos.
Entre 1925 e 1976, Rockwell criou 49 placas para o Calendário Brown e Bigelow dos Escoteiros da América. Cada obra, com exceção da primeira pintura 'O Bom Escoteiro' de 1925 (que já havia sido publicada em revista), foi pintada especificamente para o calendário, e muitas das pinturas foram utilizadas pelos Escoteiros para fins secundários e para servir de capa para seus vários manuais. Por exemplo, três pinturas – Spirit of America, The Scouting Trail e Come and Get It – foram reutilizadas como ilustração da capa do Boy Scout Handbook.
The Adventure Trail foi usado como capa da edição de 1954 do Den Chief's Handbook, e The Scoutmaster serviu como capa da edição de 1960 do Scoutmaster's Handbook.
Depois que Rockwell se aposentou em 1976, a BSA pediu ao artista Joseph Csatari para assumir a série de calendários, então ele complementou o trabalho de Norman Rockwell com uma pintura para cada ano, e foi considerado um discípulo de Rockwell.
Entre 1977 e 1990, Csatari criou 14 pinturas para o calendário Brown & Bigelow da BSA, as pinturas foram usadas para mostrar Escoteiros em vários estados: Escoteiros, Rover, Escoteiros Marinhos e Escoteiros Aéreos, principalmente envolvidos em atividades ao ar livre.
Ele criou todas as ilustrações especificamente para o calendário, mas nenhuma das pinturas de Castari foi reutilizada em capas de livretos devido às baixas vendas. Em 1990, Brown e Bigelow cancelaram os calendários, e o Scoutmaster foi a última placa criada para a série.
Hoje, a maioria das pinturas está preservada no acervo do Museu Nacional do Escotismo. Desde 2020, elas foram vendidas ao museu como parte do pedido de falência, Capítulo 11, da Boy Scouts of America, e a organização listou as pinturas como ativos. O restante está em coleções particulares ou relacionadas a outros museus, como o Museu das Crianças de Indianápolis.
Nota: A imagem anexa, intitulada “The Scoutmaster”, é o último trabalho do artista Joseph Castari, que a submeteu ao Calendário Escoteiro Americano em 1990.
Mais uma vez, reproduzimos o livro “Tradições Escoteiras — O Parque de Gilwell e a Insígnia de Madeira”, de Moacir Starosta, membro atuante da Patrulha Jaguatirica.Uma obra realmente de referência!
O primeiro curso de que nós, atualmente, chamamos de Curso da Insígnia de Madeira ocorreu no Parque de Gilwell, em 08 de setembro, uma segunda-feira até o dia 19 de setembro, uma sexta-feira, de 1919.
Ele teria simplesmente o nome de Curso Oficial de Treinamento de Escoteiros.
Ao término do curso, uma questão surgiu na mente de Baden-Powell, o fundador do escotismo.
Como deveria ser o distintivo especial concedido aos chefes que fossem aprovados no curso?
O Chefe Escoteiro então, disse: “Não permitiremos dar a eles um distintivo normal, daremos justamente um pedaço de madeira e uma tira de couro que chamaremos de ‘Insígnia de Madeira’”.
Eis algumas citações sobre o Parque de Gilwell e o Curso da Insígnia de Madeira:
A cerimônia de abertura do Campo Escola de Treinamento, Parque de Gilwell, teve lugar no sábado, 26 de julho de 1919.
O Parque de Gilwell foi doado pelo Senhor William Frederick Du Bois Maclaren, Comissário Distrital de Rosneath, Umbartonshire, para ser utilizado como Centro de Treinamento de Chefes Escoteiros e local para acampamentos de escoteiros.
O Chefe Escoteiro agradeceu o senhor Maclaren por sua generosa doação, presenteando-o com a Ordem do “Lobo de Prata” que era a mais alta condecoração da Associação Escoteira Britânica na época, por conseguinte, do Movimento Escoteiro Mundial.
(Headquarters Gazette, August 1919.)
O primeiro curso (Insígnia de Madeira) realizado no Campo Escola de Treinamento…
Obteve uma grande representatividade, com vinte Chefes Escoteiros vindos de todas as partes da Inglaterra e País de Gales, possuindo uma variedade grande de idades e profissões.
Francis Gidney, Chefe de Campo, Outubro de 1919
A Cerimônia de Abertura do Parque de Gilwell teve lugar em 26 de Julho de 1919, com um tempo perfeito. A Senhora Maclaren cortou uma fita verde e amarela, as quais eram as cores do Escotismo naquela época. Este fato marcou a muitos, por ser inédito cortar uma fita em sinal de inauguração de um local.
O segundo curso da Insígnia de Madeira foi realizado por quatro fins de semana, em Gilwell durante os meses de abril e maio de 1920.
O terceiro, quarto, quinto, sexto e sétimo cursos foram realizados posteriormente, nos finais de semana, durante o ano de 1920.
Em 1921, a duração dos cursos foi revisada para dez dias seguidos, começando em uma segunda-feira e sendo concluído em uma quarta-feira.
Em 1919, depois do primeiro curso, o sistema de progressão foi anunciado: Uma conta pendurada na casa do botão para quem obtivesse aprovação na parte teórica e prática (Parte I e II); uma conta no cordel do chapéu e, um diploma para quem obtivesse aprovação na parte teórica e prática e, 18 meses de resultados práticos (Partes I, II e III); duas contas no cordel do chapéu e o diploma para quem fosse aprovado com especial qualificação para ser um Chefe de Campo – somente para cursos realizados no Parque de Gilwell. (Headquarters Gazette, Novembro de 1921.)
Eis os estudos feitos pelo próprio criador da Insígnia de Madeira e seus respectivos usos.
Utilização na casa do botão da camisa escoteira
Utilização na aba do chapéu escoteiro
Utilizado ao redor do pescoço e modelo utilizado até os dias de hoje
Utilizado pelos chefes de lobinhos, Akelas
Em maio de 1919, o capitão Francis Gidney foi escolhido como Chefe de Campo.
Em junho, o mesmo publicou um pequeno artigo no Headquartes Gazette sobre Gilwell:
“Gilwell será ‘O Centro de Treinamento Oficial’, onde os Chefes Escoteiros e, todos os que quiserem se tornar um Chefe Escoteiro farão seu treinamento com competentes e experientes Chefes Escoteiros em sua formação e treinamento de tropas, práticas de trabalhos com madeiras e técnicas de campo, além do método escoteiro de uma forma geral”.
Richard Francis “John” Thurman – terceiro chefe de Campo do Parque de Gilwell (1943 –1969) disse:
John Thurman
“Talvez pareça um contra-senso dizer que o espírito de um homem permaneça depois que ele tenha desaparecido. Porém, no caso de B-P e a forma que ele influiu em Gilwell, constitui-se em uma grande verdade. É o espírito da alegria, da tolerância e da camaradagem, de reflexão, de preparação e generosidade que se esboçou em seu livro Escotismo para Rapazes (Aids to Scouting) e que, através dos anos, tem se espalhado de Gilwell para o mundo. Portanto, o lugar trata de manter vivo o espírito do melhor dos ensinamentos de B-P, que se manterá vivo não por sentimentalismo, mas sim, porque é uma mensagem eterna e, todo mundo atual necessita da medicina que ele nos forneceu de forma tão generosa.”
O Primeiro Curso da Insígnia de Madeira – Um Pouco daHistória
Francis “Skipper” Gidney, o Chefe de Campo, era um jovem que serviu o exército como capitão durante a primeira Grande Guerra e tinha uma força vital enorme, sendo considerada uma pessoa muito importante na visão de Baden-Powell, com um “tremendo espírito”, sendo que seu Assistente de Campo era o capitão F. S. Morgan, Comissário do Distrito de Swansea.
Baden-Powell visitou o campo na sexta-feira à noite, dia 12 e no sábado, dia 13, juntamente com o Capitão A. G. Wade, seu Secretário Assistente na Associação Escoteira (a esposa do Capitão Wade – Mrs. Eileen K. Wade – foi a secretária particular de B-P por 27 anos, além de ser sua biógrafa oficial).
O Capitão Wade foi quem organizou o Primeiro Encontro de Escoteiros do Mundo em 1920, chamado de Jamboree Mundial em Olímpia, Inglaterra.
O fundador discorreu sobre o tema: como seguir pistas, no domingo pela manhã, com suas tradicionais anedotas. Outros distintos Chefes Escoteiros que proferiram algumas palestras como instrutores foram: o Comissário Deputado de Campo Coronel Ulick G.C. de Burgh, o Chefe Escoteiro Percy Witt Everett, Hubert S. Martin (mais tarde Diretor do Bureau Mundial), R.S. Wood (quem comandou Gilwell quando Gidney estava doente), P. B. Nevill, o reverendo R. Hyde e o Secretário Assistente do Quartel General Imperial D. F. Morgan.
Os alunos aproveitaram o bom tempo durante o curso, com exceção de um dia quando caiu uma forte tormenta que, Gidney descreveria: “também teve seu valor instrutivo”.
Abaixo está a foto oficial do curso, tradição esta que continua em Gilwell até os dias de hoje, as quais podem ser consultadas nos álbuns de fotos que estão na biblioteca de Gilwell.
Nesta abaixo, estão relacionados os participantes que foram divididos em três patrulhas, cada uma tendo o seu período como monitor, sub monitor, menos graduado e em todos os cargos da patrulha, incluindo a cozinha.
Apesar de em alguns esquemas de acampamento o almoço ser a principal refeição do dia, Gidney optou por ser o jantar, a fim de assegurar que ninguém perdesse alguma instrução quando estivesse cozinhando.
Alguns nomes, com o passar dos anos, podem ter sido perdidos, mas a maioria das fotos contém nomes, países e algumas vezes o “posto” que o mesmo ocupou, costume mantido até os dias de hoje nos cursos realizados no Parque de Gilwell.
Foto Oficial dos Alunos do Primeiro Curso da Insígnia de Madeira, acervo The Scout Association, UK
Alunos participantes do primeiro Curso de Gilwell:
Maj. Rev. C.P. Hines, Gt. Yarmouth; C. Robson, Colchester; L.J. Berlin, Manchester; Rev. W.A. Butler, Sussex; M.F. Bunt, Sussex; J.R. Davies, Cheshire; J.F. Wilkinson, Cheshire; A.W. Todd, Cheshire; E. Fay, Yorkshire; J. Kent, Essex; Ronald Firth, Suffolk; R. Hammond, London; C.C. Eiffe, London; Rev. H.W. Nevill, London; S. Phillips, London; D. Earle, London; Rev. W.E. Baker, London; R. Lang, Cambridge;
Don Potter;
J. Durell.
Treinadores ou Instrutores:
Baden-Powell e Major Wade, presentes somente por dois dias do curso.
John “Skipper” Gidney como Chefe de Campo e Capitão Morgan como Assistente de Campo.
Como muitas das fotos dos primórdios do Escotismo, alguns aspectos geram perguntas.
Baden-Powell está sentado ao centro do grupo, com diversos integrantes com diversos uniformes de cores diferentes. Ladeando B-P está o Chefe de Campo “Skipper” Gidney e seu Assistente de Campo, o capitão Morgan à direita de B-P.
Supõe-se que o Capitão A. G. Wade, conjuntamente, com B-P, estiveram somente dois dias em campo, sendo que o Major A. G. Wade não aparece na foto.
A lista nomeia dezoito participantes, os quais foram identificados nesta foto, descobriu-se que o aluno que faltaria ser identificado na foto seria Leslie J. Berlin, bem como, outros dois alunos que seriam J. Durell e Don Potter.
Assim teríamos 20 alunos e quatro instrutores identificados, sendo que dois deles não estariam na foto, A. G. Wade e, um instrutor “misterioso”, que não foi possível ser identificado, citado nos relatórios do curso, o mesmo também não estaria na foto.
Segue abaixo o possível programa diário de como era desenvolvido o curso:
7:00 h. O som do corno de Kudoo atravessa o campo – alvorada.
9:30 h. O café da manhã é preparado e servido pelo cozinheiro e intendente de cada dia, sendo feita à inspeção.
Quebra-gelo, orações, jogos, trabalhos.
Almoço acelerado.
Horas restantes.
(Uma hora misteriosa que “Deve ser experimentada, para ser acreditada”, em Gilwell acredita-se que “O melhor lazer, é o trabalho”.
Um lema, em Gilwell, que é seguido até hoje.)
Sessão de trabalho
18:30 h. Final dos Trabalhos – trabalhos com pioneiria, preparação do jantar, distribuição das rações.
21:30 h. Fogo de Conselho – toda a patrulha e o monitor são responsáveis pelo Fogo de Conselho de forma rotativa.
Oração do final do dia. Palavra final do Chefe de Campo.
No último dia, além da inspeção final, o desmonte de campo, os participantes deveriam retirar seus lenços cinza, confeccionados com camisas velhas do exército inglês pelo próprio Baden-Powell, e trocá-los pelos seus lenços de tropa, bem como, o arriamento final das bandeiras e as orações finais.
Existem controvérsias quanto ao uso de lenços escoteiros, pois se acredita que nesta época muitos utilizavam gravatas, costume que foi abandonado, pois foi adotado o uso do lenço escoteiro que abordarei mais adiante.
A última refeição do curso da Insígnia de Madeira não foi preparada pelos participantes, mas foi oferecida em Londres, na sede escoteira, onde Everett os recebeu para um almoço festivo, costume utilizado até os dias de hoje, nos cursos em Gilwell Park.
Então, os participantes fizeram um passeio nos escritórios e finalmente tiveram uma conversa com o Chefe Escoteiro, B-P, que os encorajou a começarem um curso em sua vizinhança usando como guia do curso o livro Guia do Chefe Escoteiro (Aids to Scoutermastership).
Findo o curso, o Chefe Escoteiro os concedeu uma conta do colar original de Dinizulu para ser utilizada presa ao chapéu escoteiro, pendurada em uma correia de couro.
Muitas são as tradições escoteiras criadas por B-P para o Movimento Escoteiro, para que todos conheçam alguns aspectos sobre elas, durante o seguimento deste livro abordarei as mesmas sob aspectos históricos, especialmente, sobre os símbolos da Insígnia de Madeira.