5 de dezembro de 2016

SÃO JORGE - O santo padroeiro do Escotismo


Dia de São Jorge é comemorado no dia 23 de abril. São Jorge é o santo padroeiro da Inglaterra e também o patrono de todos os escuteiros de todo o mundo.Sua bandeira é a cruz vermelha horizontal em um fundo branco e seu emblema é um cavaleiro matando um dragão.


A Lenda de São Jorge

A lenda diz que George era um filho de um nobre do exército romano, e se tornou um oficial de cavalaria. George se tornou um cristão e decidiu deixar o exército e viajar para o palácio do imperador, Diocleciano, para suplicar-lhe para parar o seu cruel perseguição dos cristãos. Como ele montou em seu cavalo através Sylene (na atual Líbia), ele descobriu que uma das cidades foi atormentado por um dragão do mal que se escondia em um pântano. Este terrível criatura só poderia ser pacificada, alimentando-o com corpos humanos, e cada um dia dos cidadãos foi escolhido por sorteio e foi sacrificado. própria filha do Rei, Cleolinda, ia ser a vítima no dia em que George chegou. Ele correu para ajudá-la, mesmo que sua única arma era uma lança. Com coragem incrível ele cobrado em seu cavalo, sabendo que ele tinha apenas uma chance de matar o dragão que cospe fogo. Ele conseguiu e salvou a vida da princesa. Depois de falar com George, o rei, agradecido, a princesa, e muitas das pessoas que decidiu tornar-se cristãos. George continuou a palácio do Imperador, mas Diocleciano tinha-o condenado à morte em 23 de abril AD303 por sua fé cristã.


Por que São Jorge?

Por que Baden Powell escolhe São Jorge para ser o padroeiro do escotismo? Baden Powell escolhe São Jorge para ser o patrono movimentos porque ele as qualidades do lendário soldado romano; qualidades que refletem o Escotismo boa
  • Responsabilidade
  • Veracidade
  • Devoção ao dever
  • Um coração valente
  • Um espírito nobre
  • Dedicação para ajudar os outros

A alimentação durante o Trekking


Nosso organismo necessita, e muito, de alguma forma de "combustível" para funcionar e nada mais "alimentar" (com o perdão do trocadilho) que uma boa refeição quando estamos praticando alguma atividade.


Em atividades outdoor, como o trekking, devemos dar a devida atenção à alimentação, pois além de garantir o combustível necessário para aproveitar a atividade ela também garante a nossa saúde. 



Durante uma atividade, podendo ser de menor ou maior dificuldade sempre é importante a hidratação. Água em quantidade e qualidade é importante para nosso rendimento em um Trekking. Digamos no mínimo 2 litros por dia. Faça o seguinte, durante o seu Trekking leve uma garrafa de pet 2L ou cantil e a encha sempre que achar água (potável é claro), uma boa é comprar algumas pastilhas de cloro, que desinfetam a água em poucos minutos. 



Dependendo da extensão do seu trekking seu cardápio poderá variar de algumas frutas e lanches até ter que cozinhar por muitos dias. A regra é: leve o menor peso, mais energético e maior conservação. 




Trekking Leve (1 dia)



  • Frutas: qualquer tipo, cuide para não amassar dentro da mochila - recomendo Bergamota (mexerica),laranja ou kiwi pelas vitaminas, Banana pelo potássio e/ou frutas cristalizadas como figo, ameixa;
  • Chocolates; 
  • Sanduíches: Presunto, queijo ou salame (preparados no dia), não use maionese, requeijão. Opte por margarinas lights ou geleias. O salame tem maior durabilidade; 
  • Barra de Cereais; 
  • Alguma coisa com um pouco de sal, tipo avelã, amendoim ou castanha de caju; 
  • Um pé de moleque é uma boa pedida e junto com uma Bebida isotônica garantem a reposição de sais minerais. 



Faça paradas estratégicas para a alimentação, respeite seus horários, pare na sombra, em um lugar aprazível, descanse o que achar necessário após a refeição.



Evite cardápios exóticos pêlos lugares que passa. Muitas iguarias regionais são um veneno para quem não está acostumado. Assim como frutas silvestres. 




Travessias (2 dias em diante)



Em um Trekking com mais dias adicione a sua mochila: 
  • Frutas: Maçã, laranja; 
  • Leite em pó e café solúvel; 
  • Sopas/macarrão instantâneo; 
  • Patê de fígado ou de frango; 
  • Pão integral ou bisnaguinhas; 
  • Arroz em saquinhos. 



Acondicione em embalagens plásticas e não misture-os. Se possível embrulhe sanduíches e patês em papel alumínio, ele também tem utilidade para outras coisas. 



Durante a noite use e abuse de chás naturais. Cidreira, Camomila, marcela, laranjeira, hortelã, funcho, tudo de graça e muito saudável. Aprenda a identifica-las na sua cidade em uma visita ao jardim botânico ou floricultura. 



Coma em intervalos menores, poucas quantidades e evite alimentação gordurosa ou que só sirva para "tapar buraco", quando estiver com muita fome beba água ou outra bebida, isto ameniza a ação dos ácidos e envia uma mensagem para nosso cérebro que diminui a sensação de fome. 



Nunca é demais lembrar: Não deixe embalagens e alimentos pelos locais que passam, atraem animais, doenças e deixam sua marca (coisa que a natureza não precisa). Embrulhe tudo nas embalagens e traga de volta, no máximo material orgânico poderá enterrado para que a própria natureza recicle-o.


O INÍCIO DA HISTÓRIA DO ESCOTISMO EM MACAPÁ-AP.

Primeiro desfile oficial realizado pela Associação de Escoteiros Marcilio Dias. A parada aconteceu na Fazendinha, área onde hoje está instalado o Parque de Exposições. O primeiro escoteiro da coluna do centro, após a Bandeira Nacional é o chefe Dário Cordeiro Jassé.

No dia 12/9/1945, ocorria em Macapá a instalação da Associação de Escoteiros Veiga Cabral. A iniciativa contou com o decisivo apoio do governador Janary Gentil Nunes que trouxe de Belém os chefes escoteiros Glicério de Souza Marques, Clodoaldo Carvalho do Nascimento e José Raimundo Barata.

Eles não vieram apenas para fundar o escotismo entre nós,mas também desempenharem outras atividades como servidores públicos federais.Quase dois anos depois, no dia 13/7/1947, surgiria a Associação Marcilio Dias, modalidade mar, por iniciativa do professor de educação física e chefe escoteiro Dário Cordeiro Jassé. Nascido em Belém a 18/5/1921, o chefe Jassé era filho de José Jassé e Rita Cordeiro Jassé. Enquanto permaneceu em Belém residiu na Rua dos 48, por trás da Igreja da Santíssima Trindade e na Avenida 25 de setembro, nos fundos do Bosque Rodrigues Alves. Na capital paraense ministrou aulas de educação física em diversos estabelecimentos de ensino e integrou o movimento escoteiro.

Convidado para trabalhar em Macapá, Dário Jassé aqui chegou em abril de 1947, sendo lotado na então Divisão de Educação e exercendo a função de Inspetor de Ensino. Fixou residência no bairro do Trem, onde a Prefeitura de Macapá havia concedido à associação que dirigia uma ampla área delimitada pelas Avenidas Cônego Domingos Maltez/Antônio Gonçalves Tocantins e pelas Ruas General Rondon/Eliezer Levy. De imediato foi demarcado um campo de futebol e iniciada a construção de um barracão. As instruções sobre o escotismo eram ministradas no Rivelim da Fortaleza São José.

No pentágono localizado à frente da Fortaleza, o chefe Dário Cordeiro Jasse ministrava os ensinamentos sobre escotismo aos componentes do Grupo Marcilio Dias. As aulas sempre ocorriam a tarde e atraiam dezenas de curiosos, principalmente crianças.

Casou com Raimunda Morais e com ela teve os filhos Carlos Fernando, Antônio Mário, Raimundo Sérgio e as filhas Célia e Regina. Em 1953, doente, o chefe Dário Jassé foi internado no Hospital do IPASE, no Rio de Janeiro, onde faleceu a nove de março. Seu corpo foi enterrado no cemitério São João Batista e governo do Amapá arcou com as despesas de seu funeral. Dário Jassé era o Comissário Regional da União dos Escoteiros do Brasil, no Amapá e Clodoaldo Nascimento o subcomissário. No dia 3/4/1953, às 10 horas, o Grupo Marcilio Dias prestou-lhe homenagens na área da entidade que fundara. Houve hasteamento da bandeira nacional e colocação de uma placa homenageando o extinto. O tenente Glicério de Souza Marques teceu breves comentários sobre a vida do Professor Jassé. Compareceram á solenidade: o Dr. Hildemar Pimentel Maia, governador em exercício, Heitor de Azevedo Picanço, presidente da União dos Escoteiros do Brasil - Regional do Amapá, Jacy Barata Jucá, presidente da Associação Marcilio Dias e Clodoaldo Carvalho do Nascimento, Comissário Regional substituto. Cantou-se a canção do silêncio e a valsa da despedida. Jacy Barata Jucá e Heitor Picanço desceraram a placa Dário Jassé com os dizeres: “Marcilio Dias, Campo Escola Dário Jassé”.

Foto da primeira Banda Marcial dos escoteiros do Amapá que puxou o desfile das bandeirantes e escoteiros das modadalidades terra e mar. O primeiro tambor da fila do centro era tocado pelo chefe Glicério de Souza Marques, membro da diretoria da Associação Veiga Cabral.

Em 1958, o chefe Clodoaldo Nascimento foi ao Rio de Janeiro para providenciar a vinda dos despojos de Dário Jassé para Macapá, fato concretizado dia 17/11/1958, em avião do Lóide Aéreo Nacional. A urna mortuária, contendo na parte superior uma flor de lis, símbolo do escotismo, foi trasladada para a capela de São José, na Fortaleza de Macapá. Á época, ainda se falava na construção de um memorial destinado aos pioneiros da implantação do Território do Amapá e a urna contendo os restos mortais de Dário Jassé seria guardada no citado monumento juntamente com os despojos de Joaquim Caetano da Silva. Com o passar dos anos, muitos mentores da idéia deixaram o Amapá e ela foi fenecendo. Durante muito tempo as urnas de Joaquim Caetano e de Dário Jassé permaneceram na sacristia da capela da Fortaleza. Transferidas para outro edifício do velho forte, elas passaram a figurar como reserva técnica do Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva. Atualmente, a urna do patrono do museu está guardada no prédio da antiga Intendência de Macapá.

Nesta fotografia vemos cinco dos primeiros escoteiros do Território do Amapá. No sentido dos ponteiros do relógio destinguimos na linha de frente os chefes Luciano, Clodoaldo Nascimento e José Raimundo Barata. Na segunda fila estão Pedro Nolasco Monteiro e Expedito Cunha Ferro, o popular "91".

A urna de Dário Jassé permanece como “reserva técnica” e mantida na Fortaleza. Tenho estimulado os filhos do chefe Dário Jassé a requerê-la e sepultá-la em jazigo da família. Isso ainda não aconteceu, mas o artigo que ora publico poderá dirimir algumas dúvidas que os familiares do ilustre chefe escoteiro por acaso ainda conservam. Afirmo com absoluta convicção que os restos mortais contidos na urna que está sendo mantida na Fortaleza são de Dário Cordeiro Jassé. Eu vi a urna chegar a Macapá e acompanhei o féretro até a Fortaleza. Naquele dia 17 de novembro de 1958, eu estava entre os escoteiros macapaenses, pois integrava o Grupo São Jorge. Dentre os pioneiros do escotismo no Amapá, ainda está vivo o chefe Cláudio Carvalho do Nascimento que à época figurava como um dos dirigentes da Associação Veiga Cabral.

Momento em que a carreta que transportava a urna mortuária do chefe Dário Cordeiro Jassé estacionava no pátio central da Fortaleza de Macapá e o chefe Raimundo Façanha direcionava a roda dianteira esquerda do pequeno veículo no sentido da capela de São José. Do lado oposto, entre os escoteiros que empurravam o carro vemos o chefe Luciano. No interior da carreta há dois lobinhos do Grupo Marcilio Dias.O lobinho que está perto do chefe Luciano é o Urivino Bandeira, ainda vivo. Dentre as pessoas que recepcionaram o chefe escoteiro falecido identificamos o senhor Belarmino Paraense de Barros, de roupa branca e o Inspetor da Guarda Territorial Ítalo Marques Picaço que faz a saudação escoteira. Observe que a urna mortuária estava na carreta e sobre ela foi postada uma flor de lis, o simbolo do escotismo.Esta urna ainda se encontra guardada no interior da Fortaleza.

O Manoel Ferreira, o popular Biroba, que era um dos chefes dos escoteiros do mar também testemunhou o fato aqui narrado. Os familiares de Dário Cordeiro Jassé precisam ter em mente que “O Escoteiro tem uma só palavra; sua honra vale mais que sua própria vida”. O chefe Clodoaldo Nascimento jamais traria para Macapá os despojos que não pertencessem ao grande amigo falecido na então capital federal. Entretanto, se os familiares de Dário Jassé têm dúvidas de que os restos mortais não são de seu ente querido, que recorram ao exame de DNA.

Texto de Nilson Montoril de Araújo
http://montorilaraujo.blogspot.com.br/

Excursionismo de Mínimo Impacto: Conduta Consciente em ambientes naturais

Hoje em dia milhares de pessoas procuram ambientes naturais, como os encontrados em parques e outras áreas naturais protegidas, para atividades de lazer, que vão desde um simples passeio até a prática de esportes de natureza como as caminhadas, o montanhismo, a canoagem, a exploração de cavernas, o mergulho e muitas outras.

Na maioria destes locais a natureza é frágil e precisa ser tratada com cuidado. Lembre-se que nestas áreas é impossível realizar trabalhos de limpeza e conservação da forma como acontece nas cidades. Portanto, a proteção destes locais depende muito do comportamento dos visitantes.

Você pode evitar o impacto da poluição e da destruição das áreas que frequenta. É só seguir algumas regras simples, que ajudam a proteger o meio ambiente, dão maior prazer à sua visita e previnem acidentes, que nesses lugares afastados podem ter graves consequências.

Estas regras de conduta consciente (mínimo impacto), resumidas nos 8 princípios descritos a seguir, estão sendo adotadas pelas pessoas no mundo inteiro. Seguindo e difundindo este folheto, você estará ajudando a garantir que o lugar que está desfrutando hoje permanecerá sempre na melhor das condições, para você e para os outros visitantes.


Princípios de Conduta Consciente em ambientes naturais

Planejamento é Fundamental

Entre em contato prévio com a administração da área que você vai visitar para tomar conhecimento dos regulamentos e restrições existentes;

Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais;

Viaje em grupos pequenos de até dez pessoas. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto;

Evite viajar para as áreas mais populares durante feriados prolongados e férias;

Certifique-se de que você possui uma forma de acondicionar seu lixo (sacos plásticos), para trazê-lo de volta;

Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.

Você é responsável por sua segurança

O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo, podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. Portanto, em primeiro lugar, não se arrisque sem necessidade;

Calcule o tempo total que passará viajando e deixe um roteiro da viajem com alguém de confiança, com instruções para acionar o resgate, caso necessário;

Avise a administração da área que você esta visitando sobre: sua experiência, tamanho do seu grupo, o equipamento que vocês estão levando, o roteiro e a data esperada de retorno. Estas informações facilitarão seu resgate em caso de acidente;

Aprenda as técnicas básicas de segurança, como navegação (como usar o mapa e uma bússola) e primeiros socorros. Para tanto, procure os clubes excursionistas, escolas de escalada etc;

Tenha certeza de que você dispõe do equipamento apropriado para cada situação. Acidentes e agressões à natureza em grande parte são causados por improvisações e uso inadequados de equipamentos.

Leve sempre: lanterna, agasalho, capa de chuva e um estojo de primeiros socorros, alimento e água, mesmo em atividades com apenas um dia ou poucas horas de duração;

Caso você não tenha experiência em atividades recreativas em ambientes naturais, entre em contato com centros excursionistas, empresas de ecoturismo ou condutores de visitantes. Visitantes inexperientes podem causar grandes impactos sem perceber e correr riscos desnecessários;

Cuide das Trilhas e dos locais de acampamento

Mantenha-se nas trilhas pré-determinadas – não use atalhos que cortam caminhos. Os atalhos favorecem a erosão e a destruição das raízes e plantas inteiras;

Mantenha-se na trilha mesmo se ela estiver molhada, lamacenta e escorregadia. A dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. Se você contorna a parte danificada de uma trilha, o estrago de tornará maior no futuro;

Acampando, evite áreas frágeis que levarão um longo tempo para se recuperar após o impacto. Acampe somente em locais pré-estabelecidos, quando existirem. Acampe a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água;

Não cave valetas ao redor das barracas, escolha melhor o local e use um plástico sob a barraca;

Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Não corte nem arranque a vegetação, nem remova pedras ao acampar.

Traga seu lixo de volta

Se você pode levar uma embalagem cheia para um ambiente natural, pode trazê-la vazia na volta;

Ao percorrer uma trilha, ou sair de uma área de acampamento, certifique-se de que elas permaneçam como se ninguém houvesse passado por ali. Remova todas as evidências de sua passagem. Não deixe rastros;

Não queime nem enterre o lixo. As embalagens podem não queimar completamente, e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo. Traga todo o seu lixo de volta com você;

Utilize as instalações sanitárias que existirem. Caso não haja instalações sanitárias (banheiros) na área, cave um buraco com quinze centímetros de profundidade a pelo menos 60m de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamentos, em local onde não seja necessário remover a vegetação.

Deixe cada coisa em seu lugar

Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes etc. Não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais;

Resista à tentação de levar “lembranças” para casa. Deixe pedras, artefatos, flores, conchas etc. onde você os encontrou, para que outros também possam apreciá-los;

Tire apenas fotografias, deixe apenas leves pegadas, e leve para casa apenas suas memórias;

Não faça fogueiras

Fogueiras matam o solo, enfeiam os locais de acampamento e representam uma grande causa de incêndios florestais;

Para cozinhar, utilize fogareiro próprio para acampamento. Os fogareiros modernos são leves e fácies de usar. Cozinhar com fogareiro é muito mais rápido e prático que acender uma fogueira;

Para iluminar o acampamento, utilize um lampião ou uma lanterna em vez de uma fogueira;

Se você realmente precisa acender uma fogueira, utilize locais previamente estabelecidos, e somente se as normas da área permitirem;

Mantenha o fogo pequeno, utilizando apenas madeira morta encontrada no chão;

Tenha absoluta certeza de que sua fogueira está completamente apagada antes de abandonar a área.

Respeite os animais e as plantas

Observe os animais a distancia. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque, mesmo de pequenos animais. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças graves;

Não alimente os animais. Os animais podem acabar se acostumando com comida humana e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros equipamentos;

Não retire flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes.

Seja cortês com outros visitantes

Ande e acampe em silêncio, preservando a tranquilidade e a sensação de harmonia que a natureza favorece. Deixe rádios e instrumentos sonoros em casa;

Deixe os animais domésticos em casa. Caso traga o seu animal com você, mantenha-o controlado todo o tempo, incluindo evitar latidos ou outros ruídos. As fezes dos animais devem ser tratadas da mesma maneira que as humanas. Elas também estão sob sua responsabilidade. Muitas áreas não permitem a entrada de animais domésticos, verifique com antecedência;

Cores fortes, como branco, azul, vermelho ou amarelo devem ser evitadas, pois podem ser vistas a quilômetros de distância e quebram a harmonia dos ambientes naturais. Use roupas e equipamentos de cores neutras, pra evitar a poluição visual em locais muito frequentados;

Colabore com a educação de outros visitantes, transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente (Secretaria de Biodiversidade e Florestas).

Grupo de Xanxerê faz parte da história dos 100 anos do movimentoescoteiro em SC.

O movimento escoteiro de Santa Catarina completa, em 2013, seu centenário. O primeiro grupo de escoteiro no Sul do país foi fundado pelo professor Kurt Böttner, no dia 13 de janeiro de 1913, em Blumenau, após três anos de fundação do primeiro grupo no país.

Em Xanxerê, um grande admirador do movimento, Roland Hamilton Marquardt, iniciou reuniões com vários jovens para ver a possibilidade da formação de um grupo de escoteiro na cidade. Com a vinda de João Carlos Marques, antigo escoteiro e grande propagador dos ideais escotista, o movimento ganhou forças, sendo que em 13 de abril de 1972 foi realizada a primeira reunião oficial na qual compareceram 16 jovens xanxerenses.

No dia 24 de agosto de 1974, uma reunião aconteceu no Fórum de Xanxerê com os pais dos jovens que queriam ingressar no movimento. Na ocasião, foi eleita a primeira comissão do Grupo Escoteiro Caingangue de Xanxerê, tendo como presidente Loreno Piccinatto e chefes dos grupos João Carlos Marques, Etore Zoccoli e Levi Tortatto. A posse da Comissão Executiva e a primeira promessa escoteira foram realizadas no dia 7 de setembro de 1974, data oficial da Fundação do Grupo de Escoteiros Caigangue de Xanxerê.

- Eu não tinha muito conhecimento do movimento, mas me propus a ser o primeiro presidente do grupo e foi muito legal, foi algo que deu certo e temos o grupo em Xanxerê até hoje. Assumi a presidência por dois anos – frisa Loreno.

Conforme o xanxerense, seu filho também fez parte do movimento por aproximadamente cinco anos. Para ele, o movimento é algo fantástico para crianças, jovens e adultos na formação de um cidadão melhor.

- Esse movimento é muito bom para a gurizada, eles aprendem a respeitar as pessoas e isso é muito importante – destaca Loreno.

Para comemorar os 100 anos do escotismo em Santa Catarina será realizado no mês de março o Congresso Escoteiro Estadual, em Florianópolis, na qual todos os grupos estão convidados.


Atual presidente comenta sobre o movimento

Antonio Geraldo Carminatti está no movimento escoteiro há quatro anos. Ele já foi chefe dos lobinhos, crianças de sete a dez anos, mas desde novembro de 2012 assumiu a presidência do Grupo Escoteiro Caingangue de Xanxerê. A frente dos trabalhos, Antonio se considera novo no grupo e para ele tudo é um aprendizado.

- Para mim é um aprendizado. Acredito que o movimento escoteiro mostra uma outra realidade a juventude. O lema do escoteiro é sempre ajudar o outro, então é uma forma de você sempre prestar auxílio a todos que necessitam – frisa o presidente.

As atividades do grupo retornam no próximo dia 16 de fevereiro. Com isso, a diretoria pretende reunir o máximo de pessoas para participar do encontro que acontece na capital para comemorar os 100 anos do movimento no Estado.

- Precisamos retornar as atividades para decidir quem vai para esse encontro em Florianópolis. Provavelmente a diretoria do grupo estará presente para fazer parte dessa história – salienta.

Membro do grupo
Daniel Zambiasi entrou no Grupo Escoteiro Caingangue de Xanxerê por influência de seus primos e irmão mais velho. Com apenas 11 anos de idade ele já participava das atividades e, até hoje, acompanha o grupo junto com seus amigos. Ele entrou no movimento como membro juvenil, passou para sênior, quando atingiu a idade foi assistente de chefe e, mais tarde, assumiu como diretor técnico. Atualmente é chefe da tropa.

- O movimento é muito mais que uma prática de campismo, ou diversão, vai muito além, pois encontramos grandes amigos e irmãos de lenço, pessoas que comungam da mesma ideia em fazer um mundo melhor mesmo sendo com atitudes pequenas. É muito mais que ajudar uma velhinha atravessar a rua como todos pensam. Escotismo é minha doença e praticá-lo é meu remédio – finaliza.