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1 de julho de 2023

Encouraçado São Paulo, a "A Esquadra Branca" e sua importância para o Escotismo no Brasil.



Encouraçado São Paulo, a "A Esquadra Branca" e sua importância para o Escotismo no Brasil.

O Encouraçado São Paulo foi um navio do tipo encouraçado (Dreadnought) da Marinha do Brasil, da Classe Minas Geraes. Foi o segundo navio da armada a receber este nome, em homenagem ao estado brasileiro de São Paulo.

Um pouco de sua história com base na enciclopédia livre

No início do século XX a Marinha do Brasil deu início ao um programa de modernização tecnológica e de aquisição de embarcações, visando recomplementar e reaparelhar a esquadra. Esta encontrava-se obsoleta desde o fim do Império, em 1889, entre outros fatores como:

- pela rápida evolução dos meios devido à corrida armamentista entre as nações industrializadas nomeadamente no último quartel do século XIX e na primeira década do século XX;
- pela falta da aquisição de novos meios por parte do governo republicano brasileiro, recém-implantado;
- em função dos prejuízos causados pelas duas Revoltas da Armada.

De acordo com as orientações do ministro das Relações Exteriores, José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco, e do ministro da Marinha, Júlio César de Noronha, em 1904, o governo do Presidente Rodrigues Alves encomendou em 1906, na Grã-Bretanha, três grandes navios encouraçados da "Classe Dreadnought" que, no Brasil, recebeu o nome de "Classe Minas Geraes". Entretanto, por pressões diplomáticas da Argentina, temerosa do poderio naval do Brasil, e por dificuldades de financiamento da compra dos navios, a encomenda inicial de três encouraçados foi reduzida para apenas dois, de 23.500 toneladas máximas de deslocamento, batizados com os nomes de "Minas Gerais" e "São Paulo".

Construído nos estaleiros Vickers, Sons & Maxim em Barrow-in-Furness, após o batimento de quilha, em 30 de abril de 1907, foi lançado ao mar, em 19 de abril de 1909 e incorporado em 12 de junho de 1910. Foi seu primeiro comandante, o Capitão-de-Mar-e-Guerra Francisco Gavião Pereira Pinto, logo substituído pelo Capitão-de-Mar-e-Guerra Francisco Marques Pereira de Souza.



Na sua viagem inaugural para o Brasil, conduziu o Presidente eleito Marechal Hermes da Fonseca, de Cherbourg para o Rio de Janeiro, tendo assistido, na escala em Lisboa, à Implantação da República Portuguesa, em meados de 5 de outubro de 1910.

Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1942, fez parte do sistema de defesa do porto de Recife, em Pernambuco.

Esteve em serviço ativo até 1951, quando foi desincorporado. Naufragou no Oceano Atlântico, a caminho da demolição, no mesmo ano.


Suas Características são:

Deslocamento (toneladas): 17 274 (leve); 19 250 (normal) e 21 500 (máximo).

Dimensões:
Comprimento total - 165,61 metros
Boca - 23,31 metros
Pontal - 12,81 metros
Calado - 8,54 metros

Blindagem:
Casco - 229 mm à meia nau e 152 mm na proa e na popa
Torres principais - 229 mm na parte da frente e 203 mm nas laterais
Convés - 51 mm

Sistema Bullivan de rede metálica anti-torpédica, envolvendo o casco a quatro metros da linha d'água e três metros do costado.

Propulsão: 18 caldeiras a carvão; 2 máquinas a vapor de tríplice expansão, gerando 23 500 bhp, acopladas a dois eixos com hélices de quatro pás.

Combustível: 2750 toneladas de carvão distribuídas em 36 carvoeiras.

Velocidade: velocidade máxima 19,6 ; velocidade de cruzeiro 9,4 nós.

Autonomia: 10 200 milhas náuticas à velocidade média máxima e 14 200 milhas à velocidade econômica de cruzeiro.

Aguada: dois destiladores com capacidade para 70 ton/dia de água potável.

Armamento: 12 canhões Armstrong de 12 pol/45 cal. (305 mm) em seis torres duplas; 22 canhões Armstrong de 4,7 pol/50 cal. (120 mm) e 8 canhões Armstrong de 47 mm/50 cal. em reparos singelos, que podiam ser transferidos e utilizados nas lanchas para apoio a operações de desembarque.

Tripulação: 1173 homens, 138 oficiais e suboficiais e 1035 praças.


A importância histórica dos encouraçados no Movimento Escoteiro Brasileiro

Pois em 17 de abril de 1910 o Encouraçado Minas Gerais, junto com a conhecida "Esquadra Branca", a frota de guerra do Brasil que foi construída na Inglaterra chega ao Brasil trazidos pela Marinha de Guerra. Os primeiros manuais, uniformes e escoteiros brasileiros, filhos de alguns de sub-oficiais e oficiais que estavam a serviço na Inglaterra, os quais fizeram parte do início do Movimento Escoteiro naquele país, também chegaram com a Frota. O Oficial Amélio de Azevedo Marques teve seu filho, Aurélio Azevedo Marques, o primeiro Boy Scout brasileiro, que fez promessa na Inglaterra, e junto com os demais marinheiros é considerado o introdutor do Escotismo no Brasil.

A primeira notícia sobre o Escotismo publicada no Brasil foi no dia 1º de dezembro de 1909, no número 13 da revista Ilustração Brasileira editada no Distrito Federal, no Rio de Janeiro, e com circulação nacional. A reportagem tinha o título: Scouts e a Arte de Scrutar; ocupava três páginas e apresentava 7 fotografias. A matéria fora preparada na Inglaterra pelo 1º Tenente da Marinha de Guerra Eduardo Henrique Weaver, onde se encontrava a serviço. Teve, assim, a oportunidade de presenciar o nascimento do Movimento Escoteiro – Scouting for Boys, criado em 1907 pelo General Inglês Baden-Powell – B-P Na época, juntamente com o Tenente Weaver, encontrava-se na Inglaterra numeroso contingente de Oficiais e Praças da Marinha – preparava-se para guarnecer os novos navios da esquadra brasileira em construção.

Quando da vinda para o Brasil, os militares trouxeram consigo uniformes escoteiros ingleses, que tinham o valor de trinta libras esterlinas. O Encouraçado "Minas Gerais", navio onde estava embarcada a maioria dos militares interessados em trazer para o Brasil o Movimento Escoteiro, chegou ao Rio de Janeiro em 17 de abril de 1910. No dia 14 de junho do mesmo ano, na casa número 13 da Rua do Chichorro no Catumbi, Rio de Janeiro, reuniram-se, formalmente, todos interessados pelo escotismo e embarcados nos navios que haviam chegado ao Brasil. Naquele local foi oficialmente fundado o Centro de boys Scouts do Brasil.

O evento foi informado aos jornais, os quais publicaram a carta recebida da Comissão Diretora. A correspondência enviada começava nos seguintes termos: À imprensa desta capital, brilhante e poderoso fator de progresso, campeã de todas as idéias nobres, vem o Centro de Boys Scouts do Brasil, solicitar o auxílio de sua boa vontade, o esteio de que necessita para que em todos os lares brasileiros penetre o conhecimento do quanto à Pátria pode ser útil a instrução dos Boys Scouts.

7 de agosto de 2022

Chefe Moacyr Mallemont Rebello Filho - Primeiro Monitor da Patrulha Jaguatirica

Dessa vez, iremos apresentar quem foi o Primeiro Monitor da Patrulha Jaguatirica, o Moacyr Mallemont Rebello Filho (Moacyr com 'y'), que partiu para o Grande Acampamento em 8 de dezembro de 2007.

Essa pequena biografia foi extraída de uma correspondência eletrônica de sua autoria, apresentado seu currículo numa solicitação para ele entrar em mais uma comunidade #escoteira. Na época, ele administrava seu site “Fogo de Conselho”, que hoje não está mais no ar.

Antes, porém, para os membros mais novos do Movimento Escoteiro, vale a pena dar algumas explicações adicionais. Afinal, essa é uma das missões que a Patrulha herdou do nosso principal fundador. Mais informações podem ser extraídas no site https://www.efemeridesescoteiras.com.br/search?q=mallemont.

— Segunda Classe e Primeira Classe: antes das denominações Pista, Trilha, Rumo e Travessia, as conquistas dos Escoteiros eram Noviço, na sua Promessa, Segunda e Primeira Classes. Em alguns países, como nos Estados Unidos, esses títulos permanecem.

— Escoteiro da Pátria: na época, não havia a Lis de Ouro. O Ramo Sênior dava os primeiros passos e não havia um grau semelhante exclusivamente para os Escoteiros.

— Numeração para Escoteiros da Pátria, Condecorações e Cursos: poucas Regiões numeram tais conquistas. Entretanto, o livro “A União”, do jaguatirica Antônio Boulanger Uchoa Ribeiro, traz relações que podem permitir seu retorno ou aplicação. Pelo livro, nossa personagem tem o nível de Escoteiro da Pátria nº 70, enquanto no texto original traz o número 42. Boulanger ressalta que tal diferença se deve possivelmente a uma das várias recontagens das numerações.

— Região da Guanabara: antigamente, o Distrito Federal era a Cidade do Rio de Janeiro. Após se transferir para Brasília, o antigo DF foi denominado Estado da Guanabara, e as Regiões Escoteiras abrangiam exclusivamente os estados da Federação. Mais tarde, se realizou a fusão entre Guanabara e Rio de Janeiro e, consequentemente, a junção das duas regiões Escoteiras, ficando sua sede, por força estatutária, instalada na cidade do Rio de Janeiro, e a sede da Região do antigo Estado do Rio de Janeiro passou a ser a sede do Distrito Escoteiro o qual Niterói, a antiga capital, fazia parte.

— ADCC: o Assistente de Deputado Chefe de Campo era o que conhecemos hoje como “Portador de Três Contas” da Insígnia de Madeira. O DCC era o portador das quatro contas. A palavra “deputado” significa “adjunto”, e os Deputados Chefe de Campo representavam, nos Cursos Escoteiros, o Escoteiro-Chefe Nacional, um posto não mais existente.

— Insígnia da Madeira: o nome certo é Insígnia de Madeira. Porém, a expressão “da Madeira” foi bastante usual até em passado recente. O Curso de Insígnia de Madeira hoje é chamado de Curso Avançado.

— Curso de Insígnia de Madeira para Chefe de Escoteiros Seniores nº 1 — foi o primeiro de todos os Cursos, dirigido por Luiz Paulo Carneiro Maia.

— Paredão Baden-Powell: apesar do ineditismo do nome, existem no mundo duas montanhas como o nome do idealizador do Movimento Escoteiro. Uma nos Estados Unidos e outra na cordilheira do Himalaia, sendo que lá, além do Monte Everest, forma o conjunto das duas únicas denominações geográficas com nomes de personalidades estrangeiras.

— 1º Ajuri Nacional: comemorando o centenário do Fundador e o cinquentenário do acampamento na Ilha de Brownsea, esse evento foi eternizado por um belo hino de autoria de João Ribeiro dos Santos.

— 1º Jamboree Panamericano: sim, foi no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro.

Ele era filho de Moacyr Mallemont Rebello e de Edith Fontes Rebello. Nasceu no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, em 25 de julho de 1941. Apesar do bairro natal, ele era torcedor fanático pelo Fluminense.

Moacyr se ingressou no Movimento Escoteiro em 31 de julho de 1955, na então 2Associação de Escoteiros Católicos de São João Batista da Lagoa, no bairro de Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro, naquela época Distrito Federal. Esse Grupo ainda existe e é um dos mais antigos do Brasil, com a mesma denominação e mantendo o numeral 2º RJ.

Fez a sua Promessa Escoteira em 25 de setembro de 1955, se tornou Escoteiro 2ª Classe em 6 de janeiro de 1956. No ano seguinte, conquistou a 1ª Classe em 10 de fevereiro e, em 1958, em 30 de abril, veio a se tornar Escoteiro da Pátria nº 42. No mesmo ano, se tornou Assistente da Alcateia do seu Grupo, como Baloo, e em 1961 tornou-se Administrador da Editora Escoteira da União dos Escoteiros do Brasil e Comissário do 1º Distrito Escoteiro da antiga Região da Guanabara. Esse Distrito abrangia a Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.

Em 1965, foi nomeado Chefe do 131º RJ Cinco de Julho, em Copacabana, na mesma cidade, e entre 1968 e 1969 foi Comissário Executivo Regional na Região da Guanabara, quando foi adquirido o Campo-Escola Escoteiro de Magé, o atual Campo-Escola Geraldo Hugo Nunes, onde foi Diretor do primeiro Curso lá realizado: um Preliminar para Chefes Escoteiros.

Ainda, na sua gestão, ocorreu em 1969 a primeira Aventura Sênior Nacional em Itatiaia e o 1º Encontro Musical Escoteiro, destinado aos jovens compositores Escoteiros e Bandeirantes. E nessa época, foi estruturado o Plano Regional de Adestramento da Região da Guanabara, tendo sido realizado 56 Cursos Escoteiros, como o de “Fogo de Conselho” e “Comissão Executiva de Grupos”, até então inéditos no Brasil.

Moacyr Mallemont ainda foi membro da Equipe Nacional de Adestramento, como ADCC — Assistente de Deputado Chefe de Campo — a partir de 10 de janeiro de 1968, tendo colaborado em várias Equipes Regionais com vários Deputados Chefe de Campo como Lino Schiefferdecker no Rio Grande do Sul, Eugène Emil Pfister em São Paulo, Francisco Floriano de Paula, em Minas Gerais, e João Ribeiro dos Santos no Rio de Janeiro.

Para conseguir tamanha capacitação, ele participou como aluno de vários Cursos da Insígnia de Madeira. Fez, simultaneamente, os para Chefes de Escoteiros nº 33 e para Chefe de Escoteiros Seniores nº 1 em 8 de agosto de 1962, e o para Chefes de Lobinhos nº 78 em 15 de maio de 1970. Entre 20 e 28 de agosto de 1966, foi aluno do Curso da Insígnia da Madeira para Chefes Escoteiros nº 329, em Gilwell Park, na Inglaterra e, no mesmo lugar, participou do TTC — Training the Team Couse — nº 11, aqui no Brasil conhecido como “Adestrando a Equipe”. Nos Estados Unidos, em Nova Jersey, entre 14 e 19 de maio de 1968, foi aluno do Curso Executivo para Dirigentes Escoteiros nº 73, realizado no Schiff Scout Reservation.

Como representante do Brasil, fez parte da 4ª Conferência Mundial Escoteira na Inglaterra, entre 5 e 10 de setembro de 1966, na Inglaterra, patrocinada pelo World Scout Bureau.

Moacyr Mallemont foi ainda um hábil montanhista. Em 1963, ele foi o guia da conquista de uma face do Morro dos Dois Irmãos na Gávea na cidade do Rio de Janeiro, pelo Clube Excursionista Rio de Janeiro (CERJ), e essa parte recebeu o nome de “Paredão Baden-Powell”, sendo a única via de acesso, no mundo inteiro, que homenageia o Fundador do Movimento Escoteiro. A escalada de 350 metros de extensão foi realizada em 11 de dezembro de 1960 e o trecho conquistado está atualmente classificado como D2 4° IVsup C E3, para os entendidos. Os detalhes dessa aventura podem ser conferidos em http://www.escaladas.com.br e em http://memoria.bn.br/DocReader/Hotpage/HotpageBN.aspx?bib=089842_07&pagfis=17679&url=http://memoria.bn.br/docreader#.

Seu trabalho recebeu alguns reconhecimentos. Em 26 de abril de 1963, recebeu a Medalha de Bons Serviços Grau Bronze nº 466 e, 25 de outubro do mesmo ano, o Diploma de Mérito Nacional nº 63. No ano seguinte, em 13 de maio, ganhou a Medalha de Gratidão Grau Bronze nº 58 e, em 9 de abril de 1968, foi agraciado com a Cruz de São Jorge nº 663.

Participou de vários eventos Nacionais e Internacionais, tais como o 1º Ajuri Nacional em Tubiacanga, na Ilha do Governador, na cidade do Rio de Janeiro, em 1957. No mesmo ano, ele ainda esteve no Jamboree do Jubileu na Inglaterra.

Em 1960, na Vila Valqueire, em Jacarepaguá, também no Rio de Janeiro, fez parte do Acampamento Internacional de Patrulhas e, em 1965, celebrando o 4º Centenário da mesma cidade, do 1º Jamboree Panamericano. Um ano depois, ele estaria fazendo parte de uma Reunião de Gilwell, no mês de agosto, no Gilwell Park. Isso tudo, além das diversas assembleias Nacionais e Regionais do Estado do Rio de Janeiro, em que ele se fez presente.

Os últimos dias da sua vida foi na cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, motivando os membros da Patrulha Jaguatirica no seu trabalho.

Agradecemos, para esse texto, as valiosas contribuições dos felinos Antônio Boulanger Uchoa Ribeiro, Carmen Barreira, Celso Correia Neves e Maurício Roth Volksweis.

Por: Ricardo Coelho dos Santos

10 de outubro de 2021

História da Canção "Two Lovely Black Eyes"

Esse texto, de autoria do saudoso Moacyr Mallemont Rebello Filho, monitor eterno da Patrulha Jaguatirica, é de 09/07/2007. Relaciona uma canção muito querida por nós, um estado brasileiro, um navio da Marinha de Guerra do Brasil, o Movimento Escoteiro e um compositor inglês.

O texto foi adaptado por Ricardo Coelho dos Santos, escriba da Patrulha.

Boa leitura a todos!


A canção bastante conhecida por todos nós, principalmente os mineiros — “Oh! Minas Gerais”, foram os cariocas que criaram em 1910 quando viram surgir majestosamente, em 1910, o Encouraçado “Minas Gerais”, aportando na Baia de Guanabara.

Encouraçado “Minas Gerais”, que trouxe como bagagem uma carga preciosa: a semente do Escotismo no Brasil!!! Ancorou na Baia de Guanabara em 1910.
Crédito da foto: naval.com.br

Essa valsa foi uma paródia que os fluminenses criaram em cima da tradicional canção napotitana “Viene Sul Mare” (Vindo do Mar, segundo o Chefe Giancarlo Valente, que me ajudou na tradução).

O que ninguém sabia é que “Viene Sul Mare” é uma paródia de uma valsa tradicional inglesa, que Charles Coburn compôs, “Two Lovely Black Eyes” (Dois Lindos Olhos Negros). E, não termina ai a história de um poema escocês do século XVIII.

Existe uma rara gravação do próprio Charles Coburn de 1934. Segundo cálculos, tinha sido executada mais de 250.000 vezes em apresentações por toda a Europa.

Segue abaixo a letra original da canção. Agradeço ao Chefe Eduardo Pereira que motivou esta e outras pesquisas.


Two Lovely Black Eyes

Charles Coburn


Strolling so happy down Bethnal Green
This gay youth you might have seen,
Tompkins and I, with his girl between,
Oh! what a surprise!
I prais’d the Conservatives frank and free,
Tompkins got angry so speedilee,
All in a moment he handed to me,
Two lovely black eyes!


Next time, I argued I thought it best,
To give the conservative side a rest.
The merits of Glad-stone I freely pressed, When
Oh! what a surprise!
The chap I had met was a Tory true,
Nothing the Liberals right could do,
This was my share of that argument too,
Two lovely black eyes!


The moral you’ve caught I can hardly doubt
Never on politics rave and shout,
Leave it to others to fight it out, if
You would be wise
Better, far better, it is to let,
Lib’rals and Tories alone, you bet,
Unless you’re willing and anxious to get,
Two lovely black eyes!


CHORUS:
Two lovely black eyes!
Oh! what a surprise!
Only for telling a man he was wrong,
Two lovely black eyes!

11 de junho de 2015

A história do Escotismo Modalidade do Mar


O Escotismo Modalidade do Mar, é uma das vertentes do Escotismo, tem como principal diferença das outras modalidades é que realizam suas atividades preferencialmente na água, onde quer que exista água em quantidade e profundidade suficientes para que uma embarcação possa navegar, seja ela de que tipo for. Sendo assim podem existir Escoteiros do Mar, seja esta água de mar, de rio, lago, lagoa ou pantanal. Procurando desenvolver nos jovens o gosto pela vida no mar, pelas artes e técnicas marinheiras, pela navegação à vela e a motor, pelas viagens e transportes marítimos, pela pesca, pelo estudo da oceanografia, pela exploração e pelos esportes náuticos, incentivando o culto das tradições da marinha. A gama de atividades que podem ser realizadas é enorme, indo da tradicional navegação a remo até mergulho ou windsurf.

"Se eu tivesse sido Escoteiro quando jovem, provavelmente teria sido Escoteiro do Mar" — Robert Baden-Powell

História

Em agosto de 1909, Baden-Powell organizou às margens do Rio Beaulieu um acampamento para Escoteiros do Mar, com cerca de 100 jovens, a maioria da Tropa Mercúrio. Em 1910, baseado nas experiencias do acampamento do Rio Beaulieu, Robert B-P lança seu livro "Escotismo do Mar para Rapazes". Em 1912 seu irmão mais velho, Warintgon B-P apresenta o manual completo para os jovens "Escotismo do Mar e Marinharia para Rapazes".

Modalidade do Mar no Brasil

Em 17 de abril de 1910 o Encouraçado Minas Gerais chegou ao Brasil trazido pela Marinha de Guerra, juntamente com a nova Frota construída na Inglaterra. Os primeiros manuais, uniformes e escoteiros brasileiros, filhos de alguns de sub-oficiais e oficiais que estavam a serviço na Inglaterra, os quais fizeram parte do início do Movimento Escoteiro naquele país, também chegaram com a Frota. O Oficial Amélio de Azevedo Marques teve seu filho, Aurélio Azevedo Marques, o primeiro Boy Scout brasileiro, que fez promessa na Inglaterra, e junto com os demais marinheiros é considerado o introdutor do Escotismo no Brasil. Alguns dos marinheiros que vieram na Frota Naval, logo que chegaram ao Rio de Janeiro fundaram em 14 de junho o Centro de Boys Scouts do Brazil, no bairro do Catumbi, próximo do sambódromo, na Rua do Chichorro número 13. (existe na fachada da casa uma placa alusiva à fundação deste grupo, hoje extinto, colocada pelo CCME).

A Missão José Bonifácio, em 1919, foi realizada pela costa brasileira sob o comando de Frederico Villar, com a missão de organizar as colonias de pesca. Em Belém, no Pará, foram convidados pelo então tenente Benjamin Sodré, que servia naquele local, a assistir a cerimônia de Promessa dos primeiros escoteiros daquele estado, chefiados por ele. Os oficiais da Missão José Bonifácio ficaram tão empolgados com o que viram que resolveram levar aqueles escoteiros para visitar o navio Cruzador da Missão. Foram colocadas na água para uso destes escoteiros as pequenas e médias embarcações daquele navio. Como aqueles meninos e rapazes eram moradores de regiões ribeirinhas e praianas, tiveram a facilidade para usar aquelas embarcações e se divertir, e foi dessa visão que o Tenente Benjamin Sodré, os Comandantes Frederico Villar e Gumercindo Loretti e demais tiveram a idéia de constituir no Brasil um escotismo próprio para o Mar. Na viagem de retorno da Missão, voltaram estimulando a abertura de Grupos Escoteiros do Mar.

A tropa Tiradentes da 4º Escola Masculina do 3º Distrito Escolar, fundada pelo Comandante Amphiloquio Reis e chefiada pelo Ch. Gelmirez de Mello desde 1915, um sargento aviador da marinha, foi convertida em 1º de agosto de 1921 para Grupo de Escoteiros do Mar, recebendo o número 10. Finalmente em 7 de Setembro de 1921 foi fundada a Confederação Brasileira de Escoteiros do Mar sendo oficialmente os primeiros Grupos Escoteiros do Mar organizados o Santos, o Jequiá , o 10º Grupo e o Cabo Frio.

Esta fundação aconteceu em um acampamento realizado no Saco de São Francisco, enseada de Jurujuba, um dos recantos da Baía de Guanabara, no litoral fluminense, onde existe uma pedra com uma placa que lembra esta data. Destacam-se como pioneiros desta jornada o então Tenente Benjamin Sodré (o Velho Lobo), o Tenente-Aviador Gelmirez de Mello (o Polvo Marinho), Comandante Frederico Villar, Comandante Gumercindo Loretti, Professor Gabriel Skinner e o Almirante Raja Gabaglia.

Logo, àqueles primeiros grupos vieram se juntar a Confederação do Mar, os grupos Jurujuba, Copacabana, São João da Barra, Caju, Saquarema, Pará, Maranhão, Paquetá, Euclides da Cunha, Marcílio Dias e outros mais, sendo que os últimos já não tinham as características determinantes de Grupos de Colônias de Pescadores que marcaram a maioria dos Grupos organizados inicialmente.

Em 1924, a Confederação Brasileira de Escoteiros do Mar, que se preocupava em unir as diferentes formas de praticar o Escotismo no Brasil, juntamente com os Escoteiros Católicos e Fluminenses fundaram a União dos Escoteiros do Brasil no Clube Naval, sua primeira sede. Com essa primeira unificação as Confederações passaram a se chamar Federações.

Para suprir o problema da falta de embarcações, valiam-se os Grupos de embarcações alugadas, particulares emprestadas e doadas pela Marinha. Não tardou muito para a simpatia do povo ir ao encontro dos rapazes e o primeiro navio apareceu — Escoteiro do Mar, escaler a quatro remos e velas, oferecido pela população da Ilha de Paquetá. Um outro navio foi comprado para o 10º Grupo, seria o Loretti vinculado aos Escoteiros do Mar da Guanabara e ainda existente hoje. Pouco tempo decorria da sua organização, teve a Federação do Mar a atenção e o auxílio oficial da Marinha de Guerra, trazendo vantagens e facilidades para o Escotismo do Mar de todos os tipos.

Assim, o Aviso número 3.811 de 28 de março de 1923 do Ministro da Marinha, criou o primeiro Regulamento dos Escoteiros do Mar, que deveria ser seguido por todos. Recursos materiais e apoio moral foram fatores de acentuado e seguro desenvolvimento propiciado ao Movimento que se iniciava. A Marinha de Guerra trouxe o Escotismo ao Brasil em 1910 e na década de 1920 garantia o desenvolvimento do Escotismo do Mar. Embarcações, instalações, pessoal para instrução foram cedidos ou facilitados aos Escoteiros do Mar, não só na então Capital Federal, como nos estados. Após o Loretti veio o Parnaíba, o Celine, a Pérola e assim foi crescendo a flotilha que, em 1933 já formavam cerca de duas dezenas de Navios distribuídos pelos diversos estados da União dos Escoteiros do Brasil, constituindo o seu Departamento de Mar.

Foi realizado na Fortaleza de São João, no bairro da Urca, Rio de Janeiro, o primeiro Ajuri dos Escoteiros do Mar.

Em 1929, uma patrulha de Escoteiros do Mar é enviada à Inglaterra a fim de tomar parte no Jamboree da Maioridade. É esta a primeira participação dos Escoteiros do Mar do Brasil em atividades internacionais. Em 1934, possuía uma sede instalada em um dos pavilhões da Lavanderia do Loide Brasileiro, junto às docas do Mercado Velho, onde se ergue hoje o Edifício da Caça e Pesca, na praça XV de Novembro, no Rio de Janeiro.

Em 1935, concretizando uma idéia de Bonifácio Borba é formado o primeiro Círculo de Pioneiros (CIPI), primeira contribuição para o desenvolvimento do pioneirismo no Brasil, tendo em vista que os Pioneiros, ou "Rovers", quase não existiam no Brasil, e quando existiam, era de forma desordenada, aleatória e isolada. Bonifácio, que era Comissário Internacional da União Escoteira Brasileira, teve contatos diretos com Baden-Powell e trouxe, dentre vários, materiais específicos para o Ramo Pioneiro, como o folheto sobre Pioneiros do Dr. Griffin que falava das virtudes e da távola pioneira e da mística pioneira também tratada por Baden-Powell no Escotismo para Rapazes. Logo este folheto foi traduzido pela equipe Almirante Barroso do Clã Tiradentes do 10º Grupo, o primeiro Clã a ser formado no Brasil. Em março de 1935, é impresso o primeiro número da revista "O Escoteiro do Mar", revista essa que impulsionaria o crescimento da Federação do Mar e que trazia grande diversidade de assuntos e matérias destinando-se a transmitir técnica marinheira, ensinamentos doutrinários, as músicas, e todo o tipo de cultura mundial através de textos traduzidos de várias culturas. Neste mesmo ano foram criadas as Comissões Regionais do Mar nos estados, subordinadas ao órgão Nacional da Federação do Mar.

De 1921 a 1936, passados 15 anos, muitas vocações foram descobertas, tendo neste período cerca de 6.500 rapazes entre 11 e 18 anos que futuramente seriam encontrados exercendo cargos e postos na Marinha de Guerra, na Marinha Mercante e em organizações esportivas veleiras do País. Os bens reunidos pelos Escoteiros do Mar, reuniam já uma flotilha nacional formada por cerca de 40 embarcações, material de campo e de adestramento.

Em 1937, a Marinha de Guerra entregou aos Escoteiros do Mar o usufruto da Ilha da Boa Viagem. Nesta ilha que se encontra à entrada da Baía de Guanabara foi construída uma casa o "Castelo da Boa Viagem", que seria um posto de guarda fundamental para a proteção da Baía de Guanabara, existindo a condição de que quando for necessário o uso da ilha pela Marinha, esta passa a guarda da mesma, retornado logo após o uso, aos Escoteiros do Mar. Nesta ilha fica sediado o 4° Grupo Escoteiros do Mar Gaviões do Mar, que guarda suas chaves.

Em 1938, adquiriam os Escoteiros do Mar a sua primeira Base Naval própria localizada no Porto de Maria Angu, em Olaria, subúrbio do Rio de Janeiro onde foi construído estaleiro e oficina de construção e reparo naval, por muitos anos até quando foi construída a Avenida Brasil e esta base perdeu a saída para o mar, sendo sua posse passada para a exploração pela região Escoteira do Rio de Janeiro com o fim de reverter fundos para a manutenção das embarcações dos Grupos do Mar. Em 7 de junho de 1957 foi adquirida a Base Oeste na Ilha do Governador, Rio de Janeiro a qual existe até hoje e é a sede do 71º Grupo Escoteiro do Mar Almirante Waldemar Mota.

Em Setembro de 1941, existiam Grupos do Mar em 16 Unidades da República: Amapá, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A Sede Nacional era no quarto pavimento do Edifício da Caça e Pesca, na então Capital Federal, em sede expressamente mandada construir pelo então Ministro da Agricultura Fernando da Costa, em reconhecimento ao papel que o Escotismo representava na formação da nacionalidade e no preparo da juventude para as tarefas do porvir. O efetivo era de 3.000 homens, a frota nacional atingira o total de 73 embarcações; um Campo-Escola funcionando na Ilha da Boa Viagem, na Baía de Guanabara; uma Base Naval instalando-se no Porto de Maria Angu no Rio de Janeiro; 32 fundeadouros localizados em 14 Estados; uma Revista já no seu quinto ano de existência; uma seção de impressos escoteiros com uma coleção de 150 modelos; uma Escola Nacional de Chefes no 14º Curso; 7 Escolas regionais de Chefes em 7 Comissões Regionais. Em 1950, se desfaz a Federação Brasileira de Escoteiros do Mar, sendo anexada como Modalidade na União dos Escoteiros do Brasil, porém sua estrutura continuou funcionando até finais dos anos 60.


Em 1950, se desfaz a Federação Brasileira de Escoteiros do Mar, sendo denominada como Modalidade na UEB, porém sua estrutura continuou funcionando até finais dos anos 60, quando passou a ser uma componente da UEB, a Coordenação Nacional de Escoteiros do Mar.

Na década de 80, volta a ser impresso "O Escoteiro do Mar", publicação Oficial do Escotismo do Mar brasileiro na UEB, dando seqüência a revista antiga que parou a circulação em 1943. Em 1986 62 Grupos Escoteiros do Mar foram registrados junto a UEB, contendo representações em Alagoas (1), Amapá (1), Amazonas (2), Bahia (4), Ceará (2), Distrito Federal - Brasília- (3), Espírito Santo (1), Mato Grosso (1), Pará (6), Paraíba (4), Paraná (2), Pernambuco (3), Piauí (1), Rio Grande do Norte (2), Rio Grande do Sul (6), Santa Catarina (4), São Paulo (4), Sergipe (2) e Rio de Janeiro (14). A Coordenação Nacional de Escoteiros do Mar contava com 10 membros em sua equipe.

Em 1981 o Comandante de Marinha Lizé Costa, então CONAMAR (Coordenador Nacional dos Escoteiros do Mar), organizou uma nova numeração para o Ajuri dos Escoteiros do Mar, desta vez abrangendo todo o Brasil e não apenas da Guanabara, como havia sido até aquele momento.

O 'I Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' aconteceu em 1981 no Batalhão de Serviços do Centro de Instrução do Corpo de Fuzileiros Navais, Ilha do Governador, Rio de Janeiro (RJ) com cerca de 300 participantes. O 'II Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' ocorreu de 23 de janeiro a 1º de fevereiro de 1986 no Colégio Naval de Angra dos Reis (RJ)com cerca de 532 participantes tendo 12 estados representados recebendo O Ministro da Marinha, Almirante Henrique Sabóia em revista dos Escoteiros do Mar. O 'III Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' aconteceu de 15 a 21 de julho de 1989 no Centro de Instrução e Adestramento do Corpo de Fuzileiros Navais, Ilha do Governador, Rio de Janeiro (RJ) com 300 participantes e 8 estados representados.

Com a finalidade de dotar os Grupos Escoteiros do Mar de todo o Brasil com embarcações adequadas às práticas marinheiras e despertar o gosto pelas coisas do mar, foi entregue em 4 de setembro de 1987 ao Ministro da Marinha o original do Projeto Rumo ao Mar. Ao longo de 10 anos diversas embarcações já haviam sido entregues a Grupos Escoteiros do Mar em diferentes Regiões Escoteiras do Brasil.

O 'IV Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' aconteceu em 1991 na Base Naval do Rio de Janeiro, Ilha Mocanguê, Niterói (RJ) 550 participantes instalados a bordo do NDD Ceará e NDD Rio de Janeiro quando comemorou os 70 anos de fundação da Federação Brasileira de Escoteiros do Mar (FBEM). O 'V Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' ocorreu de 15 a 19 de janeiro de 1994 na Ilha do Pavão, Grêmio Náutico União, Porto Alegre (RS) tendo 400 participantes de 8 estados representados. O 'VI Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' ocorreu de 3 a 7 de janeiro de 1996 na Escola Naval (RJ) com 390 participantes. O 'VII Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' aconteceu em Julho de 1998 em Santos (SP)tendo a participação de 200 participantes de 9 estados representados.

O 'VIII Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' aconteceu de 4 a 8 de janeiro de 2000 na Escola de Aprendizes de Marinheiros de Santa Catarina, Florianópolis (SC) com 250 participantes de 8 estados representados. O 'IX Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' ocorreu em Janeiro de 2002 na Base Naval de Aratu, Salvador (BA) com 113 participantes de 8 estados representados.

No ano de 2002 através do CONAMAR Carlos Borba a Marinha lança na NORMAN-03 o reconhecimento aos Escoteiros do Mar e sua história na formação marinheira. É reconhecida a prova teórica dos Cursos de Chefes Escoteiros do Mar como válida para a habilitação de Arrais e Veleiro Amador.

Em 2008, o Projeto Rumo ao Mar é transformado em Instituto Rumo ao Mar (RUMAR) com uma bela Assembléia de Fundação realizada no auditório do Museu Naval no centro do Rio de Janeiro. Também em 2008, dois pioneiros do 8ºGEMAR Almirante Adalberto Nunes, do Distrito Federal, foram os primeiros a representar o Brasil na Copa Internacional de Escoteiros do Mar "William I. Koch International Sea Scout Cup", realizada na Academia Naval dos Estados Unidos, Robert Crown Sailing Center (USNA), em Annapolis, estado de Maryland.

No mesmo ano é reeditado o Grande Jogo Naval com a proposta de ser realizado nacionalmente, nas regiões escoteiras sob um mesmo tema. As regiões do Pará e do Rio de Janeiro foram as primeiras a realizar o novo estilo do Grande Jogo Naval que teve como tema os "200 anos da vinda da família real portuguesa e a corte para o Brasil - "O desembarque da família real". Em 2009 o tema foi "um cruzeiro em família".

Visando as comemorações do Centenário do Escotismo do Mar nos anos de 2009 e 2010 os Chefes de Mar Andre Torricelli F. da Rosa e Andrea Leon Pinheiro do 123ºGEMAR Almirante Saldanha (RJ) realizaram a tradução para a língua portuguesa do livro "Escotismo do Mar para Rapazes" escrito por Robert B-P em 1910 e também de diversos artigos comemorativos da Inglaterra. Em abril de 2009 na reunião de Chefes do Mar na Assembléia Nacional da UEB em Bento Gonçalves (RS) houve o lançamento do WebSite www.escoteirodomar.org veículo oficial de informação para os Escoteiros do Mar do Brasil.

Em agosto de 2009 de acordo com o "Documento Base para as Comemorações do Centenário" as regiões do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pará realizaram grandiosas solenidades em comemoração pela abertura do ano do Centenário Mundial do Escotismo do Mar, que tiveram o relatório traduzido para italiano, espanhol e francês, sendo divulgadas para todo o mundo. Em 17 de abril de 2010, diversos Escoteiros do Mar homenageiam a Marinha do Brasil por ter trazido o movimento escoteiro, com o Lançamento de Flores ao Mar.

O 'X Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' aconteceu de 27 de julho a 1º de agosto de 2010 comemorando o Centenário Mundial de fundação do Escotismo do Mar (1909), sua consolidação além do Centenário da chegada do Encouraçado Minas Gerais, em 1910, trazendo o escotismo para o Brasil. No X Ajuri, os cerca de 210 Escoteiros do Mar do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Pará e Amazonas estiveram alojados a bordo do NDCC Garcia D'ávila na Ilha Mocanguê, Esquadra Naval. A atividade teve pontos marcantes com o Grande Jogo de Técnicas Marinheiras realizada na Ilha da Boa Viagem em Niterói, a visita ao Museu dos Fuzileiros Navais e o Espaço Cultural da Marinha além do dia de competições na Escola Naval. Saindo do meio do X Ajuri os pioneiros Robson dos Santos e Jackeline Miranda do 10ºGrupo de Escoteiros do Mar (RJ) representaram o Brasil na Copa Internacional de Escoteiros do Mar "William I. Koch International Sea Scout Cup", realizada na Academia Naval dos Estados Unidos, Robert Crown Sailing Center (USNA), em Annapolis, estado de Maryland.

29 de janeiro de 2013

Dom Orani celebrará Missa para os escoteiros na Candelária em marçopara preparação para Jornada Mundial da Juventude.


No sábado dia 2 de março o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, celebrará uma Missa especial para os escoteiros brasileiros em função da preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ-Rio-2013).

A chegada para a Missa é as 16:30 e o local a Igreja da Candelária, no Centro do Rio. São esperados milhares de escoteiros para esta celebração, tendo em vista a grande participação que os escoteiros estão tendo em apoio a JMJ.

A coordenação escoteira para o evento está convocando jovens e adultos do Rio de Janeiro e de outros estados, que puderem vir, a participar desta tão importante Missa com o Arcebispo. Haverá cobertura da imprensa televisiva.

A Jornada Mundial da Juventude é o maior evento de jovens a nível mundial, reunindo milhões de participantes em cada uma das suas edições. Estimam-sem que venham ao Rio de Janeiro em julho próximo mais de 4 milhões de visitantes do exterior e de fora do estado do Rio. A participação do Movimento Escoteiro costuma ser sempre bastante expressiva e a UEB está se preparando para receber os escoteiros.

Mais notícias sobre a participação escoteira na JMJ-2013 pode ser acompanhada através do site http://scoutsjmj2013.org/ e no Facebook, na página http://www.facebook.com/pages/Escoteiros-na-JMJ-2013/112574712244634

19 de janeiro de 2013

LEI Nº 6394/2013 Incentiva financeiramente o escotismo no estado do Riode Janeiro

Com a publicação e agora homologação desta lei que institui o Programa de Resgate de Valores Morais, Sociais, Éticos e Espirituais no Rio, contribui para com o escotismo local, pois é mais um incentivo aos Grupos Escoteiros poderem se apoiar e nesta ser o meio de crescer, finda-se, construir, organizar e ate criar novos grupos.

Leia a lei na integra: LEI Nº 6394, DE 16 DE JANEIRO DE 2013.

INSTITUI O “PROGRAMA DE RESGATE DE VALORES MORAIS, SOCIAIS, ÉTICOS E ESPIRITUAIS” NO AMBITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica instituído o “Programa de Resgate de Valores Morais, Sociais, Éticos e Espirituais” no âmbito do Estado Rio de Janeiro.

Parágrafo único. O Programa deverá envolver diretamente a comunidade escolar, a família, lideranças comunitárias, empresas públicas e privadas, meios de comunicação, autoridades locais e estaduais e as organizações não governamentais e comunidades religiosas, por meio de atividades culturais, esportivas, literárias, mídia, entre outras, que visem a reflexão sobre a necessidade da revisão sobre os valores morais, sociais, éticos e espirituais

Art. 2º O Poder Executivo deverá firmar convênios e parcerias articuladas e significativas, com prefeituras municipais e sociedade civil, no sentido de possibilitar a execução do cumprimento ao disposto nesta Lei, com os seguintes objetivos:

I - promover o resgate da cidadania;

II – fortalecer as relações humanas;

III - valorizar a família, a escola e a comunidade como um todo.

Parágrafo único. Serão desenvolvidas ações essenciais que contribuam para uma convivência saudável entre pessoas, estabelecendo relações de confiança e respeito mutuo, alicerçada em valores éticos, morais, sociais, afetivos e espirituais, como instrumento capaz de prevenir e combater diversas formas de violência.

Art. 3º O programa disposto no caput do Artigo 1° terá como órgão gestor a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.

Art. 4º As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.

Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 2013.

SÉRGIO CABRAL
Governador

10 de dezembro de 2012

INÍCIO DA NOVENA ESCOTEIRA PELA JMJ-2013. ANIVERSÁRIO DE 76 ANOS DO 4º/RJ GEMAR GAVIÕES DO MAR.

Por: Andre Torricelli

A Jornada Mundial da Juventude se aproxima. Faltam apenas 8 meses e a UEB está se preparando para fazer bonito durante a sua participação. A NOVENA ESCOTEIRA PELA JMJ-2013 preparada pelo Ch. IM Thiago Moraes, terá o seu primeiro dia no próximo domingo, dia 16 de dezembro, e todos são convidados. Será um momento especial que marcará o início da nossa preparação para o grande evento, que é a maior atividade mundial que reúne jovens, a JMJ.

Vocês poderão encontrar a Novena Escoteira na página do Facebook da JMJ-Scout-2013
http://www.facebook.com/ScoutRio.JMJ2013?fref=ts
ou no site para baixar: http://scoutsjmj2013.org/

O Local será a ILHA DA BOA VIAGEM onde está a belíssima Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem que acabou de ser restaurada pelo IPHAN e, juntamente com a sede do 4ºGrupo Escoteiro do Mar GAVIÕES DO MAR - O CASTELO DOS ESCOTEIROS DO MAR, compõe as edificações da Ilha. A Ilha da Boa Viagem também receberá a visita de peregrinos durante a JMJ-Rio-2013.

O evento do 1º dia da NOVENA ESCOTEIRA trará o marcante momento de reabertura da Ilha para a visitação do público, que acontecerá das 08:00 às 12:00, depois de alguns anos sem a visitação pública ostensiva (apenas guiada em grupos de estudantes e religiosos, além dos acampamentos escoteiros). Portanto, neste domingo 16/dez os escoteiros estarão de plantão recebendo a visitação pública além da realização da Novena, enquanto esperamos a volta regular das Missas em 2013.

IMPORTANTE: A entrada será realizada pela praia da Boa Viagem, tendo em vista que a Prefeitura de Niterói interditou recentemente a ponte que dá acesso à porta superior e ainda não decidiu quanto ao nosso questionamento sobre a real necessidade de interdição da ponte.

A visitação pública também será uma comemoração pelos 76 anos do 4º/RJ GEMAR Gaviões do Mar que este ano passou dos 3/4 de século de serviço à comunidade cuidando da Ilha da Boa Viagem a esse tempo todo.

Para os escoteiros, também será uma excelente oportunidade para comemorar com os GAVIÕES DO MAR seus 76 anos completados no último dia 3.


12 de dezembro de 2011

Tradição do movimento escoteiro permanece viva em Niterói - Maria Pérola...

“Prometo pela minha honra, fazer o melhor possível para: cumprir meus deveres para com Deus e minha pátria; ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião; e obedecer à Lei Escoteira.” O lema criado pelo inglês Baden Powell no início do século passado mantém em alerta gerações de escoteiros em Niterói, não importa se aos 8 ou aos 80 anos. Considerada uma das pioneiras na divulgação do movimento no país, a cidade tem hoje oito grupos de escoteiros. Somam-se a eles dezenas de veteranos. Alguns, como os chefes Jarbas Pinto Ribeiro, de 93 anos, e Maria Pérola Sodré, de 89, mantêm-se ativos. Outros, mesmo sem participar dos encontros semanais, levam à risca o lema: uma vez escoteiro, sempre escoteiro.

Mesmo em tempos de redes sociais virtuais, games e inovações tecnológicas, os tradicionais uniformes azuis, cheios de insígnias, continuam atraindo jovens a partir dos 7 anos. No Brasil, chegam a 65 mil, sendo 700 em Niterói e São Gonçalo. Os acampamentos e os jogos de aventura são apenas parte das atividades desenvolvidas. O escotismo é, sobretudo, um estilo de vida que preza a disciplina, a cidadania e a ajuda ao próximo. Talvez por isso permaneça tão vivo entre seus participantes.

Veteranos resgatam histórias do escotismo, que ganha força entre os mais novos

O aperto de mãos esquerdas com dedos mindinhos cruzados — cumprimento típico escoteiro — era a senha repetida na chegada de cada novo membro ao primeiro encontro de veteranos escotistas de Niterói. A reunião, realizada na primeira semana de dezembro num restaurante em São Francisco, promoveu o resgate da memória do movimento na cidade .— Nosso objetivo, além de rever velhos amigos, é resgatar histórias de uma época de ouro de nossas vidas — conta Guido Pfeffer, de 69 anos, que chefiou o já extinto grupo Leões do Mar entre os anos 50 e 60 .

Cheios de histórias para contar, os veteranos relembram aventuras vividas nos tempos em que para ir de São Francisco até a Região Oceânica era preciso organizar uma expedição.

— Nós fazíamos trilhas até a Praia de Camboinhas, que, na época, ainda se chamava Itaipu — lembra Pfeffer, que participou de expedição até o local durante o encalhe do navio cujo nome acabou batizando a praia.

O farmacêutico Márcio Lago, de 59 anos, que também integrava o Leões do Mar, lembra as caçadas a rãs em São Francisco e Charitas.

— Lembro que aprendemos a caçar e limpar rãs. Vendíamos a carne. Existiam tantas rãs na região, que o ônibus que nos transportava até Jurujuba era chamado de mata sapo.

Mais interesse pelo movimento

Episódios marcantes da história da cidade, como os desfiles cívicos na Avenida Amaral Peixoto e o incêndio do Gran Circus Norte-Americano, em 1961, quando os escoteiros atuaram de forma decisiva no auxílio às vítimas não foram esquecidos.

— Ajudamos as vítimas internadas no Hospital Antonio Pedro. Também arrecadamos suprimentos e cobertores. A chefe Maria Pérola só saiu do hospital quando o último paciente teve alta — lembra Luiz Chehab, de 68 anos, que atualmente integra o grupo Rei de Salém, do Fonseca.

Mesmo ausentes no encontro, os veteranos mais experientes de Niterói foram lembrados: Jarbas Ribeiro, de 96 anos, o escoteiro mais idoso em atividade no Brasil, do grupo Benevenuto Cellini, de Jurujuba; e Maria Pérola Sodré, de 89, do grupo Gaviões do Mar, da Boa Viagem.

— Eles são um exemplo para as novas gerações — diz André Torricelli, de 34 anos, do grupo Gaviões do Mar, um dos mais jovens no encontro de veteranos, que deve se tornar semestral em 2012.

Nascida numa família escoteira — o pai, a mãe e os sete irmãos foram pioneiros no escotismo em Niterói, — Maria Pérola vê com satisfação o resgate das tradições do movimento.

— Esse resgate de valores é importante para os mais jovens. Ser escoteiro e fazer sempre o seu melhor. Fico feliz de saber que o movimento se renova.

E a presença de jovens é a prova de que, aos 104 anos, o escotismo não saiu de moda.

— Houve um enfraquecimento do escotismo após a década de 80, mas há cinco anos observamos uma retomada do interesse pelo movimento — afirma o diretor-presidente do Grupo Escoteiro (GE) Professor João Brazil, Luiz Carlos Neves Monteiro. — A sociedade está buscando atividades e valores que sempre estiveram presentes no escotismo.

Apesar disso, ainda há preconceitos a serem superados. Orgulho para os escoteiros, o uniforme é muitas vezes motivo de chacota fora dos encontros.

— O pessoal zoa direto, mas eu não ligo. Gosto muito de ser escoteiro. Aqui aprendi a ter respeito pelos outros e a ser “safo” — diz Bernardo Rodrigues Rosa de Carvalho, de 15 anos, do 49 GE Professor João Brazil.

Como ele, outros jovens levam muito a sério a tradição secular.

— O escotismo não é um clube. Quando a criança ou o jovem entra para o movimento, assume o compromisso de participar dos encontros. Para o método dar certo, eles têm que frequentar e participar das atividades propostas — explica o presidente do 8 Grupo Escoteiro (GE) São Francisco de Assis, Gelsom Rozentino de Almeida.

No escotismo, diversão e educação não estão dissociadas, pelo contrário, elas se complementam e formam a base do método. As crianças também aprendem a ter responsabilidades. A liderança é incentivada nas patrulhas — subdivisões dos grupos. Cada uma com um monitor responsável. Não é à toa que o movimento é reconhecido pela Unesco como o modelo de educação não formal de maior êxito no mundo.

1 de dezembro de 2011

CONVITE de 75º aniversário dos Gaviões do Mar neste domingo dia 04/12/2011.

O 4º/RJ Grupo Escoteiro do Mar Gaviões do Mar comemorará no dia 4/dezembro/2011 (domingo) a abertura do ano comemorativo em que completará seus 75 anos de fundação e boas atividades. Pela manhã teremos atividades para todos os ramos e no início da tarde um delicioso almoço encerrando as atividades do grupo em 2011.


As atividades serão as seguintes:

Lobinhos: Torneio de Vulcões de Areia.

Escoteiros e Seniores: JOGOS RÚSTICOS DE PRAIA - Corrida na areia, Natação no mar, Vozes de Comando a remo (grumete), Retinida embarcada, Guerra de Bastões Escoteiros.

Pioneiros: Preparem seus times para o campeonato de Argola Índia de areia.


A participação nos jogos é gratuita.

Pedimos que os que desejarem almoçar o Strogonoff, ao preço de R$ 8,00 (não incluso às bebidas e sobremesas) que façam contato através do email gavioesdomar@gmail.com

Todos os nossos amigos escoteiros são bem vindos.

Cronograma da atividade:

08:30 – Chegada na entrada da Ilha da Boa Viagem.
09:00 - Içar as Bandeiras.
09:30 - Início dos Jogos na praia da Boa Viagem.
12:00 - Almoço
13:30 - Cerimonial de Promessas, Bolo dos 75 anos, Premiações e Bandeiras.
14:30 - Saída da Ilha.


10 de outubro de 2011

66ª REGATA DA ESCOLA NAVAL COM PARTICIPAÇÃO DOS ESCOTEIROS DO MAR

Regata realizada no dia 9 de outubro de 2012, com a participação dos Escoteiros do Mar dos grupos: 10ºGEMar Décimo, 7ºGEMar Benevenuto Cellini, 4ºGEMar Gaviões do Mar, 123ºGEMar Almirante Saldanha, 16ºGEMar Amigo Velho(PR) e tripulante do 71ºGEMar Almirante Waldemar Motta (inativo).

4 de agosto de 2011

LEI ESTADUAL - RJ Nº 4193/2003 - AUTORIZA A UTILIZAÇÃO, POR GRUPOS DE ESCOTEIROS OU DE BANDEIRANTES, DAS INSTALAÇÕES DAS UNIDADES QUE INTEGRAM A REDE ESTADUAL DE ENSINO PÚBLICO

AUTORIZA A UTILIZAÇÃO, POR GRUPOS DE ESCOTEIROS OU DE BANDEIRANTES, DAS INSTALAÇÕES DAS UNIDADES QUE INTEGRAM A REDE ESTADUAL DE ENSINO PÚBLICO, NAS CONDIÇÕES QUE MENCIONA.

Autoria: Deputado Otavio LeiteA Governadora do Estado do Rio de Janeiro,


Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Os órgãos do Poder Executivo, competentes para dispor das instalações das unidades que integram a rede estadual de ensino público, ficam autorizados a permitir o funcionamento, nesses locais, de grupos de escoteiros ou de bandeirantes.

Parágrafo único - A permissão de que cuida o ´caput´ será sempre concedida a título precário, ficando condicionada à não interferência com o normal funcionamento da unidade escolar.

Art. 2º - Os grupos de escoteiros e de bandeirantes, para pleitearem o uso das instalações a que se refere esta Lei, deverão comprovar seu registro junto à União dos Escoteiros do Brasil ou à Federação das Bandeirantes do Brasil, conforme o caso.

Art. 3º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, 01 de outubro de 2003.

LEI MUNICIPAL - RJ N° 3230/2001 - AUTORIZA A UTILIZAÇÃO, POR GRUPOS DE ESCOTEIROS OU DE BANDEIRANTES, DAS INSTALAÇÕES DAS UNIDADES QUE INTEGRAM A REDE MUNICIPAL DE ENSINO PÚBLICO.

Lei nº 3230 de 30 de Maio de 2001

Autoriza a utilização, por grupos de escoteiros ou de bandeirantes, das instalações das unidades que integram a rede municipal de ensino público, nas condições que menciona.

Autor: Vereador Otavio Leite
      O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO,

faço saber que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º. Os órgãos do Poder Executivo, competentes para dispor das instalações das unidades que integram a rede municipal de ensino público, ficam autorizados a permitir o funcionamento nesses locais, de grupos de escoteiros ou de bandeirantes.

Parágrafo único. permissão de que cuida o caput será sempre concedida a título precário, ficando condicionada à não interferência com o normal funcionamento da unidade escolar.

Art. 2º. Os grupos de escoteiros e de bandeirantes, para pleitearem o uso das instalações a que se refere este artigo, deverão comprovar seu registro junto à União dos Escoteiros do Brasil ou à Federação das Bandeirantes do Brasil, conforme o caso.

Art. 3º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

CESAR MAIA

3 de agosto de 2011

A Câmara dos Deputados aprova uso de áreas públicas, as UC's, por Escoteiros e Bandeirantes

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou nesta terça-feira (02/08) o Projeto de Lei 1050/2007, de autoria do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), que destina áreas do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, unidades militares e prédios públicos - particularmente os destinados às unidades educacionais - às atividades desenvolvidas por grupos oficiais de escoteiros e bandeirantes.

De acordo com a matéria, que agora segue ao Senado, escoteiros e bandeirantes deverão requerer o espaço a ser utilizado diretamente aos titulares do órgão/unidade no qual pretendam implantar suas atividades, detalhando horários e programas de trabalho.

Ainda segundo a proposta, não haverá vínculo dos alunos que se matricularem nas unidades educacionais e a adesão a determinado grupo de Bandeirantes ou Escoteiros.

Otavio Leite destaca a importância desses movimentos na formação dos jovens, “tanto no cuidado com a natureza como na participação ativa na vida comunitária através de trabalhos voluntários, sempre com o objetivo de ensinar a pescar, sem se limitar à doação do peixe”.

“Normalmente, as reuniões bandeirantes e escoteiras são nos finais de semana, quando as escolas estão fechadas e não são utilizadas para atividades curriculares ou extra-curriculares, possibilitando, assim, um aproveitamento adicional dos espaços públicos e uma motivação a mais para que as crianças e jovens busquem um lazer educativo e sadio, em movimentos de educação e formação”, justifica o parlamentar fluminense.

 

Teor do Projeto de Lei:

PROJETO DE LEI No , DE 2007
(Do Sr. OTAVIO LEITE)

Dispõe sobre a utilização das áreas públicas de unidades de conservação ambiental integrantes do S.N.U.C. (Sistema Nacional de Unidades de Conservação), de unidades militares e prédios públicos em geral, particularmente os destinados às unidades educacionais, por grupos oficiais de Escoteiros e Bandeirantes e dá outras providências.


O Congresso Nacional decreta;

Art. 1º As áreas públicas de unidades de conservação ambiental integrantes do S.N.U.C. (Sistema Nacional de Unidades de Conservação), de unidades militares e de prédios públicos em geral, particularmente os destinados às unidades educacionais, poderão ser disponibilizadas, em horários e espaços compatíveis com seus respectivos funcionamentos regulares, para a realização de atividades desenvolvidas por grupos oficiais de Escoteiros e Bandeirantes.

Parágrafo Único - Não haverá de vínculo entre matrícula nas unidades educacionais e a adesão a determinado grupo de Bandeirantes ou Escoteiros.

Art. 2º O Poder Público, sempre que possível, garantirá a infra-estrutura adequada dos locais referidos no artigo anterior, com equipamentos sanitários e sistemas de energia, iluminação e segurança quando do desenvolvimento das atividades pelos grupos de Escoteiros e Bandeirantes, respectivamente filiados à União dos Escoteiros do Brasil e/ou à Federação de Bandeirantes do Brasil.

Art. 3º Para a consecução dos objetivos desta Lei, os grupos oficiais de Escoteiros e Bandeirantes deverão requerer o espaço a ser utilizado, diretamente aos titulares do órgão/unidade no qual pretendam implantar suas atividades, detalhando horários e seus programas de trabalho, para fins de avaliação e autorização pertinente.

Art. 4º A autorização de que trata o artigo anterior será concedida a título precário, ficando os grupos oficiais de Escoteiros e Bandeirantes responsáveis pela conservação e manutenção dos espaços cedidos para suas atividades.

Parágrafo Único. A inobservância do caput deste artigo implicará em suspensão da disponibilização dos espaços aludidos.

Art. 5º Esta lei entra em vigor na data da sua publicação.


JUSTIFICAÇÃO

Iniciaram-se os Movimentos Escoteiro e Bandeirante no início do século passado por iniciativa, de Robert Baden-Powell e de sua irmã Agnes, na Inglaterra. Da idéia inicial, consubstanciada no livro “Escotismo para rapazes”, editado em 1908, que vê, no scout, aquele que vai à frente perscrutando o terreno, formaram-se movimentos infanto-juvenis de educação não formal mundiais, propagadores do altruísmo, da lealdade, da fraternidade, da responsabilidade, do respeito a si mesmo e ao próximo e da disciplina perseverante, baseados em um sistema de valores que visam a desenvolver o senso crítico, a criatividade, a participação, o contato com a natureza e a espiritualidade.

A metodologia dos Movimentos Bandeirante e Escoteiro está calcada em cinco vertentes, que são a vida em equipe, o compromisso com o desenvolvimento pessoal e social, a progressão pessoal e do grupo, o contato respeitoso e respeitador com a natureza e a participação ativa na comunidade, que se espelham no compromisso que marca o momento de adesão do participante ao grupo (“Farei o melhor possível para o meu aperfeiçoamento pessoal, participar de maneira ativa e responsável na comunidade, buscar a fé e vivenciar os princípios contidos no código”, princípios, esses, que se traduzem por “fraternidade universal, dever para com os outros, autodisciplina e respeito à natureza, procurando superar o egoísmo, o pessimismo, as diferenças religiosas, os problemas de classe e as questões sociais”). O compromisso formulado pela própria pessoa também é reconhecido como válido pela Federação de Bandeirantes do Brasil, desde que reflita a verdade e o compromisso pessoais com o crescimento sadio e a disposição em participar do engajamento social da associação não só na comunidade a que o grupo pertencer, como na casa planetária, haja vista os vários programas de capacitação e intercâmbio que as referidas associações propiciam, visando a aproximar crianças e jovens do mundo todo, desde as antigas Caixas de Correspondência que estimulavam a correspondência alémfronteiras, ao intercâmbio hoje facilitado pela internet.

Surgiram, no Brasil, desde o início do século passado, foram-se desenvolvendo, espalhando-se pelo País e deram origem à Federação de Bandeirantes do Brasil e à União dos Escoteiros do Brasil, que se filiam, respectivamente, à Associação Mundial de Bandeirantes e à Organização Mundial do Movimento Escoteiro, todos tendo a natureza jurídica de associações civis, portanto sem fins lucrativos, também reconhecidas, no Brasil, como associações de utilidade pública.

A metodologia dos dois movimentos, a ênfase constante na responsabilidade de cada um pelas escolhas individuais e coletivas feitas e o compromisso decorrente de todos pelos resultados conquistados - a equipe assumindo os resultados e as conseqüências -, talvez tenha sido seu diferencial ao longo dos anos, sua contribuição à formação grupos em que lealdade e solidariedade são valores vivenciados.

No caso do Movimento Bandeirante, há, também, de se ressaltar a sua contribuição para a educação e emancipação femininas ao longo do século passado no mundo e no Brasil: uma menina ou jovem que atuava em sua comunidade de forma participativa e ousava sair para acampar com seu grupo, montando a própria barraca e a infra-estrutura do acampamento, pensava o universo feminino de uma forma diferenciada.

Exemplo disso emblemático é o do voto feminino: se, na equipe bandeirante, os projetos eram discutidos e votados e todos eram responsáveis pelos seus resultados, também, nos países, tinham as mulheres o direito de exercer o voto em suas comunidades.

A criatividade e a participação ativa destacam-se, no Brasil, em expoentes, que vão de Maria Clara Machado, no teatro, a sua filha Ana Maria, na literatura infantil, a Salete Maria Polita Maccalóz, nos novos tempos do judiciário brasileiro.

São movimentos de educação não formal, não fazem distinção de credo, gênero ou etnia e não se vinculam a partidos políticos, embora ofereçam todas as oportunidades para o pleno desenvolvimento dacidadania ativa, através das diferentes formas de capacitação pessoal e da equipe, tanto sob o ponto de vista físico, com atividades que melhorem o condicionamento e a agilidade física e mental, como intelectual, ético e social, que se refletem tanto no cuidado com a natureza como na participação ativa na vida comunitária através de trabalhos voluntários, sempre com o objetivo de ensinar a pescar, sem se limitar à doação do peixe, tendo tido atuação destacada em momentos emergenciais de ajuda humanitária.

No que concerne à educação ambiental, hoje prevista em lei, convém lembrar que os dois movimentos têm desenvolvido projetos sistemáticos a respeito desde o início do século passado. No início da década de 60, o Projeto Natureza da FBB, visando, especificamente, à redução da poluição e do consumo de aerossóis para redução do efeito estufa, época em que meio ambiente não era ainda um modismo e falar em controle da poluição do ar soava a excrescência técnica e jurídica.

É comum a participação de escoteiros em iniciativas de preservação de Parques Nacionais com orientação de princípios de conduta aos visitantes, auxílio ao manejo de trilhas e reflorestamento. No Rio de Janeiro os escoteiros mantêm e preservam um trecho de Mata Atlântica de 40 hectares, no Município de Guapimirim, outrora ligado à floresta que recobre o Maciço da Serra dos Órgãos. A reserva tem sido visitada freqüentemente ao longo dos últimos 30 anos, por alunos e pesquisadores de universidades públicas e particulares dando ensejo ao aperfeiçoamento de saberes ligados às ciências biológicas.

São, todas essas, razões pelas quais, em nosso País, os chamados Movimentos Escoteiro e Bandeirante destacaram-se como organizações não governamentais de educação não-formal, sem fins lucrativos e de reconhecida utilidade pública.

A metodologia dos dois movimentos é aplicada aos jovens através de brincadeiras, jogos e exercícios, de uma forma de vida saudável, repleta de bom humor e camaradagem leal e solidária, onde a aprendizagem é uma constante, que começa na formação do consenso coletivo, através de tomadas de decisões conjuntas na equipe e da respectiva avaliação franca dos resultados., em pleno exercício da democracia. Não são esses instrumentos úteis e aplicáveis a qualquer esfera e tempo de vida, seja na solução de problemas, seja na improvisação conseqüente, no conviver leal e solidário, na criação de mecanismos de ajuda não dependizante, na confraternização despojada?

As atividades dos grupos bandeirantes e escoteiros são supervisionados por adultos voluntários, que se tenham submetido ao processo de capacitação pertinente de uma ou outra associação.

Os dois movimentos são reconhecidos pela Organização das Nações Unidas como uma das maiores organizações internacionais de educação, congregando mais de vinte milhões de crianças, adolescentes e jovens em 216 países de todos os continentes, bem como de adultos engajados que mantêm acesa sua capacidade de sonhar e sua disposição de agir para criar um mundo melhor.

No Brasil de hoje, todavia, a realidade é que muitos grupos de escoteiros e bandeirantes deixam de existir por falta de apoio e incentivo e por não disporem de espaço físico para suas reuniões semanais, para a guarda de seus objetos, desenvolvimento de suas atividades e concretização de seus projetos.

Diante da importância educacional e social dessas organizações, nos termos proclamados por Baden-Powell, nos idos de 1908, quando afirmou, com perspicácia de educador absolutamente inovadora, na época: Se quisermos que nossos jovens sejam felizes na vida, devemos fazer com que eles assimilem o costume de praticar o bem ao próximo, além de ensinar-lhes a apreciar as coisas da natureza, urge incentivá-los, como potencial instrumento de efetiva inclusão social que se tem revelado ao longo desse século conflagrado, inclusive como instrumento de efetiva construção de educação para a paz.

Essa iniciativa legislativa visa, assim, a preencher uma lacuna material, propondo a utilização dos prédios públicos, especialmente das escolas, para serem compartilhadas nos horários que não estão atendendo aos alunos, em classes ou em atividades extra-classe. Normalmente, as reuniões bandeirantes e escoteiras são nos finais de semana, quando as escolas estão fechadas e não são utilizadas para atividades curriculares ou extra-curriculares, possibilitando, assim, um aproveitamento adicional dos espaços públicos e uma motivação a mais para que as crianças e jovens busquem um lazer educativo e sadio, em movimentos de educação e formação.

As escolas são, por natureza, agregadoras e localizadas em pontos de fácil acesso não só para a comunidade local, como próximas a pontos de parada de ônibus, com uma infra-estrutura significativa quanto à serviços de telecomunicações, equipamentos sanitários, área de recreação, variedade de ambientes para atividades de grupo, tendo, inclusive, locais adequados ao içamento de bandeiras, uma dentre outras formas de educação cívica que, no aprendizado escoteiro e bandeirante, tem caráter de participação e flexibilidade, respeito à própria pátria e a dos outros.

Esperamos, pois, contar com o apoio dos nobres Pares para esta iniciativa legislativa, que visa a promover a educação não formal, em uma de suas matizes mais relevantes.

Sala das Sessões, em de maio de 2007.

OTAVIO LEITE
Deputado Federal