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27 de setembro de 2018

3° Jamboree Mundial WFIS - 2011 no México

Vídeo Promocional



1 de janeiro de 2018

A história do Escotismo no Brasil

A primeira notícia sobre o Escotismo no Brasil, foi publicada em 1 de dezembro de 1909. Em 2018 alcançou 120.901 membros da União dos Escoteiros do Brasil em 1.604 Unidades Escoteiras Locais.

História

A primeira notícia sobre o Escotismo publicada, no Brasil, foi do dia 1 de dezembro de 1909, no número 13 da revista Ilustração Brasileira, editada no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e com circulação nacional. A reportagem tinha o título: Scouts e a Arte de Scutar; ocupava três páginas e apresentava sete fotografias. A matéria fora preparada na Inglaterra pelo 1º Tenente da Marinha de Guerra Eduardo Henrique Weaver, onde se encontrava a serviço. 

Teve, assim, a oportunidade de presenciar o nascimento do Movimento Escoteiro – Scouting for Boys, criado em 1907 pelo General Inglês Baden-Powell. Na época, juntamente com o Tenente Weaver, encontrava-se na Inglaterra numeroso contingente de Oficiais e Praças da Marinha — preparava-se para guarnecer os novos navios da esquadra brasileira em construção. Um grupo de suboficiais entusiasmou-se com o revolucionário método de educação complementar. Entre eles estava o Suboficial Amélio Azevedo Marques que fez seu filho Aurélio ingressar em um dos Grupos Escoteiros locais. 

Assim, o jovem Aurélio Azevedo Marques foi o primeiro escoteiro brasileiro. Quando da vinda para o Brasil, os militares trouxeram consigo uniformes escoteiros ingleses, no valor de trinta libras esterlinas. O Encouraçado Minas Gerais, navio onde estava embarcada a maioria dos militares interessados em trazer para o Brasil o Movimento Escoteiro, chegou ao Rio de Janeiro em 17 de abril de 1910. No dia 14 de junho do mesmo ano, na casa número 13 da Rua do Chichorro no Catumbi, Rio de Janeiro, reuniram-se, formalmente, todos interessados pelo escotismo e embarcados nos navios que haviam chegado ao Brasil. Naquele local foi oficialmente fundado o Centro de Boys Scouts do Brasil. O evento foi informado aos jornais, os quais publicaram a carta recebida da Comissão Diretora.

A correspondência enviada começava nos seguintes termos: "À imprensa desta capital, brilhante e poderoso fator de progresso, campeã de todas as idéias nobres, vem o Centro de Boys Scouts do Brasil, solicitar o auxílio de sua boa vontade, o esteio de que necessita para que em todos os lares brasileiros penetre o conhecimento do quanto à Pátria pode ser útil a instrução dos Boys Scouts".

Espalhou-se pelo país, sendo adotado inclusive como proposta educativa governamental. Com o tempo, foi se modificando, em alguns aspectos se adaptando às mudanças da sociedade, por exemplo, passando a aceitar garotas em seus quadros e ampliando a faixa de atendimento para jovens na idade de sete aos 21 anos.

No país, existem duas associações escoteiras: a União dos Escoteiros do Brasil, UEB, fundada em 1924, como resultado da união de diversas associações escoteiras existentes na época (daí o nome "União dos Escoteiros") e filiada à Organização Mundial do Movimento Escoteiro. A União dos Escoteiros do Brasil adota uma organização vertical, definindo parâmetros de ação para as Unidades Locais (Grupos Escoteiros e Seções Autônomas) associadas, através de um programa único, visando maior coesão entre todos os membros.

 

Modalidade do Mar no Brasil

A Modalidade do Mar no Brasil não foi diferente das de outras nacionalidades, as práticas de atividades náuticas, as sedes escoteiras dentro de Clubis Navais, as tropas mantidas pela Marinha ou com Chefes que eram marinheiros, os ambientes aquáticos para atividades constantes eram comuns desde 1910, porém não foram organizados como modalidade, semelhante ao ocorrido na Inglaterra, inicialmente.

Em 1910, no Encouraçado Minas Gerais, chegavam ao Brasil oficiais da Marinhade Guerra, que traziam os primeiros manuais escoteiros (em inglês), uniformes e os primeiros escoteiros brasileiros, filhos de alguns desses sub oficiais (estes que haviam feito suas promessas na Inglaterra). Dentre os suboficiais, destaca-se Amélio de Azevedo Marques, que junto com os demais marinheiros foi o introdutor do Escotismo no Brasil. Estes marinheiros assim que chegaram no Rio de Janeiro abriram uma tropa escoteira no bairro do Catumbi, próximo do sambódromo de hoje, na Rua do Chichorro número 13 (existe na fachada da casa uma placa alusiva à fundação deste grupo, hoje extinto).

Em 1938, adquiriam os Escoteiros do Mar a sua primeira Base Naval própria localizada no Porto de Maria Angu. Em Setembro de 1941, a Modalidade foi anexa à União dos Escoteiros do Brasil. Hoje a Modalidade abrange grande parte do território nacional.

 

Modalidades do Escotismo no Brasil

As modalidades do escotismo, no Brasil, são constituídas de três formas existentes que são a básica, a Modalidade do Mar, a Modalidade do Ar e uma quarta, que caiu em desuso a Modalidade Ferroviária. São adotadas pelos grupos escoteiros de forma a guiar as atividades dos grupos e formação dos seus membros, entretanto o grupo quanto assume uma modalidade não fica restrita a essa e nem é impedida de realizar as atividades típicas das demais modalidades.[3]

Modalidade Básica

A Modalidade Básica, caracterizada pelo escoteiro típico, sendo a modalidade com o maior número de integrantes, apresenta grande flexibilidade de atividades e com formação geralmente mais voltada para a atividade excursionista, campismo e montanhismo.

Os acampamentos exigem inúmeras técnicas escoteiras, dentre elas a que se destaca é a pioneira, uma forma de suprir a necessidade de móveis e como um modo de proteção, normalmente constituídas por troncos de madeira e unidas através de amarras.

Modalidade do Mar

O que caracteriza o Escotismo Modalidade do Mar é que eles realizam suas atividades preferencialmente na água, onde quer que exista água em quantidade e profundidade suficientes para que uma embarcação possa navegar, seja ela de que tipo for. Sendo assim podem existir Escoteiros do Mar, seja esta água de mar, de rio, lago, lagoa ou pantanal. Procurando desenvolver nos jovens o gosto pela vida no mar, pelas artes e técnicas marinheiras, pela navegação à vela e a motor, pelas viagens e transportes marítimos, pela pesca, pelo estudo da oceanografia, pela exploração e pelos esportes náuticos, incentivando o culto das tradições da marinha. A gama de atividades que podem ser realizadas é enorme, indo da tradicional navegação a remo até mergulho ou windsurf.

Modalidade do Ar

O Escotismo Modalidade do Ar procura desenvolver nos jovens, além dos valores da Modalidade Básica, o gosto pelo aeromodelismo, aeroplanos, pelos problemas de aeroportos, aeronavegação, aeropropulsão, pelo pára-quedismo e pelos esportes aéreos, pelo estudo da meteorologia e da cosmografia, pelo mundo aeroespacial e pela cosmonáutica, incentivando o culto das tradições da aeronáutica do país. As ênfases educativas das Modalidades do Ar e Mar, são apenas desenvolvidas nos Ramos Escoteiro e Ramo Sênior.

Modalidade Ferroviária (extinta, caiu em desuso)

O Escotismo Ferroviário surgiu no Brasil, na década de 1920-1930. Previa-se a instalação de Grupos Escoteiros nas estações de trem, urbanas ou suburbanas.

Alguns grupos foram abertos no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, nos ramais da Estrada de Ferro Central do Brasil. Ao que parece, tiveram vida curta, com exceção do RJ/GE Alcindo Guanabara (antes nomeado Grupo Light, por ser patrocinado por aquela empresa de energia elétrica do Rio). Esse GE existiu no período de 1926 (mais ou menos) até a década de 90.

Um dos seus expoentes era o Chefe Gabriel Skinner, Tapir de Prata, e de grande atuação no escotismo nacional nas décadas de 1930-40.

 

Organização

Os jovens são divididos conforme a faixa etária em vários ramos ou secções. Cada ramo possui um programa de desenvolvimento e de atividades apropriados à idade e ao desenvolvimento mental, intelectual, espiritual, físico e social do jovem.

A Seção é a unidade do Movimento Escoteiro, que congrega membros do mesmo Ramo:

Ramo Lobinho: para meninos e meninas de 7 a 10 anos, admitindo-se com idade menor (até 6 anos e meio) se estiver alfabetizado. Seção: Alcateia (pode ser mista ou não). São chamados de Lobinhos, divididos em Matilhas (grupos de quatro a seis Lobinhos). Trabalha-se a fantasia, utilizando como fundo de cena a História do Livro do Jângal (Mogli, o menino lobo);

Ramo Escoteiro: para rapazes e moças de 11 a 14 anos. Seção: Tropa de Escoteiros, Tropa de Escoteiras ou Tropa Escoteira Mista. São os Escoteiros, divididos em Patrulhas (grupos de seis a oito Escoteiros). Trabalha-se a aventura, através da vida ao ar livre;

Ramo Sênior: para rapazes e moças de 15 a 17 anos. Seção: Tropa Sênior, Tropa Guia ou Tropa Sênior Mista. São os Seniores e Guias, divididos em Patrulhas (grupos de quatro a seis Seniores e/ou Guias). Trabalha-se com o desafio aos limites, tanto físico, quanto intelectual, social e espiritual;

Ramo Pioneiro: para rapazes e moças de 18 a 20 anos. Seção: Clã Pioneiro. São os Pioneiros e Pioneiras, que se organizam em Equipes de Interesse, com quantidade variável de jovens. Tem como objetivo trabalhar o serviço ao próximo, como forma de melhorar a sociedade em que vivemos.

Os adultos com 21 anos ou mais participam de diversas formas. Podem ser Escotistas, que coordenam as atividades com os jovens; na U.E.B., Dirigentes Institucionais, que dirigem os Grupos Escoteiros e Regiões Escoteiras (estaduais); ou ainda Dirigentes de Formação, que se ocupam da orientação e formação de outros adultos.

Os ramos são os mesmos aplicados pela U.E.B. e sugeridos pela AEBP. As Unidades Locais Associadas à AEBP são livres para definir os parâmetros dos ramos, podendo adaptá-los para o programa utilizado. Existem, por exemplo, Grupos Escoteiros onde o Clã Pioneiro congrega membros com idades entre 18 e 26 anos.


Conjuntura

O escotismo brasileiro é formado por mais de uma instituição: a União dos Escoteiros do Brasil (UEB), A UEB é a única associação de escoteiros brasileiros filiada à Organização Mundial do Movimento Escoteiro.

Sua organização no Brasil é dividida em escritórios regionais distribuídos por diversos estados da federação, com alguns poucos profissionais remunerados para administrar 45 mil voluntários distribuídos por unidades locais de atuação: os Grupos Escoteiros e as Seções Autônomas. Nestas Unidades Locais, através dos voluntários, é que se colocam em prática os programas educacionais para jovens.


9 de junho de 2013

Escutismo não é voluntariado, é serviço!


“Foram duros e dramáticos os primeiros tempos de escutismo católico português”, que depois “se desenvolveu de uma forma imparável na região de Lisboa e em todo o país”, assegura o autor do livro que faz a história do escutismo na Região de Lisboa. Em entrevista ao Jornal VOZ DA VERDADE, João Vasco Reis garante que “o Escutismo veio oferecer à juventude portuguesa uma proposta de educação completamente nova, verdadeiramente cativante e atraente”.

É autor do livro ‘O Sonho Comandou a Vida’, que faz a história do escutismo na Região de Lisboa. Como aconteceu a chegada do movimento à diocese?

Começo por dizer que o livro tem um título que poderá ser de algum modo redutor… não foi só o sonho que comandou a vida do Escutismo de Lisboa: foi a vontade e o querer, a perseverança e a fé, foi, enfim, a realidade e o acreditar nas capacidades e potencialidades da juventude portuguesa que levou o projeto escutista do Corpo Nacional de Escutas a bom porto. Em alguns sectores da Igreja portuguesa já se acreditava nisto, como em Braga, em 1923, e em Lisboa, em 1926… numa época em que pouca gente se preocupava com o futuro das crianças e dos jovens. Portanto, o título pode parecer redutor porque não diz tudo, nem podia dizer.

Mas, vamos à História: após a fundação do Escutismo mundial, por Baden-Powell, em Inglaterra, em 1907, logo cedo o movimento difundiu-se a nível internacional; em 1911 já haveriam alguns grupos de tendência escutista em Portugal, sendo certo que o primeiro grupo assumidamente escutista nasceu em Lisboa, em 1912, no seio da Associação Cristã da Mocidade, de índole protestante. Entretanto, o primeiro grupo oficializado em território português foi o de Macau, em 1911. Ao longo das décadas de Dez e Vinte, muitos foram os grupos, associações e pseudoassociações identificadas com o método de Baden-Powell que proliferaram um pouco por todo o país, mas só sobreviveram duas: a Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP) e a União dos Adueiros de Portugal (UAP), dos quais, mais tarde, só ficou a AEP.

Em 1923 é fundado em Braga, no dia 27 de maio, o Escutismo Católico Português, que, logo após a sua criação, rapidamente se espalhou por várias dioceses do país e, chegou naturalmente a Lisboa em 1926, tendo a respectiva Junta Regional sido filiada a 15 de dezembro desse ano. Curiosamente, o início do escutismo católico de Lisboa começou em Aljubarrota, aquando do 1.º Acampamento Nacional aí realizado, onde os futuros dirigentes lisboetas tiveram uma primeira experiência verdadeiramente marcante, que foi ponto de partida para galvanizar ainda mais os entusiasmos que já vinham a ser trabalhados na diocese.


Como foram os primeiros tempos de Escutismo em Lisboa?

Os primeiros tempos foram muito difíceis, em Lisboa e no país. Perante o regime político laico e mesmo anti-clerical da I República, a existência de uma associação confessional criou enormíssimos problemas tanto ao escutismo católico como à própria Igreja. Foram duros e dramáticos esses primeiros tempos, de absoluta resistência e quase clandestinidade. Por razões óbvias, a associação que, no início, tinha a denominação de Corpo de Scouts Católicos Portugueses, mudou o nome para Corpo Nacional de Scouts, por uma questão de estratégia. Mais tarde, na década de Trinta, ficaria com a actual designação: Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português.


De que forma é que o movimento escutista se desenvolveu pela Região de Lisboa?

Não obstante o clima de hostilidade e perseguição dos primeiros anos (como veio também a acontecer com o regime do Estado Novo, a partir da criação da Mocidade Portuguesa), o CNE desenvolveu-se de uma forma imparável na região de Lisboa e, de resto, em todo o país. E não eram essas as perspetivas, tratando-se de uma associação confessional, “subordinada” em vários aspetos a linhas de conduta próprias, assumido como movimento da Igreja Católica. Ou seja, foi-lhe diagnosticado uma curta vida. Mas desenvolveu-se, de facto, de uma forma imparável e, em Lisboa, da cidade, alargou-se para o interior, para o oeste e margem sul. A chamada “Região Escutista de Lisboa” acabou por dar origem a novas regiões escutistas, como foram os casos de Setúbal e Santarém. Além disso, foi em grande parte a partir de Lisboa que o escutismo se desenvolveu para Sul, foram os seus dirigentes que, de uma forma abnegada de espírito de serviço levaram o CNE ao Alentejo e ao Algarve.


De que forma a própria atividade escutista foi evoluindo ao longo dos anos?

O desenvolvimento da atividade do Corpo Nacional de Escutas é um verdadeiro “caso de estudo”, com uma evolução em número de elementos sempre crescente ao longo da sua história. Contra todos aqueles que, no Regime de Ditadura, procuraram asfixiar o CNE de uma forma assumida e oficial, e mesmo contra alguns setores da própria Igreja, que não compreendiam o alcance de um movimento de jovens como o CNE. A justificação é, na minha opinião, lógica: o Escutismo veio a oferecer à juventude portuguesa uma proposta de educação completamente nova, verdadeiramente cativante, atraente, um sistema de educação não formal, que procura formar ou educar as crianças, os adolescentes e os jovens de uma forma integral; ou seja, através do desenvolvimento de todas as suas capacidades físicas e intelectuais, nomeadamente o desenvolvimento do carácter e da personalidade, da saúde, da criatividade e habilidade manual e do sentido do serviço, a dimensão espiritual e a formação cristã, em harmonia e na natureza. Em suma, o Escutismo propõe-se a preparar devidamente o jovem para a vida. Por alguma razão o Corpo Nacional de Escutas é, de longe, o maior movimento de juventude organizado em Portugal.


Que paróquias se destacaram na expansão do escutismo pela diocese?

A etapa inicial do Escutismo em Lisboa começou inteligentemente pela formação dos adultos. A ideia foi “instruir primeiro os adultos para melhor educar as crianças”. E foi uma aposta ganha. Tanto assim que, oficializado em Lisboa em 1926, só em 1928, depois de devidamente alicerçada a formação dos dirigentes, é que são registados os primeiros Grupos paroquiais (que mais tarde mudariam o nome para Agrupamentos), na Estrela (Coração de Jesus), São Sebastião da Pedreira, São Jorge de Arroios, Sé (Santo António), Anjos-Olaias (Jesus da Boa Sorte)… refiro estes Grupos paroquiais pioneiros, em 1928, porque os “destaques” são muitos e todas as paróquias de Lisboa com agrupamentos escutistas têm, desde 1928, contribuído, à sua medida para o sucesso do Escutismo, ou melhor, para a educação integral da juventude.


E que sacerdotes ou leigos se destacaram em Lisboa?

Sacerdotes e leigos… a resposta sintética não é fácil, tantos foram os que tiveram, ao longo de quase noventa anos, um papel verdadeiramente notável na educação, no apoio e na assistência desta importante parcela da juventude lisboeta. Há um título num dos capítulos do livro – ‘Da tenda para o púlpito’ –, que desenvolve bem essa matéria no que respeita aos “padres-escuteiros”: quantos bons dirigentes a Igreja deu ao Escutismo e quantos futuros sacerdotes e bispos o Escutismo deu à Igreja!

Quanto aos leigos a dificuldade em referir alguns é enorme, porque estamos a falar essencialmente de um movimento de leigos, e foram tantos os que, ao longo destes 87 anos de Escutismo em Lisboa se destacaram pelo seu trabalho de serviço. É que Escutismo não é voluntariado, é serviço! Serviço desinteressado a uma causa. Podendo parecer estranho, tratando-se o CNE de um movimento de jovens e para jovens, temos de falar principalmente dos adultos, que foram, são e serão a base indispensável do Escutismo.

No que se refere aos sacerdotes, saliento somente alguns “históricos” (repita-se: alguns) dos muitos que na ótica do investigador se destacaram em Lisboa: Ernesto Sena de Oliveira, primeiro assistente regional em 1926 e que depois foi Bispo Auxiliar de Lisboa, Bispo de Lamego e “Arcebispo-Bispo” de Coimbra, um apaixonado pelo escutismo. Tomás Gabriel Ribeiro, médico, primeiro chefe regional em 1926, que depois de viúvo abraçou a carreira sacerdotal, monsenhor Ferreira da Silva, padre João Ferreira, padre Pedro Gamboa e tantos outros… depois, não podemos deixar de referir os nomes dos Cardeais Patriarcas D. Manuel Gonçalves Cerejeira e D. António Ribeiro, D. Ximenes Belo, Bispo de Díli, Timor Leste (Prémio Nobel da Paz), que foi escuteiro em Lisboa, bem como, de uma forma muito especial, D. Manuel Clemente, novo Patriarca de Lisboa, um exemplo de escuteiro, um exemplo para o Escutismo.


Alguns bispos têm manifestado o desejo de que cada paróquia tivesse um agrupamento de escuteiros. Este dado mostra a importância que a Igreja atribui ao movimento, concorda?

Eu respondo não só na ótica do investigador mas também como escuteiro e dirigente do CNE: tratando-se da maior associação de juventude organizada em Portugal, oriunda da própria Igreja e como movimento da Igreja, com o alcance, credibilidade e o reconhecimento que tem, esse desejo faz todo o sentido no objetivo da saudável educação dos jovens e no papel que a Igreja deve ter no futuro das novas gerações. O escutismo não é propriamente a “grande e única salvação” da juventude, mas é uma das melhores “escolas da vida”, um inquestionável contributo para um crescimento saudável e equilibrado das crianças, adolescentes e jovens.

A Região de Lisboa do CNE - Escutismo Católico Português tem atualmente 136 agrupamentos, integrando cerca de 13.100 jovens. Poderá o escutismo ser também uma forma de anúncio e de nova evangelização?

Na mesma perspectiva do investigador e do escuteiro, posso afirmar que o Corpo Nacional de Escutas é, desde o seu início, um instrumento, uma ferramenta de evangelização. Sempre o foi. É uma associação escutista, e, como tal, membro da Organização Mundial do Escutismo, e é, no que refere à Igreja portuguesa, um movimento de leigos. Mas não foi fundado por leigos. Foi criado na Igreja, no seio da Igreja portuguesa, em 1923, pelo Arcebispo de Braga, D. Manuel Vieira de Matos, e por monsenhor Avelino Gonçalves, com o apoio de uma série de leigos de então devidamente empenhados na evangelização, como foi o caso do primeiro chefe nacional D. José de Lencastre.

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Perfil

João Vasco Reis nasceu a 19 de setembro de 1963, na Rega, São Bartolomeu de Messines, concelho de Silves, Algarve. Licenciado em História, é investigador e publicou recentemente o livro ‘O Sonho Comandou a Vida’, que faz a história do escutismo na Região de Lisboa.

Iniciou a sua vida escutista em janeiro de 1979, no Agrupamento 181 (Paróquia de Silves). Fez a promessa de Dirigente do CNE em 22 de março de 1985 e tem desempenhado funções no escutismo a nível regional (Algarve) desde 1987. Qualificado com o CAF, passou a integrar, em 1989, o Quadro Nacional de Formadores do CNE. Foi assessor da Junta Central (Secretaria Internacional, 2005-2007). Atualmente é Chefe do Agrupamento 1331 – São Vicente, Marítimos de Carvoeiro (Paróquia de Lagoa, Algarve) e secretário do Conselho Fiscal e Jurisdicional Regional do Algarve.

Entre as obras publicadas, destaque para ‘Pistas ao Sul - História do Corpo Nacional de Escutas no Algarve, 2001’, ‘A Igreja da Misericórdia de Alcantarilha – História e Património, 2005’, ‘Corpo Nacional de Escutas – Uma História de Factos, 2007’ e ‘O Sonho Comandou a Vida’.
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‘O Sonho Comandou a Vida’

A obra ‘O Sonho Comandou a Vida’ teve como base um projeto de investigação histórica sobre o Escutismo Católico Português na Diocese de Lisboa, para os 90 anos do Escutismo Católico em Portugal. Em 2007, ano do centenário do Escutismo Mundial, o investigador João Vasco Reis publicou o seu trabalho de investigação sobre a história do Escutismo nacional, editado pela Junta Central do Corpo Nacional de Escutas (CNE), com o título ‘Corpo Nacional de Escutas – Uma História de Factos’. O lançamento teve lugar em Fátima, no Verbo Divino, a 27 de maio de 2007, data do aniversário do CNE. O livro foi apresentado por D. Manuel Clemente, na altura já Bispo do Porto, que também fez o prefácio.

Nessa ocasião, a Junta Regional de Lisboa do CNE propôs a João Vasco Reis que encetasse um trabalho de investigação acerca do Escutismo na Diocese de Lisboa, que agora se concretiza. O resultado dessa investigação, que durou cerca de quatro anos, fruto de uma complexa e demorada pesquisa, materializa-se agora num livro, uma obra monumental de 616 páginas que conta a História do Escutismo Católico ao longo dos seus 87 anos na Diocese de Lisboa, Região que contribuiu decisivamente para a evolução e solidificação do Escutismo em Portugal. Com prefácio do Patriarca Emérito de Lisboa, Cardeal D. José Policarpo, o documento agora editado foi lançado a 27 de maio de 2013 (90º aniversário do Corpo Nacional de Escutas), na sede nacional do CNE, em Lisboa, com apresentação do Bispo Auxiliar de Lisboa D. Joaquim Mendes, juntamente com o chefe nacional do CNE, Carlos Alberto Pereira, e o chefe regional de Lisboa, José Carlos Oliveira. É ilustrado com centenas de fotos e documentos, muitos deles raros e inéditos, constituindo um contributo histórico e sociológico para o estudo da Juventude e dos movimentos da Igreja em Portugal e das suas diversas relações, ao longo do século XX e início do XXI.

entrevista por Diogo Paiva Brandão; fotos por Susana Micaela Santos e João Matos

7 de outubro de 2011

Nota de Falecimento‏ do Chefe Escoteiro Névio Lotufo AEBP - MT!

A AEBP-MT Associação Escoteira Baden Powell de Mato Grosso, cumpre o doloroso dever de informar o falecimento do nosso estimado Chefe Escoteiro Névio Lotufo.

Névio Lotufo, foi um dos primeiros chefe escoteiro do estado de Mato Grosso, colecionador de carros, recordes e façanhas, Chefe Névio como era conhecido pelos escoteiros, também era exímio dançarino, popular e amado por aqueles que o conhecia...

Névio reclamou de dores no peito. Foi levado para o Hospital Santa Rosa, onde às 7 horas da manhã sua morte foi declarada como infarto do miocárdio.

O velório acontecerá a partir das 13 horas na Igreja Presbiteriana do bairro Boa Esperança. O enterro será neste sábado, às 8h, no Cemitério da Piedade.

Névio fazia questão de afirmar quer era um homem que vivia para fazer o bem sem pensar em retorno financeiro ou reconhecimento público. Garantia que seu objetivo era viver bem, sempre com doses de adrenalina. Com esta filosofia troca o trabalho com as bicicletas para patinar no gelo, andar sobre uma bicicleta de uma única roda e, claro, dar show de dança ou passar horas filmando, editando e admirando suas produções cinematográficas.

Névio morou até a sua morte na casa onde nasceu, um velho casarão na rua 13 de Junho, onde funcionou durante 58 anos a sua bicicletaria e um relicários digno de grande admiração com equipamentos fotográficos, filmadoras, filmes, aparelhos de telefone e muitos outros objetos que chamam a atenção, mas poucos conseguem manuseá-lo com a destreza do “comendador Lotufo”.

Título que se orgulhava de ter recebido da Câmara de Vereadores de Cuiabá há mais de uma década. Outra grande paixão de Névio eram os carros antigos, tinha oito.

Em nota, o governador Silval Barbosa, lamentou a morte de Lotufo destacando recordou a trajetória desse cuiabano ilustre, que foi uma das personalidades mais queridas entre os cuiabanos, e destacou a importância que teve no Estado de Mato Grosso, como incentivador do cinema, inventor, dançarino e apoiador da cultura,chefe escoteiro. "O Névio é um exemplo de vida para todas as gerações.

Foi um empreendedor, um sonhador, um humanitário e continuará fazendo parte da história e cultura da capital mato-grossense. Neste momento de pesar, quero deixar à família do nosso amigo minhas condolências", disse Silval Barbosa.

Névio deixa quatro filhos, entre eles Névio Lotufo Júnior, noras, oito netos e e muitos amigos e admiradores, o escotismo cuiabano esta orfão hoje.

Meus sentimento e Sempre Alerta Chefe e que Deus o receba no grande Acampamento Celeste!

2 de agosto de 2011

Fotos da 1° Aventura Sênior - AEPB - Parabéns!

Foi realizado nesse final de semana, 29 a 31 de julho de 2011, em Vinhedo, belissima cidade interiorana de São Paulo a 1° Aventura Sênior da Associação Escoteira Baden Powell, nas palavras de Rauber Soares, "a intenção principal não era uma competição intensa, era um propósito maior, a INTEGRAÇÃO e se formos olhar por essa faceta, obtivemos grande sucesso"

O resultado final:
1º Colocada : Patrulha KAMAYURÁ, GE Vinhedo, SP
2º Colocada : Patrulha KREN-AKAORE, GE Vinhedo, SP
3º Colocada : Patrulha GARGANTA DO DIABO, TSA Curitiba, PR

Mais Fotos da Atividade:
















5 de julho de 2011

1ª AVENTURA SÊNIOR NACIONAL 2011 - AEBP

Local
 
A Primeira Aventura Sênior Nacional da AEBP acontecerá no Parque Municipal Jayme Ferragut, parque público do município de Vinhedo, São Paulo. Em área de 92,3 mil m², o Parque possui ginásio, piscinas (uma semiolímpica, outra com toboágua e chafarizes, que compõem o Parque Aquático Municipal), academia, pista de skate, além de área verde, um lago, bicas de água mineral e infraestrutura como lanchonetes e banheiros.
 
 
1. Organização
 
A Aventura é uma atividade nacional, com coordenação geral do chefe Rauber Soares do GE Vinhedo 164. Os interessados em participar na elaboração da programação devem se dirigir ao responsável da atividade pelo email senior-aebp@hotmail.com ou soaresrauber@hotmail.com
 
 
2. Datas e horários
 
A Aventura Sênior 2011 acontecerá nos dias 29 a 31 de julho de 2011. O parque estará aberto a partir das 14:00 horas do dia 29. Contudo a concentração devera ser feita a partir das 18:30 horas, para abertura oficial às 19 horas.
  • Concentração: dia 29/07 às 18:30 h
  • Abertura Oficial: 19:00 h
  • Encerramento oficial: dia 31/07 às 15:00 h
 
3. Inscrições e investimentos
 
As inscrições devem ser feitas pelo email senior-aebp@hotmail.com
O investimento será de R$ 30,00 (trinta reais) por participante.
As mesmas terão inicio dia 15/04/11 e terminarão em 15/06/2011
 
O limite de inscritos é de 105 (CENTO E CINCO) participantes, se subdividindo em 15 (QUINZE) patrulhas com seis membros juvenis, com idade entre 14 anos e 6 meses e 18 anos e 11 meses, e um chefe. SERÃO ACEITAS APENAS INSCRIÇÕES COM PATRULHAS COMPLETAS. As fichas de inscrição devem ser requisitadas pelo email acima citado e devem ser preenchidas e assinadas pelo Diretor Presidente de cada grupo participante.
 
 
COMO FORMALIZAR A SUA INSCRIÇÃO :
 
1 – Deverá ser feito depósito Bancário na Conta do GE Vinhedo. Os dados são os seguintes :
  • BANCO SANTANDER
  • AGENCIA : 0335 - Vinhedo-SP
  • CONTA CORRENTE : 13.001111-5
  • FAVORECIDO : GRUPO ESCOTEIRO VINHEDO
Após pagamento, enviar fax ou e-mail do comprovante de pagamento assim como da FICHA DE INSCRIÇÃO DE PATRULHA, que já dverá estar devidamente assinada pelo Diretor-Presidente de Grupo. O número do FAX para se enviar os comprovantes é : (19) 3231-8790. O e-mail é : SOARESRAUBER@HOTMAIL.COM
 
OBS : As fichas INDIVIDUAIS ORIGINAIS deverão ser entregues à chefia Organizadora NA CHEGADA ao Local da Atividade. Podem ser enviadas via e-mail, mas a obrigatoriedade dos originais existe, PRINCIPALMENTE para os chefes acompanhantes.


4. Orientações Gerais
 
Como estamos falando de Aventura Sênior, cada participante é responsável por sua alimentação. Segue lista preliminar com os materiais Individuais e que as Patrulhas precisarão dispor para que possam aproveitar integralmente das atividades que serão oferecidas. Cabe a cada patrulha selecionar a sua lista própria, lembrando que em jornada levamos o essencial. Fiquem atentos, pois novos itens podem ser adicionados!
 
 
Material Individual
 
  • Anorak ou Capa de Chuva;
  •  Boné ou chapéu;
  •  Calçados confortáveis para caminhada;
  •  Camisetas com Motivo Escoteiro durante as atividades;
  •  Cantil (obrigatório);
  •  Carteira do plano de saúde;
  •  Carteirinha da AEBP;
  •  Lona plástica 2mx2m individual – Sugestão lona preta;
  •  Mochila de Assalto;
  •  Prato, faca, garfo, colher e caneca;
  •  Protetor solar;
  •  Repelente para insetos;
  •  Roupa de campo e para banho (maiô,sunga…);
  •  Agasalho para frio;
  •  Cobertor ou saco de dormir;
  •  Lanterna;
Sua empolgação, seu espírito escoteiro.. afinal, você irá fazer amigos novos e reencontrar velhos amigos.. e tudo isso em um grande ritmo de aventura e desafios.
 
 
Material por Patrulha
  • Bastões (bandeirola) das Patrulhas; Bússola; Cronômetro ou relógio com cronometro;
  • Prancheta; Saco plástico transparente para papel A4; Caneta; Panela pequena de 2 litros
  • Isqueiro ou fósforos protegidos de umidade; Fogareiro Individual para cada 2 (DOIS) elementos
  • É importante lembrá-los que, por motivo de segurança, todos deverão usar camisetas com Motivo Escoteiro e o lenço, durante todo o transcorrer da atividade.
 
Objetos de Valor
 
Aconselhamos que nenhum objeto de valor (Computadores portáteis, IPods, MP3, Players, jóias, etc) sejam levados ao evento por questões de segurança. Caso seja estritamente necessário seu uso por qualquer motivo, pede-se que seus pertences sejam identificados com nome, grupo, patrulha e o nome do chefe de sua patrulha. A organização do evento não será responsável por perdas, extravios ou por nenhum prejuízo aos seus pertences pessoais.
 
Para a abertura e o encerramento oficial os jovens devem estar definitivamente trajados/uniformizados e de preferência com algum tipo de identificação.
 
Haverá premiação para as TRÊS patrulhas melhor colocadas!!!
 
Maiores informações com o chefe Rauber Soares, pelos e-mails: soaresrauber@hotmail.com ou sênior-aebp@hotmail.com

6 de agosto de 2010

1º CURSO DE SOBREVIVÊNCIA

ATENÇÃO ESCOTEIROS INDEPENDENTES,
 
UMA PARCERIA DA AEBP - ASSOCIAÇÃO ESCOTEIRA BADEN-POWELL E EXERCITO BRASILEIRO NOS DIAS 24 A 26 DE SETEMBRO DE 2010 SERÁ REALIZADO NA ÁREA DE SELVA DO 50º BATALHÃO DE INFANTARIA DE SELVA NA CIDADE DE IMPERATRIZ - MARANHÃO O 1º CURSO DE SOBREVIVÊNCIA DA AEBP.
 
O CURSO NORMALMENTE É APLICADO PELO O EXERCITO - BRIGADA DE SELVA EM 11 (ONZE) DIAS ENTRE INSTRUÇÕES TEORICAS E PRÁTICAS. SERÁ ADAPTADO PARA OS ESCOTEIROS PARA APLICAÇÃO EM 03 (TRÊS) DIAS, TUDO PRÁTICA. NO FINAL SERÁ FORNECIDO A INSIGNIA DE SOBREVIVÊNCIA.
 
A TURMA SERÁ FORMADA POR ESCOTEIROS SENIORES, GUIAS, PIONEIROS E CHEFES ESCOTEIROS. COM NO MÁXIMO 30 (TRINTA) ALUNOS.
 
ASSOCIADOS DA AEBP DEVIDAMENTE REGISTRADOS EM 2010  DE TODO O BRASIL INTERESSADO EM PARTICIPAR DESTE CURSO FAZER CONTATO COM CHEFE MESSIAS NO EMAIL: gevitoria@hotmail.com.
 
MAIS INFORMAÇÕES NO SITE: WWW.GEVITORIA.COM.BR.
 
ESCOTEIRAMENTE,
 
MESSIAS DOS ANJOS
DIRETOR GEVITORIA