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19 de julho de 2023

25º Jamboree – Acampamento Mundial na Coreia do Sul


Pela segunda vez, o Agrupamento 100 de Tavira irá participar no 25º Acampamento Mundial, 25º World Scouts Jamboree, este ano organizado pelos escuteiros da Coreia do Sul, em Saemangeum, na Coreia do Sul.

O 25º World Scout Jamboree, realiza-se nesta pequena planície do sudoeste asiático de 1 a 12 de agosto e irá acolher cerca de 50 mil escuteiros de todo o mundo.

O Acampamento Mundial surgiu como um projeto do Fundador do Escutismo, Baden-Powell, após a 1ª Guerra Mundial. Idealizado como um acampamento para fomentar a amizade e perícia escutista, onde os jovens de todo o mundo poderiam conviver durante 12 dias. Em 1920 realiza-se, em Londres, o primeiro Jamboree Mundial, 103 anos depois o 25º Jamboree realiza-se na Coreia do Sul, já no próximo mês.

Em 2019, o Agrupamento 100 de Tavira já tinha participado no 24º Acampamento Mundial que se realizou nos EUA com um contingente de 20 elementos. Foram 20 dias de atividades marcantes para todos os escuteiros que nele participaram.

Desta vez, a preparação para o Acampamento Mundial em 2023 iniciou-se a 17 de outubro de 2021, quando este grupo reuniu pela primeira vez para começar a traçar o que seria a participação do Agrupamento 100 de Tavira nesta grande atividade, iniciando o planeamento das angariações de fundos para proporcionar a todos a possibilidade de participar nesta atividade bastante dispendiosa, dando oportunidade a que qualquer elemento pudesse participar independente da sua condição financeira.

Foram dois anos de muito trabalho onde se incluem dezenas de reuniões, várias angariações de fundos, dezenas de quilos de bolachas vendidos e muitas horas de preparação, tudo para que este objetivo fosse alcançado e que a atividade seja vivida ao máximo, correspondendo ás expectativas de todos.

Esta participação foi tambem possivel graça ao Apoio incondicional do Município de Tavira em todos os momentos, da Uniões de Freguesias de Tavira e da União de Freguesias da Conceição e Cabanas, bem como de diversas entidades, empresas e particulares, que desde a primeira hora apoiaram a nossa atividade.

O agrupamento participa pela segunda vez nesta atividade e inscreveu um contingente constituído por 15 elementos, sendo 8 participantes dos 14 aos 18 anos, idade para a qual esta atividade é projetada. Estes 8 participantes vão viver a atividade na plenitude, participando em dezenas de atividades e experiências únicas, que apenas têm oportunidade de participar uma vez na vida, pois na próxima edição todos eles vão ter mais de 18 anos e já não podem participar como participantes. Estes 8 jovens serão ainda acompanhados por 1 dirigente acompanhante que garantirá a correta vivência em campo. O contingente do Agrupamento 100 de Tavira conta ainda com 6 IST (International Staff Team), jovens com idade superior a 18 anos que se disponibilizam para viver esta atividade de uma forma diferentes, colocando-se ao serviço da atividade, garantindo o correto funcionamento de áreas como a segurança, saúde, atividades, etc. O Agrupamento 100 de Tavira é o único agrupamento do Corpo Nacional de Escutas da Região do Algarve a participar neste Acampamento Mundial e o único da região a levar pela segunda vez um contingente composto por participantes e IST.

Nesta edição o contingente português é constituído por mais 800 escuteiros que vão representar Portugal através da Federação Escutista de Portugal, federação que une as duas associações escutistas de Portugal perante a Organização Mundial do Movimento Escutista, o Corpo Nacional de Escutas e Associação de Escoteiros de Portugal (AEP). Este será o maior contingente que Portugal já levou a um acampamento mundial.

Dia 30 de julho, os jovens tavirenses partem para esta aventura, voando mais de 11000 Kms rumo a uma atividade que certamente nunca irão esquecer. Vão ser 12 dias de acampamento num ambiente multicultural sem igual, que apenas é possível de experienciar numa atividade destas, sabendo sempre que cada um daqueles escuteiros que está em campo, independentemente da sua nacionalidade, todos eles vivem os mesmos princípios escutistas deixados pelo fundados há mais de 100 anos, representados pelo lenço escutista que usam ao pescoço. Após o fim da atividade, o grupo aproveitará a oportunidade para conhecer o país, permanecendo em Seul durante quatro dias onde poderão verdadeiramente experienciar a cultura coreana. Ainda antes de regressarem ao conforto das suas casas e aproveitando a escala do avião de regresso, vão passar um dia a conhecer o Dubai.

Estas serão semanas absolutamente inesquecíveis para os jovens escuteiros do concelho de Tavira onde viverão experiências que, sem dúvida, vão deixar uma marca profunda nas vidas de cada um.

Todos os que queiram acompanhar esta aventura sem igual para os nossos escuteiros, será possivel através das nossas redes sociais do agrupamento.

O Escutismo é um movimento à escala mundial agrupado em 164 Organizações Escutistas Nacionais, presentes em 224 países e territórios, constituído por mais de 40 milhões de crianças e jovens, homens e mulheres em todo o mundo.

Fundado em 1907, em Inglaterra, por Baden Powell, o Escutismo é um movimento educacional e formativo, através da educação não-formal, baseado num método original que permite a cada jovem ser protagonista do seu próprio crescimento, para que se sinta plenamente realizado e desempenhe um papel construtivo na sociedade, através de um sistema de autoeducação progressiva baseado num sistema de valores.

A nível internacional, é um movimento que fomenta a educação para a paz, através de um espírito de compreensão e solidariedade entre os povos, despertando nos jovens o respeito pela interculturalidade, tornando-os verdadeiros cidadãos do mundo.

O CNE – Corpo Nacional de Escutas, Escutismo Católico Português fundado em 27 de maio de 1923, é a maior associação de juventude em Portugal, com cerca de 70 mil Escuteiros, distribuídos por 1030 Agrupamentos, em todas as regiões do país e ilhas.

O CNE é um movimento da Igreja Católica, reconhecido pelo Governo Portugês desde 1983 como instituição de utilidade pública, sem fins-lucrativos, apartidária e não-governamental.

O Escutismo aposta no aprender fazendo através de atividades que são projetadas, desenvolvidas e implementadas pelos intervenientes tendo por base o trabalho em equipa, desenvolvendo competências em áreas como o carácter, afetiva, intelectual, física, social e espiritual

As crianças e jovens são divididas em 4 secções com uma pedagogia própria e idades compreendidas entre os 6 e os 22 anos. O CNE funciona ainda com base no adulto voluntário em toda a sua estrutura, que despende em média cerca de 208 horas de voluntariado por ano em prol da associação.

O CNE desenvolve trabalho em áreas como a educação ambiental e conservação da natureza, a preservação do patrimônio histórico e cultural, a animação socioeducativa, o desporto ao ar livre, a integração de portadores de deficiência, o desenvolvimento comunitário, o intercâmbio e cooperação internacionais e a educação para paz, colaborando ainda regularmente ações de voluntariado com outras instituições.

O Agrupamento 100 de Tavira foi filiado a 8 de janeiro de 1963 na paróquia de Santiago. Ao longo dos anos, centenas de crianças e jovens vivenciaram o escutismo neste agrupamento. Com uma presença ativa na cidade de Tavira, o agrupamento 100 de Tavira conta com um trabalho crescente não só com as crianças e jovens que estão no efetivo, mas também com outras associações e entidades que promovem valores semelhantes ao do escutismo. Com um efetivo de mais de 70 escuteiros ao nível local, o Agrupamento 100 de Tavira é reconhecido com a medalha de prata atribuída pelo Município de Tavira pelo trabalho desempenhado em prol da juventude na cidade, formando diversas gerações.


Por Mais Algarve

1 de janeiro de 2019

O Padre Jacques Sevin e a Fundação do Escutismo Católico

1. O Padre Jacques Sevin, S.J.

Jacques Sevin nasceu em Lille, França, a 7 de dezembro de 1882. Em 1900 entrou para o Noviciado dos jesuítas, tendo sido ordenado presbítero em 1914, na Bélgica.

Em 1913 conheceu pessoalmente Baden-Powell (B-P), fundador do Escutismo, de quem se veio a tornar amigo, bem como o Cardeal católico Francis Bourne, clérigo muito interessado pela temática e apoiante da mesma. Nessa altura, Sevin começou a estudar profundamente o Escutismo.

Em 1917 fez ensaios clandestinos de Escutismo, em Mouscron (Bélgica), e redigiu a sua mais célebre obra ‘O Escutismo’. Neste livro desenhou os princípios gerais do Escutismo Católico, na mais estrita fidelidade às intuições de B-P mas dando-lhe o complemento decisivo de uma leitura à luz do Evangelho. Em 1921 foi condecorado por B-P com a mais alta condecoração escutista: o Lobo de Prata.

Em 1924 foi chamado a Roma para aí ‘defender’ o Escutismo, tendo reunido com membros de diferentes dicastérios e, inclusive, com o Santo Padre Pio XI (várias dúvidas eram levantadas, nomeadamente uma certa suspeição derivada da origem anglicana de B-P e ainda uma certa aparência de neo-paganismo panteísta na relação entre o Escutismo e a Natureza). Depois de o escutar, o Sumo Pontífice terá afirmado: “nós só temos a desejar o crescimento da vossa obra, não apenas em quantidade, mas também em qualidade; se bem que em obras deste género a quantidade também tem a sua importância”.

Desta viagem, o Pe. Sevin extraiu, com humildade, cinco lições: firmeza nos princípios e na sua aplicação; noção mais exata da fraternidade; maior ligação às outras obras católicas; prudência; equilíbrio entre as coisas religiosas e a sua estima pelo Escutismo.

Em 1945 fundou a Congregação de Santa Cruz de Jerusalém.

Atualmente o seu processo de (eventual) beatificação encontra-se em curso.

Baden-Powell terá afirmado: “A melhor realização do meu pensamento é aquela de um jesuíta francês”, referindo-se ao Pe. Sevin (Cfr. Website dos SGdF)

 

2. O seu contributo para o Escutismo Católico

Em primeiro lugar importa referir que ainda antes de o Pe. Sevin ter desenvolvido o seu projecto, já havia grupos católicos dentro do Escutismo. O caso mais antigo conhecido é o de um grupo de Mouscron (Bélgica) que recebeu uma resposta de apreço da parte do Secretário de Estado da Santa Sé, o Cardeal Merry del Val, em resposta a uma carta que o professor Jean Corbisier endereçara ao Papa Pio X. Sua Santidade recebera com agrado as notícias constantes na carta sobre as actividades daquele grupo, dando conta da evolução do Escutismo no seio católico, e enviara da sede de Roma a sua Bênção Apostólica para o referido empreendimento (18 de Janeiro de 1913).

Em Itália, Mario Falconieri, Conde ‘di Carpegna’, viajou até Londres em 1915 onde teve contacto com B-P e com o Cardeal Bourne, com o intuito de fundar uma Associação Escutista Católica em Itália, o que aconteceu no ano seguinte.

Outros casos análogos podem ter ocorrido noutros países, ainda antes do Pe. Sevin estabelecer as bases teóricas do ‘Escutismo Católico’. Contudo, é inegável ter sido ele a figura determinante do estabelecimento das bases desta forma específica de aplicação do Escutismo: o ‘Escutismo Católico’ é, antes de tudo, verdadeiro ‘Escutismo’ que se limita a aplicar o pensamento de B-P quando se refere à importância da religião no Escutismo. Como afirmava o Pe. Sevin, “a religião é a base do Escutismo”.

Em 1920, por ocasião do Jamboree de Londres, o Pe. Sevin, o Conde Mario di Carpegna e o Professor Jean Corbisier estabeleceram as bases para o nascimento do organismo internacional de Escutismo Católico que hoje existe com o nome de ‘Conferência Internacional Católica do Escutismo’ (CICE), do qual o CNE é membro.

A interpretação que o Pe. Sevin fez da Lei do Escuta à luz do Evangelho e em referência a este, é ainda hoje modelo inspirador para a nossa reflexão.

 

3. A relação entre esse contributo e o CNE

Ao ler o livro ‘O Escutismo’ fica a sensação de estar ali plasmada a natureza do próprio CNE, a que não é alheio o facto de termos tido sempre proximidade com o Escutismo católico francês. Foi, aliás, graças à mediação dos ‘Scouts de France’ e, em especial do Pe. Sevin, que o CNE (CNS na altura) obteve a sua aprovação internacional. Efetivamente, tendo sido diretamente inspirado nos Escuteiros Católicos Italianos, o CNE foi sendo construído na linha da fidelidade aos princípios originais ingleses, iluminados pela novidade do Evangelho que o Escutismo católico francês veiculava. Esses aspectos constituem ainda hoje a matriz do CNE.

Poder-se-ia sugerir a seguinte síntese do que é o Escutismo Católico: o fim último a que se refere é o Reino dos Céus (o seu acolhimento e construção, na abertura à Graça); tem uma dimensão eminentemente comunitária de vivência da fé; insere-se na comunhão da Igreja, mediante a promoção da vocação batismal; tem no Evangelho a sua Lei suprema, que ilumina de modo novo e original a Lei do Escuta; traduz-se na vivência de uma Mística e Simbologia espirituais.

Por último, um dos grandes legados que o Pe. Sevin ofereceu ao Escutismo Católico foi a belíssima ‘Oração do Escuta’, de origem inaciana e adaptada para o Escutismo por ele, tantas vezes rezada pelos escuteiros: “Senhor Jesus ensinai-me a ser generoso, a servir-Vos como Vós o mereceis, a dar-me sem medida, a combater sem cuidar das feridas, a trabalhar sem procurar descanso, a gastar-me sem esperar outra recompensa, senão saber que faço a Vossa vontade santa. Ámen”.

 

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SABIA QUE

Sabia que... nos dias 5 e 6 de março de 1929, Lisboa testemunhou a primeira visita de Baden Powell. O fundador e Chefe Mundial do Escutismo foi recebido por cerca 500 escuteiros.  Ao jornal da época, ‘As Novidades’, Baden Powell disse: “Não esperava esta receção ruidosa. A viagem tem sido excelente. O Escutismo é um movimento que triunfa.”

26 de outubro de 2014

“Deus comunica-se; Deus é comunicação”


“Não vivamos a vida como simples entretenimento, mas antes como um desafio e uma Missão a cumprir. Sim: uma Missão a cumprir e com alegria”. Foi desta forma que D. José Traquina, Bispo Auxiliar de Lisboa, desafiou os escuteiros que participaram na atividade JOTA/JOTI.


Organizada pela Junta de Núcleo do Oeste e pela Junta Regional de Lisboa do CNE, nos dias 18 e 19 de outubro decorreu no Centro Escutista do Oeste a JOTA/JOTI, uma atividade “marcada pela abundância de comunicações, via rádio e Internet, com escuteiros do mundo inteiro”. “Estamos agora a celebrar a Eucaristia e também aqui se faz comunicação. Deus comunica-se; Deus é comunicação”, salientou o Bispo Auxiliar do Patriarcado, lembrando depois o lema dos escuteiros para este ano pastoral, ‘Caminhar com Abraão’. “O Escutismo com os seus Princípios e a sua Lei, com a experiência de vida em grupo e com a Graça de Deus, proporciona a todos a possibilidade de “construir” pessoas de carácter e personalidades ricas em valores humanos e cristãos. Mas também aqui se exige vontade de crescer, com maior perfeição, abandonando tudo o que cheire a uma vida em degradação”


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Homenagem a D. José Traquina


Durante a Eucaristia, D. José Traquina foi lembrado como um escuteiro e dirigente “dedicado” na edificação do Núcleo do Oeste, de onde é natural, e homenageado por aquilo que representa hoje para cada um dos escuteiros na “doação total ao serviço dos outros”. “O CNE pode e deve ser também um viveiro de vocações para o serviço da comunidade”, alertou aos jovens o responsável da junta central fomentando o valor e o exemplo do escuteiro José Augusto Traquina. Inserido nas comemorações dos 90 anos do CNE, o Bispo Auxiliar recebeu do chefe Norberto Correia uma lembrança. D. José Traquina dirigiu-se à Junta de Núcleo do Oeste, lembrando a “belíssima tradição na formação da juventude, que continua a dar bons frutos ao longo dos anos”.

texto e fotos por João Polónia

28 de janeiro de 2014

Vale a pena ser cristão!


Vialonga recebeu a visita pastoral, com D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, a desejar que a comunidade cristã seja “uma casa que acolhe” e “que evangeliza”. Esta paróquia da Vigararia de Vila Franca de Xira-Azambuja tem como pároco, desde 2001, o padre João Prego que garante “ser importante” a presença do Pastor junto dos cristãos e da sociedade civil.

“O principal desafio da paróquia de Vialonga, tal como em qualquer outra comunidade, é dar a conhecer Cristo. A paróquia existe para anunciar! Olhando para a sociedade, que cada vez mais se torna secularizada, o desafio para a paróquia, e também para toda a missão da Igreja, é encontrar formas para fazer chegar a Palavra e a mensagem de Deus aos paroquianos, de uma maneira que toque as pessoas e que faça sentido às suas vidas do dia-a-dia”. O padre João Prego, de 45 anos, chegou a Vialonga em setembro de 2001. Desde então, tem procurado ser testemunho com a sua vida e missão. “Desejo que as pessoas sintam que, realmente, vale a pena ser cristão!”.


Mudança do paradigma social

Vialonga é uma freguesia do concelho de Vila Franca de Xira, com 17,92 quilómetros quadrados de área, que pertence à Vigararia de Vila Franca de Xira-Azambuja. “Esta é uma terra onde o comunismo se tinha instalado e, parecendo que não, havia um certo afastamento das pessoas à Igreja e até alguma resistência, embora hoje em dia isso seja mais pacífico”, assegura o pároco, ao Jornal VOZ DA VERDADE. Segundo os Censos de 2011, Vialonga tem 21033 habitantes. “A população de Vialonga é muito heterogénea. Há muita gente que veio de África, da América Latina e da Europa de Leste; mas a população é também composta por muita gente que veio sobretudo do Norte do país. Há uns anos, a Vialonga tinha muitas fábricas e as pessoas instalaram-se por cá, constituindo aqui a sua família”, conta este sacerdote, observando que “a população nativa de Vialonga é bastante reduzida em comparação com os que vieram de fora”.

Natural de Benguela, em Angola, o padre João Prego foi ordenado em 1998 e passou os primeiros três anos como sacerdote a trabalhar na formação, no seminário diocesano desta terra no oeste angolano. A chegada a Portugal aconteceu há 13 anos. “Em janeiro de 2001, quando cheguei ao Patriarcado de Lisboa, fui para as paróquias dos ‘Tojais’, São Julião, Santo Antão e Fanhões, como vigário paroquial”. Esta foi a primeira experiência do padre João Prego numa paróquia. Após cerca de meio ano de ‘estágio’ nestas paróquias, este sacerdote foi nomeado pároco de Vialonga. Uma missão que cumpre há mais de 12 anos. “Fui pároco, pela primeira vez, aqui na Vialonga”, observa este sacerdote, que conta com a colaboração do diácono permanente Manuel Hélder Teixeira de Carvalho.

Em 2001, quando o padre João chegou a esta paróquia, a realidade social era muito diferente da que se verifica nos dias de hoje. “Quando cheguei, havia emprego! Portanto, não havia a situação que estamos a viver agora, de crise. A vida era boa, em todas as classes, não havia praticamente situações de desemprego e as que existiam eram apenas temporárias. Nestes 12 anos, a realidade mudou muito. Com a crise, há locais, como em Vialonga, onde o desemprego é muito acentuado, em especial devido ao encerramento de muitas fábricas”, lamenta.

Apesar de ser uma paróquia “com uma população muito envelhecida”, Vialonga tem conhecido, nos últimos anos, uma renovação de gerações, com a chegada de casais jovens a dois novos bairros desta terra. “Em termos proporcionais, a população é ainda envelhecida, mas têm chegado casais novos da classe média aos bairros da Quinta da Maranhota e da Quinta da Flamenga”.


Quatro comunidades, três igrejas, um terreno

A paróquia de Nossa Senhora da Assunção de Vialonga é uma paróquia com quatro comunidades: igreja matriz, Granja, que tem como padroeiro São Sebastião, Santa Eulália e Nossa Senhora do Cabo. Além da igreja paroquial, as comunidades da Granja e de Santa Eulália têm também uma igreja própria, mas a do Cabo não tem templo, pelo que a comunidade celebra, atualmente, num espaço cedido pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. “No bairro de Nossa Senhora do Cabo celebramos a Eucaristia numa espécie de loja. Há um terreno que foi cedido pela câmara para a futura igreja, mas neste momento não há projeto, nem há dinheiro para a construção”, frisa o pároco de Vialonga, salientando que “há a intenção futura, quando houver dinheiro, de fazer uma igreja no Cabo”.

A igreja matriz de Vialonga é um templo do século XVI, renascentista e barroco, que nestes últimos anos tem sofrido obras de restauro. Em especial os nove altares laterais. “Quando cheguei vi que o meu antecessor, padre José Gil, tinha um projeto para restaurar os altares. Era um projeto que deveria avançar! Neste sentido, e ao longo de mais de oito anos, fomos restaurando um altar por ano”. Para cumprir este projeto, o padre João Prego teve que mobilizar toda a comunidade. “Dadas as dificuldades financeiras da paróquia, demorámos todos esses anos a concluir o restauro”, aponta.

Em termos pastorais, a aposta nestes 12 anos tem passado pela implementação dos programas pastorais da diocese. “A nível da paróquia, temos tentado aplicar os programas pastorais diocesanos aos vários grupos, movimentos e comunidades da paróquia, esperando que tenha impacto na vida das pessoas e dos cristãos”.


“Escutar, conhecer e seguir Cristo”

Vialonga tem atualmente 321 crianças e adolescentes na catequese, a cargo de 32 catequistas. Durante a visita pastoral, que teve início no dia 14 de janeiro, D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, encontrou-se com estas crianças e adolescentes na celebração da Eucaristia. Foi na tarde do passado sábado, 18 de janeiro, na igreja matriz, com o Bispo Auxiliar do Patriarcado a convidar os mais pequenos a “escutar, conhecer e seguir Cristo”, para depois “passar aos outros esse testemunho”. Após a celebração, D. Joaquim manteve um encontro com os catequistas desta paróquia, agradecendo, “em nome da Igreja”, a missão destes educadores da fé. Em Vialonga, a catequese procura envolver os pais na transmissão da fé. D. Joaquim sublinhou este dado, garantindo que essa experiência “é bonita e é significativa”. “A nossa catequese só atinge verdadeiramente os seus objetivos se nós tivermos a colaboração dos pais e os envolvermos, porque somos colaboradores deles na missão da transmissão da fé”, frisou o Bispo Auxiliar.


Atrair os jovens

A paróquia de Vialonga procura que, no final da catequese, a juventude que recebe o Crisma entre no grupo de jovens Maranathá. Um desejo que não tem sido fácil de cumprir, nas palavras do pároco. “Em termos numéricos, o grupo de jovens da paróquia é muito reduzido, não passando de dez, e não tem um impacto muito grande. A única atividade que eles cumprem, além de se encontrarem de vez em quando, é animar a Missa vespertina, ao sábado”, expõe. Questionado sobre os motivos para os jovens não aderirem à proposta da Igreja, o padre João Prego observa: “Não consigo apontar uma causa concreta. Todos os anos desafiamos os jovens que fazem o Crisma a ficar connosco, mas até ao momento não temos conseguido. Ao longo do ano vamos sensibilizando e explicando-lhes que o local onde podem dar continuidade à sua missão na Igreja é no grupo de jovens. Na véspera da receção do Crisma entusiasmam-se, juntam-se ao grupo, mas depois acabam por ficar apenas dois ou três… Tem sido difícil”, lamenta este sacerdote, fazendo um mea culpa: “Não sei se é por eu estar sozinho na paróquia e ter muita coisa para fazer, mas se calhar devia estar mais presente com os jovens. A realidade da paróquia é tão vasta, que eu tenho de estar em todos os lados e por vezes a juventude fica para trás. Esta é uma hipótese…”, refere.

Na área da juventude desta paróquia destaca-se, por outro lado, o Agrupamento 342 - Vialonga do Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português, que é composto atualmente por cerca de 150 elementos.

A paróquia de Vialonga conta igualmente com diversos movimentos que estão presentes na comunidade. “Cada movimento tem dado o seu dinamismo para a comunidade, em função do carisma e da espiritualidade de cada um. Temos os Cursilhos de Cristandade, a Legião de Maria, a Liga Missionária, as Oficinas de Oração e Vida, o Caminho Neocatecumenal, o grupo dos vigilantes, que vigiam a igreja, e os zeladores”, enumera o padre João.

Ao nível da caridade, a paróquia de Vialonga procura responder às necessidades da população. “Neste momento estamos a apoiar 104 famílias, através do Banco Alimentar. Quinzenalmente faço um apelo à paróquia para que quem possa ajudar, monetariamente ou em bens, também o faça. Com o dinheiro, ajudamos algumas famílias que nos vêm pedir para ajudar a comprar medicamentos ou a pagar as contas da luz ou da água; com os géneros, vamos repondo os bens que são dados às famílias carenciadas”, conta o pároco, referindo que “está em estudo, desde há um ano, a reativação do grupo Cáritas Paroquial”.


«Casa» que acolhe, paróquia que evangeliza

Ao longo de cinco dias, a paróquia de Nossa Senhora da Assunção de Vialonga recebeu a visita pastoral. D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, encontrou-se com os diversos grupos e movimentos, visitou as comunidades, os doentes e também diversas entidades civis da freguesia. “As pessoas ficaram muito felizes com a visita pastoral. Nestes mais de 10 anos que estou cá, nunca tinha havido visita pastoral e lembro-me, quando anunciei à comunidade a visita do Pastor, que uma das paroquianas veio ter comigo no fim da Missa e disse-me: ‘Senhor padre, já há muito tempo que nós não temos visita pastoral e já há muito que precisávamos de uma visita do senhor Bispo!’. Esta reação exprimiu o sentimento da comunidade”, assegura o pároco de Vialonga, padre João Prego.

Na manhã do passado Domingo, 19 de janeiro, na Missa de encerramento da visita pastoral nesta paróquia, D. Joaquim Mendes agradeceu o acolhimento que sentiu em Vialonga. “Ao encerrar a visita pastoral, gostaria de agradecer o acolhimento, as atenções recebidas, e o testemunho de fé e de boa convivência entre a comunidade cristã e as diversas instituições da freguesia, assim como a colaboração e o empenho conjunto no bem comum. Peço à Senhora da Assunção, padroeira e titular da paróquia, que continue a acompanhar-vos com a sua solicitude materna. Que Ela cuide com o seu carinho de mãe das crianças, adolescentes e jovens; acompanhe as famílias, os idosos e os doentes, ajude a todos a vencer as dificuldades, a confiar em Deus, a caminhar na esperança. Que Ela ajude a comunidade cristã a ser «casa» que acolhe, paróquia que evangeliza, testemunho de comunhão e de unidade”, desejou o Bispo Auxiliar do Patriarcado, esperando que a visita pastoral “tenha contribuído para reavivar a fé e a adesão ao Senhor e à sua Igreja”.


texto e fotos por Diogo Paiva Brandão

9 de junho de 2013

Escutismo não é voluntariado, é serviço!


“Foram duros e dramáticos os primeiros tempos de escutismo católico português”, que depois “se desenvolveu de uma forma imparável na região de Lisboa e em todo o país”, assegura o autor do livro que faz a história do escutismo na Região de Lisboa. Em entrevista ao Jornal VOZ DA VERDADE, João Vasco Reis garante que “o Escutismo veio oferecer à juventude portuguesa uma proposta de educação completamente nova, verdadeiramente cativante e atraente”.

É autor do livro ‘O Sonho Comandou a Vida’, que faz a história do escutismo na Região de Lisboa. Como aconteceu a chegada do movimento à diocese?

Começo por dizer que o livro tem um título que poderá ser de algum modo redutor… não foi só o sonho que comandou a vida do Escutismo de Lisboa: foi a vontade e o querer, a perseverança e a fé, foi, enfim, a realidade e o acreditar nas capacidades e potencialidades da juventude portuguesa que levou o projeto escutista do Corpo Nacional de Escutas a bom porto. Em alguns sectores da Igreja portuguesa já se acreditava nisto, como em Braga, em 1923, e em Lisboa, em 1926… numa época em que pouca gente se preocupava com o futuro das crianças e dos jovens. Portanto, o título pode parecer redutor porque não diz tudo, nem podia dizer.

Mas, vamos à História: após a fundação do Escutismo mundial, por Baden-Powell, em Inglaterra, em 1907, logo cedo o movimento difundiu-se a nível internacional; em 1911 já haveriam alguns grupos de tendência escutista em Portugal, sendo certo que o primeiro grupo assumidamente escutista nasceu em Lisboa, em 1912, no seio da Associação Cristã da Mocidade, de índole protestante. Entretanto, o primeiro grupo oficializado em território português foi o de Macau, em 1911. Ao longo das décadas de Dez e Vinte, muitos foram os grupos, associações e pseudoassociações identificadas com o método de Baden-Powell que proliferaram um pouco por todo o país, mas só sobreviveram duas: a Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP) e a União dos Adueiros de Portugal (UAP), dos quais, mais tarde, só ficou a AEP.

Em 1923 é fundado em Braga, no dia 27 de maio, o Escutismo Católico Português, que, logo após a sua criação, rapidamente se espalhou por várias dioceses do país e, chegou naturalmente a Lisboa em 1926, tendo a respectiva Junta Regional sido filiada a 15 de dezembro desse ano. Curiosamente, o início do escutismo católico de Lisboa começou em Aljubarrota, aquando do 1.º Acampamento Nacional aí realizado, onde os futuros dirigentes lisboetas tiveram uma primeira experiência verdadeiramente marcante, que foi ponto de partida para galvanizar ainda mais os entusiasmos que já vinham a ser trabalhados na diocese.


Como foram os primeiros tempos de Escutismo em Lisboa?

Os primeiros tempos foram muito difíceis, em Lisboa e no país. Perante o regime político laico e mesmo anti-clerical da I República, a existência de uma associação confessional criou enormíssimos problemas tanto ao escutismo católico como à própria Igreja. Foram duros e dramáticos esses primeiros tempos, de absoluta resistência e quase clandestinidade. Por razões óbvias, a associação que, no início, tinha a denominação de Corpo de Scouts Católicos Portugueses, mudou o nome para Corpo Nacional de Scouts, por uma questão de estratégia. Mais tarde, na década de Trinta, ficaria com a actual designação: Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português.


De que forma é que o movimento escutista se desenvolveu pela Região de Lisboa?

Não obstante o clima de hostilidade e perseguição dos primeiros anos (como veio também a acontecer com o regime do Estado Novo, a partir da criação da Mocidade Portuguesa), o CNE desenvolveu-se de uma forma imparável na região de Lisboa e, de resto, em todo o país. E não eram essas as perspetivas, tratando-se de uma associação confessional, “subordinada” em vários aspetos a linhas de conduta próprias, assumido como movimento da Igreja Católica. Ou seja, foi-lhe diagnosticado uma curta vida. Mas desenvolveu-se, de facto, de uma forma imparável e, em Lisboa, da cidade, alargou-se para o interior, para o oeste e margem sul. A chamada “Região Escutista de Lisboa” acabou por dar origem a novas regiões escutistas, como foram os casos de Setúbal e Santarém. Além disso, foi em grande parte a partir de Lisboa que o escutismo se desenvolveu para Sul, foram os seus dirigentes que, de uma forma abnegada de espírito de serviço levaram o CNE ao Alentejo e ao Algarve.


De que forma a própria atividade escutista foi evoluindo ao longo dos anos?

O desenvolvimento da atividade do Corpo Nacional de Escutas é um verdadeiro “caso de estudo”, com uma evolução em número de elementos sempre crescente ao longo da sua história. Contra todos aqueles que, no Regime de Ditadura, procuraram asfixiar o CNE de uma forma assumida e oficial, e mesmo contra alguns setores da própria Igreja, que não compreendiam o alcance de um movimento de jovens como o CNE. A justificação é, na minha opinião, lógica: o Escutismo veio a oferecer à juventude portuguesa uma proposta de educação completamente nova, verdadeiramente cativante, atraente, um sistema de educação não formal, que procura formar ou educar as crianças, os adolescentes e os jovens de uma forma integral; ou seja, através do desenvolvimento de todas as suas capacidades físicas e intelectuais, nomeadamente o desenvolvimento do carácter e da personalidade, da saúde, da criatividade e habilidade manual e do sentido do serviço, a dimensão espiritual e a formação cristã, em harmonia e na natureza. Em suma, o Escutismo propõe-se a preparar devidamente o jovem para a vida. Por alguma razão o Corpo Nacional de Escutas é, de longe, o maior movimento de juventude organizado em Portugal.


Que paróquias se destacaram na expansão do escutismo pela diocese?

A etapa inicial do Escutismo em Lisboa começou inteligentemente pela formação dos adultos. A ideia foi “instruir primeiro os adultos para melhor educar as crianças”. E foi uma aposta ganha. Tanto assim que, oficializado em Lisboa em 1926, só em 1928, depois de devidamente alicerçada a formação dos dirigentes, é que são registados os primeiros Grupos paroquiais (que mais tarde mudariam o nome para Agrupamentos), na Estrela (Coração de Jesus), São Sebastião da Pedreira, São Jorge de Arroios, Sé (Santo António), Anjos-Olaias (Jesus da Boa Sorte)… refiro estes Grupos paroquiais pioneiros, em 1928, porque os “destaques” são muitos e todas as paróquias de Lisboa com agrupamentos escutistas têm, desde 1928, contribuído, à sua medida para o sucesso do Escutismo, ou melhor, para a educação integral da juventude.


E que sacerdotes ou leigos se destacaram em Lisboa?

Sacerdotes e leigos… a resposta sintética não é fácil, tantos foram os que tiveram, ao longo de quase noventa anos, um papel verdadeiramente notável na educação, no apoio e na assistência desta importante parcela da juventude lisboeta. Há um título num dos capítulos do livro – ‘Da tenda para o púlpito’ –, que desenvolve bem essa matéria no que respeita aos “padres-escuteiros”: quantos bons dirigentes a Igreja deu ao Escutismo e quantos futuros sacerdotes e bispos o Escutismo deu à Igreja!

Quanto aos leigos a dificuldade em referir alguns é enorme, porque estamos a falar essencialmente de um movimento de leigos, e foram tantos os que, ao longo destes 87 anos de Escutismo em Lisboa se destacaram pelo seu trabalho de serviço. É que Escutismo não é voluntariado, é serviço! Serviço desinteressado a uma causa. Podendo parecer estranho, tratando-se o CNE de um movimento de jovens e para jovens, temos de falar principalmente dos adultos, que foram, são e serão a base indispensável do Escutismo.

No que se refere aos sacerdotes, saliento somente alguns “históricos” (repita-se: alguns) dos muitos que na ótica do investigador se destacaram em Lisboa: Ernesto Sena de Oliveira, primeiro assistente regional em 1926 e que depois foi Bispo Auxiliar de Lisboa, Bispo de Lamego e “Arcebispo-Bispo” de Coimbra, um apaixonado pelo escutismo. Tomás Gabriel Ribeiro, médico, primeiro chefe regional em 1926, que depois de viúvo abraçou a carreira sacerdotal, monsenhor Ferreira da Silva, padre João Ferreira, padre Pedro Gamboa e tantos outros… depois, não podemos deixar de referir os nomes dos Cardeais Patriarcas D. Manuel Gonçalves Cerejeira e D. António Ribeiro, D. Ximenes Belo, Bispo de Díli, Timor Leste (Prémio Nobel da Paz), que foi escuteiro em Lisboa, bem como, de uma forma muito especial, D. Manuel Clemente, novo Patriarca de Lisboa, um exemplo de escuteiro, um exemplo para o Escutismo.


Alguns bispos têm manifestado o desejo de que cada paróquia tivesse um agrupamento de escuteiros. Este dado mostra a importância que a Igreja atribui ao movimento, concorda?

Eu respondo não só na ótica do investigador mas também como escuteiro e dirigente do CNE: tratando-se da maior associação de juventude organizada em Portugal, oriunda da própria Igreja e como movimento da Igreja, com o alcance, credibilidade e o reconhecimento que tem, esse desejo faz todo o sentido no objetivo da saudável educação dos jovens e no papel que a Igreja deve ter no futuro das novas gerações. O escutismo não é propriamente a “grande e única salvação” da juventude, mas é uma das melhores “escolas da vida”, um inquestionável contributo para um crescimento saudável e equilibrado das crianças, adolescentes e jovens.

A Região de Lisboa do CNE - Escutismo Católico Português tem atualmente 136 agrupamentos, integrando cerca de 13.100 jovens. Poderá o escutismo ser também uma forma de anúncio e de nova evangelização?

Na mesma perspectiva do investigador e do escuteiro, posso afirmar que o Corpo Nacional de Escutas é, desde o seu início, um instrumento, uma ferramenta de evangelização. Sempre o foi. É uma associação escutista, e, como tal, membro da Organização Mundial do Escutismo, e é, no que refere à Igreja portuguesa, um movimento de leigos. Mas não foi fundado por leigos. Foi criado na Igreja, no seio da Igreja portuguesa, em 1923, pelo Arcebispo de Braga, D. Manuel Vieira de Matos, e por monsenhor Avelino Gonçalves, com o apoio de uma série de leigos de então devidamente empenhados na evangelização, como foi o caso do primeiro chefe nacional D. José de Lencastre.

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Perfil

João Vasco Reis nasceu a 19 de setembro de 1963, na Rega, São Bartolomeu de Messines, concelho de Silves, Algarve. Licenciado em História, é investigador e publicou recentemente o livro ‘O Sonho Comandou a Vida’, que faz a história do escutismo na Região de Lisboa.

Iniciou a sua vida escutista em janeiro de 1979, no Agrupamento 181 (Paróquia de Silves). Fez a promessa de Dirigente do CNE em 22 de março de 1985 e tem desempenhado funções no escutismo a nível regional (Algarve) desde 1987. Qualificado com o CAF, passou a integrar, em 1989, o Quadro Nacional de Formadores do CNE. Foi assessor da Junta Central (Secretaria Internacional, 2005-2007). Atualmente é Chefe do Agrupamento 1331 – São Vicente, Marítimos de Carvoeiro (Paróquia de Lagoa, Algarve) e secretário do Conselho Fiscal e Jurisdicional Regional do Algarve.

Entre as obras publicadas, destaque para ‘Pistas ao Sul - História do Corpo Nacional de Escutas no Algarve, 2001’, ‘A Igreja da Misericórdia de Alcantarilha – História e Património, 2005’, ‘Corpo Nacional de Escutas – Uma História de Factos, 2007’ e ‘O Sonho Comandou a Vida’.
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‘O Sonho Comandou a Vida’

A obra ‘O Sonho Comandou a Vida’ teve como base um projeto de investigação histórica sobre o Escutismo Católico Português na Diocese de Lisboa, para os 90 anos do Escutismo Católico em Portugal. Em 2007, ano do centenário do Escutismo Mundial, o investigador João Vasco Reis publicou o seu trabalho de investigação sobre a história do Escutismo nacional, editado pela Junta Central do Corpo Nacional de Escutas (CNE), com o título ‘Corpo Nacional de Escutas – Uma História de Factos’. O lançamento teve lugar em Fátima, no Verbo Divino, a 27 de maio de 2007, data do aniversário do CNE. O livro foi apresentado por D. Manuel Clemente, na altura já Bispo do Porto, que também fez o prefácio.

Nessa ocasião, a Junta Regional de Lisboa do CNE propôs a João Vasco Reis que encetasse um trabalho de investigação acerca do Escutismo na Diocese de Lisboa, que agora se concretiza. O resultado dessa investigação, que durou cerca de quatro anos, fruto de uma complexa e demorada pesquisa, materializa-se agora num livro, uma obra monumental de 616 páginas que conta a História do Escutismo Católico ao longo dos seus 87 anos na Diocese de Lisboa, Região que contribuiu decisivamente para a evolução e solidificação do Escutismo em Portugal. Com prefácio do Patriarca Emérito de Lisboa, Cardeal D. José Policarpo, o documento agora editado foi lançado a 27 de maio de 2013 (90º aniversário do Corpo Nacional de Escutas), na sede nacional do CNE, em Lisboa, com apresentação do Bispo Auxiliar de Lisboa D. Joaquim Mendes, juntamente com o chefe nacional do CNE, Carlos Alberto Pereira, e o chefe regional de Lisboa, José Carlos Oliveira. É ilustrado com centenas de fotos e documentos, muitos deles raros e inéditos, constituindo um contributo histórico e sociológico para o estudo da Juventude e dos movimentos da Igreja em Portugal e das suas diversas relações, ao longo do século XX e início do XXI.

entrevista por Diogo Paiva Brandão; fotos por Susana Micaela Santos e João Matos

2 de junho de 2013

“Escutismo é projeto que educa para o bem comum”

Por ocasião dos 90 anos do Corpo Nacional de Escutas (CNE), foi apresentado o mais recente livro sobre o percurso do escutismo na Região de Lisboa, intitulado ‘O Sonho Comandou a Vida’, com D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar do Patriarcado, a destacar a importância deste movimento.

“O projeto escutista é um projeto integral, importante e também urgente para a sociedade de hoje. A nossa esperança é que o escutismo continue a ser um projeto que eduque para o bem comum. Queremos formar honestos cidadãos e bons cristãos”, referiu o Bispo Auxiliar de Lisboa, sublinhando que o “escutismo dá resposta à emergência educativa na sociedade”.

Na sessão de apresentação da obra, que decorreu no auditório da Sede Nacional do CNE, em Lisboa, no passado dia 27 de maio, D. Joaquim lembrou o empenho de todos os que fazem parte do Escutismo Católico Português. “Histórias de amor e de vida, de gente que se entrega no dia-a-dia, perseverante, sacrificada, que esquecendo-se de si, se entrega aos miúdos e aos jovens”, apontou.


A Região de Lisboa do CNE - Escutismo Católico Português tem atualmente 136 agrupamentos, integrando cerca de 13.100 jovens.


Mundo melhor

O CNE nasceu em Braga, a 27 de maio de 1923, pelas mãos do Arcebispo D. Manuel Vieira de Matos e de monsenhor Avelino Gonçalves. O 90º aniversário foi comemorado oficialmente na cidade da fundação, nos dias 25 e 26 de maio, com o Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, a manifestar a sua esperança nos jovens escuteiros. “É importante que o escuta não se afaste do espírito genuíno do escutismo católico e, ao mesmo tempo, imbuído deste espírito, esteja atento às novas causas, aos novos problemas, aos novos desafios que hoje são colocados, mas sem se deixar confundir com tantas outras situações que podem existir no mundo da juventude”, exortou.

Na homilia da Missa de celebração das nove décadas do CNE, D. Jorge Ortiga convidou os escuteiros a lutarem por um mundo melhor. “O serviço deve ser preferencialmente para os mais pobres, os mais carenciados ou desfavorecidos. O contexto atual exige a alegria de descortinar a igualdade e de lutar pela dignidade, não só com comportamentos de campanhas ocasionais, mas com atitudes que podem tornar-se contagiosas para que o mundo fique melhor do que o encontramos”, sublinhou D. Jorge Ortiga, na Sé de Braga.


5 de maio de 2013

Escuteiros desafiados a amarem como Jesus amou


“Caríssimos Escuteiros: a «boa ação», o serviço gratuito, a vida em comunidade no «bando», na «patrulha» ou na «equipa», e a fraternidade que desejamos só são possíveis se amarmos como Jesus nos amou”. O alerta foi deixado por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, aos cerca de oito mil escuteiros da Região de Lisboa do Corpo Nacional de Escutas (CNE) - Escutismo Católico Português que participaram na Festa de São Jorge.

No Dia de São Jorge, patrono mundial do escutismo, assinalado no passado dia 28 de abril, o Bispo Auxiliar do Patriarcado presidiu à Eucaristia com os escuteiros, no Parque Urbano do Silvado, em Odivelas. “Os valores evangélicos que permeiam o projeto escutista brotam de uma pessoa concreta, têm o seu fundamento no exemplo vivido por Jesus Cristo, no amar como Ele amou, no amar como Ele nos ama. 

A proposta escutista não é possível sem o mandamento novo do amor que hoje Jesus nos propõe Sede pois portadores deste «mandamento novo», sobretudo com o testemunho da vossa vida, para tornar este nosso mundo um pouco melhor, mais fraterno, onde é bom viver, conviver, partilhar e dar as mãos para construir um futuro melhor para todos”, frisou.



‘Eu Amo!’

A atividade teve como mote ‘Eu Amo!’, que é o tema regional escolhido pela Junta Regional de Lisboa para o ano escutista 2012/2013. “Sede um «laboratório» onde se experimenta, se vive e se testemunha o «mandamento novo de Jesus», para poderdes dizer com verdade: «eu amo», dando assim vida ao tema deste encontro”, realçou D. Joaquim Mendes.

24 de dezembro de 2012

Mais de 6 mil escuteiros celebram 85 anos de escutismo em Lisboa


Os escuteiros católicos da Região de Lisboa foram convidados a “descobrir a presença dos sinais de Jesus ressuscitado, particularmente na Eucaristia”. O desafio foi deixado por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, aos cerca de 6500 escuteiros que no passado Domingo, dia 22 de Abril, estiveram reunidos em Peniche, para celebrar São Jorge, o santo padroeiro do escutismo.

No ano em que a Região de Lisboa do CNE celebra 85 anos de fundação, conduzidos pelo tema ‘Arrisca o Sim’, dedicado a Maria, escuteiros de cerca de 100 agrupamentos da região de Lisboa peregrinaram até Peniche, para um encontro que não deixa esconder emoções. “O tema deste ano, ‘Arrisca o Sim’, dedicado a Maria, é um tema ainda mais forte para nos juntarmos e termos os escuteiros todos juntos”, afirmou ao Jornal VOZ DA VERDADE o chefe regional do CNE, José Carlos Oliveira. “Dá-nos um arrepio interior! É uma sensação muito boa sentir que os jovens, nestes momentos particulares, gostam de se juntar. É bom sentir-se escuteiro nestes momentos”, garante.

Na Eucaristia a que presidiu, D. Joaquim Mendes apontou a figura de São Jorge como um mártir no qual “se revela a força e o poder de Cristo Ressuscitado”, que é “o segredo da sua fortaleza e santidade”. O bispo auxiliar que acompanha de perto o escutismo na diocese desafiou, ainda, os jovens escuteiros a descobrir a força do amor de Cristo “na vida dos Santos, na comunidade dos seus discípulos e na vida de muitos cristãos de hoje”. “Desejar conhecê-l’O e encontrar-se com Ele. Fazer a experiência do seu amor no perdão dos pecados. Cultivar uma relação pessoal com Ele. Tornar-se seu discípulo, para ser também seu apóstolo”, foram outros desafios deixados por D. Joaquim Mendes aos mais de 6500 escuteiros reunidos em Peniche.


Texto e fotos por Nuno Rosário Fernandes

22 de julho de 2012

Acampamento Nacional de Escuteiros vai reunir 17 mil participantes


Sob o tema ‘Escuteirar – Educar para a vida’, o CNE – Corpo Nacional de Escutas, Escutismo Católico Português, vai reunir em Idanha-a-Nova, Castelo Branco, cerca de 17 mil escuteiros, de 4 a 10 de Agosto, naquele que será o acampamento com mais escuteiros na história do escutismo português.

Do total de 17 mil escuteiros presentes em campo, cerca de mil são adultos voluntários que já trabalham com estes jovens durante o ano e que estarão em Idanha-a-Nova “para auxiliar na realização das actividades e proporcionar toda a logística necessária a um evento desta dimensão”, salienta um comunicado do Gabinete de Imprensa do CNE, focando a importância deste encontro: “O que se pretende é que os participantes vivam uma semana de verdadeiro Escutismo, com propostas de actividades, uma metodologia de organização e participação e uma vivência de campo conformes com a metodologia proposta por Baden-Powell, fundador do movimento”.

Os Acampamentos Nacionais iniciaram-se em 1926, em Leiria e, habitualmente, realizam-se de quatro em quatro anos.

Informações: www.acanac2012.org

10 de outubro de 2010

CNE ? Escutismo Católico Português: Viver à luz do Evangelho, contribuindo para a formação humana e cristã

O Escutismo é um movimento mundial, aberto a todos, que visa contribuir para a educação integral dos jovens, baseado na adesão voluntária a um quadro de valores expressos na Promessa e Lei escutistas, através de um método original que permite a cada jovem ser protagonista do seu próprio crescimento, para que se sinta plenamente realizado e desempenhe um papel construtivo na sociedade.

A Missão do Escutismo consiste em contribuir para a educação dos jovens, partindo dum sistema de valores, ajudando a construir um mundo melhor, onde as pessoas se sintam plenamente realizadas como indivíduos e desempenhem um papel construtivo na sociedade. Isto acontece envolvendo os jovens, ao longo dos seus anos de formação, num processo de educação não-formal segundo o qual cada indivíduo é o principal agente do seu próprio desenvolvimento, para se tornar uma pessoa autónoma, solidária, responsável e comprometida.

Origens do Movimento

Em 22 de Fevereiro de 1857 nascia, em Londres, Robert Stephenson Smith Baden-Powell, o fundador do Escutismo. Sendo o quinto de sete irmãos, desde criança aprendeu, através de caminhadas e excursões, a cuidar de si. Fez os seus estudos em escolas públicas, e nas férias, aproveitava para acampar com os seus irmãos mais velhos. Quando terminou os estudos secundários, Baden-Powell ingressou no exército e, pela sua competência, honestidade e exemplo, como líder de homens, fez uma brilhante carreira militar.

Na Guerra do Transvaal em 1889 treinou os cidadãos capazes de empunhar uma arma e para isso teve que organizar um grupo de jovens cadetes que desempenhavam todas as tarefas de apoio. A maneira como estes jovens desempenharam as suas tarefas, os seus exemplos de dedicação, lealdade, coragem e responsabilidade, causaram grande impressão em Baden-Powell e, anos mais tarde, aquele acontecimento veio a ter grande influência na criação do Escutismo.


Durante uma viagem a Inglaterra, Baden-Powell viu alguns rapazes criarem brincadeiras através de um livro, que ele havia escrito para batedores do exército e que continha explicações sobre como acampar e sobreviver em regiões selvagens. Então, conversando com os amigos, entusiasmou-se e resolveu realizar, em 1907, na ilha de Brownsea, um acampamento com vinte rapazes dos 12 aos 16 anos, onde transmitiu conhecimentos técnicos tais como: primeiros socorros, observação, técnicas de segurança para a vida na cidade e na floresta, etc.

Devido aos bons resultados deste acampamento, Baden-Powell começou a escrever o livro "Escutismo para Rapazes" que, inicialmente, foi publicado em fascículos e vendido nas bancas de jornais, durante o ano de 1908. Os jovens ingleses entusiasmaram-se tanto com o livro que Baden-Powell organizou e fundou o Movimento Escutista.

Escutismo católico em Portugal


Rapidamente o Escutismo se alastrou por vários países do mundo. Em Portugal, o Escutismo deu os primeiros passos ainda no território de Macau, em 1911, tendo os seus impulsionadores regressado ao nosso país e fundado, em 1913, a Associação dos Escoteiros de Portugal. O Corpo Nacional de Escutas, Escutismo Católico Português, veio a ser fundado 10 anos mais tarde, em 27 de Maio de 1923, na cidade de Braga. Foram seus fundadores o Arcebispo D. Manuel Vieira de Matos e Avelino Gonçalves, que em Roma mantiveram os primeiros contatos com o Movimento.


Rodeados de um grupo de 11 bracarenses, a 24 de Maio de 1923, faziam a sua primeira reunião para estudarem a possibilidade e oportunidade da criação de um grupo de Scouts Católicos em Portugal. Assim nasceu o Corpo de Scouts Católicos Portugueses, cujos estatutos foram aprovados a 27 de Maio desse mesmo ano pelo governador civil de Braga.

O Movimento estende-se de Norte a Sul de Portugal e, como meio de informação entre todas as Unidades, nasceu em Fevereiro de 1925 o primeiro número do jornal "Flor de Lis", que mais tarde, em Janeiro de 1945, se apresentava em forma de Revista.

A Animação da Fé, característica do Escutismo do CNE, é feita naturalmente através do jogo escutista, vivido à luz de Jesus e do Evangelho, procurando contribuir para a formação humana e cristã dos seus associados, pelo testemunho da vida em comunhão eclesial.


Corpo Nacional de Escutas (CNE), Junta Regional de Lisboa

Morada: Avenida João Paulo II, Lt. 552, 1.º B, 1950-154 Lisboa

Telefone: 218594746

Loja Escutista: 217144146

E-mail: geral@cnelisboa.org

Site: www.cnelisboa.org

Assistente: Padre Paulo César Serralheiro Franco

CNE ? Escutismo Católico Português: Viver à luz do Evangelho, contribuindo para a formação humana e cristã.


O Escutismo é um movimento mundial, aberto a todos, que visa contribuir para a educação integral dos jovens, baseado na adesão voluntária a um quadro de valores expressos na Promessa e Lei escutistas, através de um método original que permite a cada jovem ser protagonista do seu próprio crescimento, para que se sinta plenamente realizado e desempenhe um papel construtivo na sociedade.

A Missão do Escutismo consiste em contribuir para a educação dos jovens, partindo dum sistema de valores, ajudando a construir um mundo melhor, onde as pessoas se sintam plenamente realizadas como indivíduos e desempenhem um papel construtivo na sociedade. Isto acontece envolvendo os jovens, ao longo dos seus anos de formação, num processo de educação não-formal segundo o qual cada indivíduo é o principal agente do seu próprio desenvolvimento, para se tornar uma pessoa autónoma, solidária, responsável e comprometida.



Origens do Movimento

Em 22 de Fevereiro de 1857 nascia, em Londres, Robert Stephenson Smith Baden-Powell, o fundador do Escutismo. Sendo o quinto de sete irmãos, desde criança aprendeu, através de caminhadas e excursões, a cuidar de si. Fez os seus estudos em escolas públicas, e nas férias, aproveitava para acampar com os seus irmãos mais velhos. Quando terminou os estudos secundários, Baden-Powell ingressou no exército e, pela sua competência, honestidade e exemplo, como líder de homens, fez uma brilhante carreira militar.

Na Guerra do Transvaal em 1889 treinou os cidadãos capazes de empunhar uma arma e para isso teve que organizar um grupo de jovens cadetes que desempenhavam todas as tarefas de apoio. A maneira como estes jovens desempenharam as suas tarefas, os seus exemplos de dedicação, lealdade, coragem e responsabilidade, causaram grande impressão em Baden-Powell e, anos mais tarde, aquele acontecimento veio a ter grande influência na criação do Escutismo.

Durante uma viagem a Inglaterra, Baden-Powell viu alguns rapazes criarem brincadeiras através de um livro, que ele havia escrito para batedores do exército e que continha explicações sobre como acampar e sobreviver em regiões selvagens. Então, conversando com os amigos, entusiasmou-se e resolveu realizar, em 1907, na ilha de Brownsea, um acampamento com vinte rapazes dos 12 aos 16 anos, onde transmitiu conhecimentos técnicos tais como: primeiros socorros, observação, técnicas de segurança para a vida na cidade e na floresta, etc.

Devido aos bons resultados deste acampamento, Baden-Powell começou a escrever o livro "Escutismo para Rapazes" que, inicialmente, foi publicado em fascículos e vendido nas bancas de jornais, durante o ano de 1908. Os jovens ingleses entusiasmaram-se tanto com o livro que Baden-Powell organizou e fundou o Movimento Escutista.



Escutismo católico em Portugal

Rapidamente o Escutismo se alastrou por vários países do mundo. Em Portugal, o Escutismo deu os primeiros passos ainda no território de Macau, em 1911, tendo os seus impulsionadores regressado ao nosso país e fundado, em 1913, a Associação dos Escoteiros de Portugal. O Corpo Nacional de Escutas, Escutismo Católico Português, veio a ser fundado 10 anos mais tarde, em 27 de Maio de 1923, na cidade de Braga. Foram seus fundadores o Arcebispo D. Manuel Vieira de Matos e Avelino Gonçalves, que em Roma mantiveram os primeiros contactos com o Movimento.

Rodeados de um grupo de 11 bracarenses, a 24 de Maio de 1923, faziam a sua primeira reunião para estudarem a possibilidade e oportunidade da criação de um grupo de Scouts Católicos em Portugal. Assim nasceu o Corpo de Scouts Católicos Portugueses, cujos estatutos foram aprovados a 27 de Maio desse mesmo ano pelo governador civil de Braga.

O Movimento estende-se de Norte a Sul de Portugal e, como meio de informação entre todas as Unidades, nasceu em Fevereiro de 1925 o primeiro número do jornal "Flor de Lis", que mais tarde, em Janeiro de 1945, se apresentava em forma de Revista.

A Animação da Fé, característica do Escutismo do CNE, é feita naturalmente através do jogo escutista, vivido à luz de Jesus e do Evangelho, procurando contribuir para a formação humana e cristã dos seus associados, pelo testemunho da vida em comunhão eclesial.



Corpo Nacional de Escutas (CNE), Junta Regional de Lisboa

Morada: Avenida João Paulo II, Lt. 552, 1.º B, 1950-154 Lisboa

Telefone: 218594746

Loja Escutista: 217144146

E-mail: geral@cnelisboa.org

Site: www.cnelisboa.org

Assistente: Padre Paulo César Serralheiro Franco