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11 de junho de 2015

A história do Escotismo Modalidade do Mar


O Escotismo Modalidade do Mar, é uma das vertentes do Escotismo, tem como principal diferença das outras modalidades é que realizam suas atividades preferencialmente na água, onde quer que exista água em quantidade e profundidade suficientes para que uma embarcação possa navegar, seja ela de que tipo for. Sendo assim podem existir Escoteiros do Mar, seja esta água de mar, de rio, lago, lagoa ou pantanal. Procurando desenvolver nos jovens o gosto pela vida no mar, pelas artes e técnicas marinheiras, pela navegação à vela e a motor, pelas viagens e transportes marítimos, pela pesca, pelo estudo da oceanografia, pela exploração e pelos esportes náuticos, incentivando o culto das tradições da marinha. A gama de atividades que podem ser realizadas é enorme, indo da tradicional navegação a remo até mergulho ou windsurf.

"Se eu tivesse sido Escoteiro quando jovem, provavelmente teria sido Escoteiro do Mar" — Robert Baden-Powell

História

Em agosto de 1909, Baden-Powell organizou às margens do Rio Beaulieu um acampamento para Escoteiros do Mar, com cerca de 100 jovens, a maioria da Tropa Mercúrio. Em 1910, baseado nas experiencias do acampamento do Rio Beaulieu, Robert B-P lança seu livro "Escotismo do Mar para Rapazes". Em 1912 seu irmão mais velho, Warintgon B-P apresenta o manual completo para os jovens "Escotismo do Mar e Marinharia para Rapazes".

Modalidade do Mar no Brasil

Em 17 de abril de 1910 o Encouraçado Minas Gerais chegou ao Brasil trazido pela Marinha de Guerra, juntamente com a nova Frota construída na Inglaterra. Os primeiros manuais, uniformes e escoteiros brasileiros, filhos de alguns de sub-oficiais e oficiais que estavam a serviço na Inglaterra, os quais fizeram parte do início do Movimento Escoteiro naquele país, também chegaram com a Frota. O Oficial Amélio de Azevedo Marques teve seu filho, Aurélio Azevedo Marques, o primeiro Boy Scout brasileiro, que fez promessa na Inglaterra, e junto com os demais marinheiros é considerado o introdutor do Escotismo no Brasil. Alguns dos marinheiros que vieram na Frota Naval, logo que chegaram ao Rio de Janeiro fundaram em 14 de junho o Centro de Boys Scouts do Brazil, no bairro do Catumbi, próximo do sambódromo, na Rua do Chichorro número 13. (existe na fachada da casa uma placa alusiva à fundação deste grupo, hoje extinto, colocada pelo CCME).

A Missão José Bonifácio, em 1919, foi realizada pela costa brasileira sob o comando de Frederico Villar, com a missão de organizar as colonias de pesca. Em Belém, no Pará, foram convidados pelo então tenente Benjamin Sodré, que servia naquele local, a assistir a cerimônia de Promessa dos primeiros escoteiros daquele estado, chefiados por ele. Os oficiais da Missão José Bonifácio ficaram tão empolgados com o que viram que resolveram levar aqueles escoteiros para visitar o navio Cruzador da Missão. Foram colocadas na água para uso destes escoteiros as pequenas e médias embarcações daquele navio. Como aqueles meninos e rapazes eram moradores de regiões ribeirinhas e praianas, tiveram a facilidade para usar aquelas embarcações e se divertir, e foi dessa visão que o Tenente Benjamin Sodré, os Comandantes Frederico Villar e Gumercindo Loretti e demais tiveram a idéia de constituir no Brasil um escotismo próprio para o Mar. Na viagem de retorno da Missão, voltaram estimulando a abertura de Grupos Escoteiros do Mar.

A tropa Tiradentes da 4º Escola Masculina do 3º Distrito Escolar, fundada pelo Comandante Amphiloquio Reis e chefiada pelo Ch. Gelmirez de Mello desde 1915, um sargento aviador da marinha, foi convertida em 1º de agosto de 1921 para Grupo de Escoteiros do Mar, recebendo o número 10. Finalmente em 7 de Setembro de 1921 foi fundada a Confederação Brasileira de Escoteiros do Mar sendo oficialmente os primeiros Grupos Escoteiros do Mar organizados o Santos, o Jequiá , o 10º Grupo e o Cabo Frio.

Esta fundação aconteceu em um acampamento realizado no Saco de São Francisco, enseada de Jurujuba, um dos recantos da Baía de Guanabara, no litoral fluminense, onde existe uma pedra com uma placa que lembra esta data. Destacam-se como pioneiros desta jornada o então Tenente Benjamin Sodré (o Velho Lobo), o Tenente-Aviador Gelmirez de Mello (o Polvo Marinho), Comandante Frederico Villar, Comandante Gumercindo Loretti, Professor Gabriel Skinner e o Almirante Raja Gabaglia.

Logo, àqueles primeiros grupos vieram se juntar a Confederação do Mar, os grupos Jurujuba, Copacabana, São João da Barra, Caju, Saquarema, Pará, Maranhão, Paquetá, Euclides da Cunha, Marcílio Dias e outros mais, sendo que os últimos já não tinham as características determinantes de Grupos de Colônias de Pescadores que marcaram a maioria dos Grupos organizados inicialmente.

Em 1924, a Confederação Brasileira de Escoteiros do Mar, que se preocupava em unir as diferentes formas de praticar o Escotismo no Brasil, juntamente com os Escoteiros Católicos e Fluminenses fundaram a União dos Escoteiros do Brasil no Clube Naval, sua primeira sede. Com essa primeira unificação as Confederações passaram a se chamar Federações.

Para suprir o problema da falta de embarcações, valiam-se os Grupos de embarcações alugadas, particulares emprestadas e doadas pela Marinha. Não tardou muito para a simpatia do povo ir ao encontro dos rapazes e o primeiro navio apareceu — Escoteiro do Mar, escaler a quatro remos e velas, oferecido pela população da Ilha de Paquetá. Um outro navio foi comprado para o 10º Grupo, seria o Loretti vinculado aos Escoteiros do Mar da Guanabara e ainda existente hoje. Pouco tempo decorria da sua organização, teve a Federação do Mar a atenção e o auxílio oficial da Marinha de Guerra, trazendo vantagens e facilidades para o Escotismo do Mar de todos os tipos.

Assim, o Aviso número 3.811 de 28 de março de 1923 do Ministro da Marinha, criou o primeiro Regulamento dos Escoteiros do Mar, que deveria ser seguido por todos. Recursos materiais e apoio moral foram fatores de acentuado e seguro desenvolvimento propiciado ao Movimento que se iniciava. A Marinha de Guerra trouxe o Escotismo ao Brasil em 1910 e na década de 1920 garantia o desenvolvimento do Escotismo do Mar. Embarcações, instalações, pessoal para instrução foram cedidos ou facilitados aos Escoteiros do Mar, não só na então Capital Federal, como nos estados. Após o Loretti veio o Parnaíba, o Celine, a Pérola e assim foi crescendo a flotilha que, em 1933 já formavam cerca de duas dezenas de Navios distribuídos pelos diversos estados da União dos Escoteiros do Brasil, constituindo o seu Departamento de Mar.

Foi realizado na Fortaleza de São João, no bairro da Urca, Rio de Janeiro, o primeiro Ajuri dos Escoteiros do Mar.

Em 1929, uma patrulha de Escoteiros do Mar é enviada à Inglaterra a fim de tomar parte no Jamboree da Maioridade. É esta a primeira participação dos Escoteiros do Mar do Brasil em atividades internacionais. Em 1934, possuía uma sede instalada em um dos pavilhões da Lavanderia do Loide Brasileiro, junto às docas do Mercado Velho, onde se ergue hoje o Edifício da Caça e Pesca, na praça XV de Novembro, no Rio de Janeiro.

Em 1935, concretizando uma idéia de Bonifácio Borba é formado o primeiro Círculo de Pioneiros (CIPI), primeira contribuição para o desenvolvimento do pioneirismo no Brasil, tendo em vista que os Pioneiros, ou "Rovers", quase não existiam no Brasil, e quando existiam, era de forma desordenada, aleatória e isolada. Bonifácio, que era Comissário Internacional da União Escoteira Brasileira, teve contatos diretos com Baden-Powell e trouxe, dentre vários, materiais específicos para o Ramo Pioneiro, como o folheto sobre Pioneiros do Dr. Griffin que falava das virtudes e da távola pioneira e da mística pioneira também tratada por Baden-Powell no Escotismo para Rapazes. Logo este folheto foi traduzido pela equipe Almirante Barroso do Clã Tiradentes do 10º Grupo, o primeiro Clã a ser formado no Brasil. Em março de 1935, é impresso o primeiro número da revista "O Escoteiro do Mar", revista essa que impulsionaria o crescimento da Federação do Mar e que trazia grande diversidade de assuntos e matérias destinando-se a transmitir técnica marinheira, ensinamentos doutrinários, as músicas, e todo o tipo de cultura mundial através de textos traduzidos de várias culturas. Neste mesmo ano foram criadas as Comissões Regionais do Mar nos estados, subordinadas ao órgão Nacional da Federação do Mar.

De 1921 a 1936, passados 15 anos, muitas vocações foram descobertas, tendo neste período cerca de 6.500 rapazes entre 11 e 18 anos que futuramente seriam encontrados exercendo cargos e postos na Marinha de Guerra, na Marinha Mercante e em organizações esportivas veleiras do País. Os bens reunidos pelos Escoteiros do Mar, reuniam já uma flotilha nacional formada por cerca de 40 embarcações, material de campo e de adestramento.

Em 1937, a Marinha de Guerra entregou aos Escoteiros do Mar o usufruto da Ilha da Boa Viagem. Nesta ilha que se encontra à entrada da Baía de Guanabara foi construída uma casa o "Castelo da Boa Viagem", que seria um posto de guarda fundamental para a proteção da Baía de Guanabara, existindo a condição de que quando for necessário o uso da ilha pela Marinha, esta passa a guarda da mesma, retornado logo após o uso, aos Escoteiros do Mar. Nesta ilha fica sediado o 4° Grupo Escoteiros do Mar Gaviões do Mar, que guarda suas chaves.

Em 1938, adquiriam os Escoteiros do Mar a sua primeira Base Naval própria localizada no Porto de Maria Angu, em Olaria, subúrbio do Rio de Janeiro onde foi construído estaleiro e oficina de construção e reparo naval, por muitos anos até quando foi construída a Avenida Brasil e esta base perdeu a saída para o mar, sendo sua posse passada para a exploração pela região Escoteira do Rio de Janeiro com o fim de reverter fundos para a manutenção das embarcações dos Grupos do Mar. Em 7 de junho de 1957 foi adquirida a Base Oeste na Ilha do Governador, Rio de Janeiro a qual existe até hoje e é a sede do 71º Grupo Escoteiro do Mar Almirante Waldemar Mota.

Em Setembro de 1941, existiam Grupos do Mar em 16 Unidades da República: Amapá, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A Sede Nacional era no quarto pavimento do Edifício da Caça e Pesca, na então Capital Federal, em sede expressamente mandada construir pelo então Ministro da Agricultura Fernando da Costa, em reconhecimento ao papel que o Escotismo representava na formação da nacionalidade e no preparo da juventude para as tarefas do porvir. O efetivo era de 3.000 homens, a frota nacional atingira o total de 73 embarcações; um Campo-Escola funcionando na Ilha da Boa Viagem, na Baía de Guanabara; uma Base Naval instalando-se no Porto de Maria Angu no Rio de Janeiro; 32 fundeadouros localizados em 14 Estados; uma Revista já no seu quinto ano de existência; uma seção de impressos escoteiros com uma coleção de 150 modelos; uma Escola Nacional de Chefes no 14º Curso; 7 Escolas regionais de Chefes em 7 Comissões Regionais. Em 1950, se desfaz a Federação Brasileira de Escoteiros do Mar, sendo anexada como Modalidade na União dos Escoteiros do Brasil, porém sua estrutura continuou funcionando até finais dos anos 60.


Em 1950, se desfaz a Federação Brasileira de Escoteiros do Mar, sendo denominada como Modalidade na UEB, porém sua estrutura continuou funcionando até finais dos anos 60, quando passou a ser uma componente da UEB, a Coordenação Nacional de Escoteiros do Mar.

Na década de 80, volta a ser impresso "O Escoteiro do Mar", publicação Oficial do Escotismo do Mar brasileiro na UEB, dando seqüência a revista antiga que parou a circulação em 1943. Em 1986 62 Grupos Escoteiros do Mar foram registrados junto a UEB, contendo representações em Alagoas (1), Amapá (1), Amazonas (2), Bahia (4), Ceará (2), Distrito Federal - Brasília- (3), Espírito Santo (1), Mato Grosso (1), Pará (6), Paraíba (4), Paraná (2), Pernambuco (3), Piauí (1), Rio Grande do Norte (2), Rio Grande do Sul (6), Santa Catarina (4), São Paulo (4), Sergipe (2) e Rio de Janeiro (14). A Coordenação Nacional de Escoteiros do Mar contava com 10 membros em sua equipe.

Em 1981 o Comandante de Marinha Lizé Costa, então CONAMAR (Coordenador Nacional dos Escoteiros do Mar), organizou uma nova numeração para o Ajuri dos Escoteiros do Mar, desta vez abrangendo todo o Brasil e não apenas da Guanabara, como havia sido até aquele momento.

O 'I Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' aconteceu em 1981 no Batalhão de Serviços do Centro de Instrução do Corpo de Fuzileiros Navais, Ilha do Governador, Rio de Janeiro (RJ) com cerca de 300 participantes. O 'II Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' ocorreu de 23 de janeiro a 1º de fevereiro de 1986 no Colégio Naval de Angra dos Reis (RJ)com cerca de 532 participantes tendo 12 estados representados recebendo O Ministro da Marinha, Almirante Henrique Sabóia em revista dos Escoteiros do Mar. O 'III Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' aconteceu de 15 a 21 de julho de 1989 no Centro de Instrução e Adestramento do Corpo de Fuzileiros Navais, Ilha do Governador, Rio de Janeiro (RJ) com 300 participantes e 8 estados representados.

Com a finalidade de dotar os Grupos Escoteiros do Mar de todo o Brasil com embarcações adequadas às práticas marinheiras e despertar o gosto pelas coisas do mar, foi entregue em 4 de setembro de 1987 ao Ministro da Marinha o original do Projeto Rumo ao Mar. Ao longo de 10 anos diversas embarcações já haviam sido entregues a Grupos Escoteiros do Mar em diferentes Regiões Escoteiras do Brasil.

O 'IV Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' aconteceu em 1991 na Base Naval do Rio de Janeiro, Ilha Mocanguê, Niterói (RJ) 550 participantes instalados a bordo do NDD Ceará e NDD Rio de Janeiro quando comemorou os 70 anos de fundação da Federação Brasileira de Escoteiros do Mar (FBEM). O 'V Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' ocorreu de 15 a 19 de janeiro de 1994 na Ilha do Pavão, Grêmio Náutico União, Porto Alegre (RS) tendo 400 participantes de 8 estados representados. O 'VI Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' ocorreu de 3 a 7 de janeiro de 1996 na Escola Naval (RJ) com 390 participantes. O 'VII Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' aconteceu em Julho de 1998 em Santos (SP)tendo a participação de 200 participantes de 9 estados representados.

O 'VIII Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' aconteceu de 4 a 8 de janeiro de 2000 na Escola de Aprendizes de Marinheiros de Santa Catarina, Florianópolis (SC) com 250 participantes de 8 estados representados. O 'IX Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' ocorreu em Janeiro de 2002 na Base Naval de Aratu, Salvador (BA) com 113 participantes de 8 estados representados.

No ano de 2002 através do CONAMAR Carlos Borba a Marinha lança na NORMAN-03 o reconhecimento aos Escoteiros do Mar e sua história na formação marinheira. É reconhecida a prova teórica dos Cursos de Chefes Escoteiros do Mar como válida para a habilitação de Arrais e Veleiro Amador.

Em 2008, o Projeto Rumo ao Mar é transformado em Instituto Rumo ao Mar (RUMAR) com uma bela Assembléia de Fundação realizada no auditório do Museu Naval no centro do Rio de Janeiro. Também em 2008, dois pioneiros do 8ºGEMAR Almirante Adalberto Nunes, do Distrito Federal, foram os primeiros a representar o Brasil na Copa Internacional de Escoteiros do Mar "William I. Koch International Sea Scout Cup", realizada na Academia Naval dos Estados Unidos, Robert Crown Sailing Center (USNA), em Annapolis, estado de Maryland.

No mesmo ano é reeditado o Grande Jogo Naval com a proposta de ser realizado nacionalmente, nas regiões escoteiras sob um mesmo tema. As regiões do Pará e do Rio de Janeiro foram as primeiras a realizar o novo estilo do Grande Jogo Naval que teve como tema os "200 anos da vinda da família real portuguesa e a corte para o Brasil - "O desembarque da família real". Em 2009 o tema foi "um cruzeiro em família".

Visando as comemorações do Centenário do Escotismo do Mar nos anos de 2009 e 2010 os Chefes de Mar Andre Torricelli F. da Rosa e Andrea Leon Pinheiro do 123ºGEMAR Almirante Saldanha (RJ) realizaram a tradução para a língua portuguesa do livro "Escotismo do Mar para Rapazes" escrito por Robert B-P em 1910 e também de diversos artigos comemorativos da Inglaterra. Em abril de 2009 na reunião de Chefes do Mar na Assembléia Nacional da UEB em Bento Gonçalves (RS) houve o lançamento do WebSite www.escoteirodomar.org veículo oficial de informação para os Escoteiros do Mar do Brasil.

Em agosto de 2009 de acordo com o "Documento Base para as Comemorações do Centenário" as regiões do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pará realizaram grandiosas solenidades em comemoração pela abertura do ano do Centenário Mundial do Escotismo do Mar, que tiveram o relatório traduzido para italiano, espanhol e francês, sendo divulgadas para todo o mundo. Em 17 de abril de 2010, diversos Escoteiros do Mar homenageiam a Marinha do Brasil por ter trazido o movimento escoteiro, com o Lançamento de Flores ao Mar.

O 'X Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' aconteceu de 27 de julho a 1º de agosto de 2010 comemorando o Centenário Mundial de fundação do Escotismo do Mar (1909), sua consolidação além do Centenário da chegada do Encouraçado Minas Gerais, em 1910, trazendo o escotismo para o Brasil. No X Ajuri, os cerca de 210 Escoteiros do Mar do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Pará e Amazonas estiveram alojados a bordo do NDCC Garcia D'ávila na Ilha Mocanguê, Esquadra Naval. A atividade teve pontos marcantes com o Grande Jogo de Técnicas Marinheiras realizada na Ilha da Boa Viagem em Niterói, a visita ao Museu dos Fuzileiros Navais e o Espaço Cultural da Marinha além do dia de competições na Escola Naval. Saindo do meio do X Ajuri os pioneiros Robson dos Santos e Jackeline Miranda do 10ºGrupo de Escoteiros do Mar (RJ) representaram o Brasil na Copa Internacional de Escoteiros do Mar "William I. Koch International Sea Scout Cup", realizada na Academia Naval dos Estados Unidos, Robert Crown Sailing Center (USNA), em Annapolis, estado de Maryland.

16 de novembro de 2010

AJURIs e JAMBOREEs NACIONAIS NO BRASIL - Suas Histórias e Cronologia.

PRIMEIROS ACAMPAMENTOS NACIONAIS DO BRASIL.

Por Raoni Pinheiro

Conhecendo um pouco do início do movimento Escoteiro e a vinda para o Brasil até sua formalização.

Como é de conhecimento de todos os escoteiros e apreciadores, o movimento escoteiro “Scouting for Boys” foi fundado pelo Lorde Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, mais conhecido por Baden-Powell ou simplesmente B-P, em 1907, Londres, Grã-Bretanha, com o intuito educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos.

Tinha como propósito o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.

Comprovando sua teoria e eficiência do “sistema de patrulhas” e a atração que os acampamentos e as atividades ao ar livre exerciam nos jovens, no primeiro acampamento escoteiro, propriamente dito, em 01 de agosto de 1907, na Ilha de Brownsea, Inglaterra.

Nota Histórica: Naquele ano muitos Oficiais e Praças da Marinha Brasileira estavam na Inglaterra para treinamento e preparava-se para guarnecer os novos navios da esquadra brasileira em construção, pois em 1907 tinha sido formada a Tríplice Aliança e a Tríplice Entente e aumentou o clima de tensão entre as grandes potências, já se mostrava inevitável um grande conflito. Os países procuram então organizar os exércitos, produzir armamentos e fazer acordos entre si para garantir força na disputa que veio a estourar em 1914 com a 1° Guerra Mundial.

Voltando ao escotismo, esses Oficiais e Praças da Marinha Brasileira se encantaram e se impressionaram com esse novo método de educacional complementar que Baden Powell havia idealizado. O Suboficial Amélio Azevedo Marques ingressou seu filho, Aurélio Azevedo Marques, em um Grupo Escoteiro local, pode-se assim dizer que ele foi o primeiro escoteiro brasileiro.


Por interposição desses marinheiros brasileiros em 1910, o escotismo foi introduzido no Brasil, trouxeram consigo uniformes escoteiros, no valor de 30 libras esterlinas, e o interesse de semear o movimento escoteiro no país. Em 14 de junho de 1910, no endereço Rua do Chichorro, bairro do Catumbi, n° 13, Rio de Janeiro-RJ (ver Mapa), reuniram-se numa casa, formalmente, todos interessados pelo escotismo e embarcados nos navios que haviam chegado ao Brasil. Naquele local foi oficialmente fundado o “Centro de Boys Scouts do Brasil”.

Dois anos depois em 29 de novembro de 1914, foi fundada a ABE - Associação Brasileira de Escoteiros, em São Paulo, em 1919 no mesmo estado foi criada a Associação Brasileira de Escoteiros Católicos, essa foi a primeira a ter reconhecimento internacional em 1922, se filiando ao “Office Internacional des Scouts Catholique”, com sede em Roma, em 1921 é fundada no Rio de Janeiro a Confederação Brasileira das Escoteiros do Mar, em 1922 também no Rio de Janeiro foi criada a Federação Brasileira de Escoteiros de Terra, e a Associação Fluminense de Escoteiros, esta ultima liderado pelo ilustre Capitão Tenente Benjamin Sodré, futuramente Almirante.

Em aproximadamente sete anos o escotismo no Brasil se expandiu ferozmente, nos anos de 1914 à 1922 foram criadas muitas outras Associações como: Associação Pernambucana de Escoteiros; Associação de Boys Scouts de Vitória; Comissão Regional de Escoteiros do Paraná; Associação Paranaense de Escoteiros; Legião Amazonense de Escoteiros, Grupo Escoteiro do Fluminense Football Club no Rio de Janeiro, Associação Maranhense de Escoteiros, Liga de Defesa Nacional, Associações de Escoteiros do Rio Grande do Sul, Associações de Escoteiros do Paraná, Associações de Escoteiros do Bahia, Associações de Escoteiros do Pernambuco e Associações de Escoteiros do Alecrin.

Só em 04 de novembro de 1924, na sede do Clube Naval no Rio de Janeiro, foi fundada a UEB - União dos Escoteiros do Brasil. A UEB foi criada por iniciativa da Confederação do Escoteiros do Mar, Associação de Escoteiros Católicos, Federação do Escoteiros do Brasil e Federação dos Escoteiros Fluminenses, este ultimo liderado pelo ilustre Capitão Tenente Benjamin Sodré, futuramente Almirante, junto com o Pe. Leovegildo Franca e o Dr. João Evangelista Peixoto Fortuna, estes foram o que sugerirão o nome da nova instituição. Seu trabalho era de unificar os grupos e núcleos escoteiros dispersos no país. A Associação Brasileira de Escoteiros ficou de fora só sendo integrada a UEB em 1928 a pedido direto de Baden-Powell.

Foi nesse mesmo ano de 1928 que a UEB fora reconhecida como instituição de utilidade pública e como dirigente do Escotismo Nacional pelo Governo Federal, tendo como primeiro Presidente o Ministro da Justiça Affonso Penna Júnior, em março de 1945 é realizado a primeira Assembléia Nacional Escoteira, da unidade ‘UEB’, no ano de 1946, a UEB é reconhecida pelo Governo Federal como instituição destinada á educação extra-escolar. É só na 6º Assembléia Nacional Escoteira, em 22 de abril de 1950, que se consolidaliza a completa integração do Movimento Escoteiro no Brasil, todas as federações, desfazendo a tradicional trindade (terra, mar e ar); e surgiram as modalidades, Básica, Mar e Ar. Tendo seus novos estatutos formalizado/aprovados, na Assembléia Nacional Escoteira de 1956.



Origens terminológicas Jamboree e Ajuri?
  
Compreender o significa dessas duas palavras (acampamentos) no Brasil, é algo que desfere muito “disse me disse”; precisa-se resgatar essa história, dos poucos achados podemos tirar algumas conclusões e parâmetros.


A origem do nome Jamboree:

No dicionário a palavra Jamboree é o encontro de escoteiros(acampamento) com o intuito de unir jovens de todo o mundo.

Já Baden-Powell deu várias versões para a utilização deste termo:

     • jamboree seria a união de "jam" (que em inglês significa compota, uma mistura de açúcar e frutos muito apetitosa, mas que aqui teria o significado de mistura de raças e culturas) com "boree" (o vento que sopra e mistura essas culturas).

     • jamboree seria uma palavra zulu, que significaria "encontro oficial dos chefes das tribos" ou apenas "encontro de pessoas".

Na gíria americana (desde o séc. XIX), a palavra jamboree significava "divertimento ruidoso", "folia" ou "farra". A partir de 1920, após Baden-Powell a usar para denominar um gigantesco encontro de escoteiros, esta palavra começou a entrar nos dicionários sempre associada ao escotismo. A forte ligação de Baden-Powell aos fundadores do escotismo nos Estados Unidos, William Boyce, Dan Beard, Ernest Seton e James West, poderá ter motivado a escolha desta palavra.

Em linguagem Swahili (África), "jambo" significa "olá", sendo que "jamboree" poderá ser um ajuntamento de pessoas dizendo "olá" umas às outras.

Em 1916 B-P nomeou um Comitê de Planejamento. Os termos rally ou exibição não interessavam mais a BP. Algo mais pitoresco seria necessário. Optou então pela palavra de origem Americana Jamboree, termo que tinha ouvido durante suas viagens àquele país. - Mas o Sr. não pode usar essa palavra. O Sr. já viu sua definição no dicionário “jamboree - ( gíria) uma arroaça, festança barulhenta, festa acompanhada de bebedeira." Enquanto sua definição não era muito dignificante, BP gostou da palavra, e sem outra sugestão melhor, optou então por JAMBOREE. O comitê do Jamboree foi formado em 26 de Julho de 1916 para realização de um Jamboree Imperial e Internacional em 1918 (desde que a guerra terminasse em 1917). O 1º. Jamboree acabou ocorrendo somente em 1920 em Olympia, Londres.

Textos de Baden Powell: "Comentando sobre Jamboree, é engraçado quantos críticos aparecem quando se faz uma sugestão. Um nos escreve agora - ' Por que raios usar um termo como Jamboree'? Minha única resposta foi: "Bem, qual outra palavra teriamos para usar"? Não obtive resposta. Headquarters Gazette, Junho 1920. "Eu gostaria de solicitar-lhes (no Jamboree) que não fiquem satisfeitos com o mero fato de nossos meninos estarem acampando com meninos de outras nações, mas que devemos encorajá-los a usar cada minuto de seu pouco tempo ali, para conhecer outros meninos, e a partir de amizades com seus irmãos escoteiros, tornar-se-ão futuros cidadãos fraternos do mundo." Cada menino portanto, poderia retornar do Jamboree com uma responsabilidade, o de apóstolo da paz e boa vontade, no seu respectivo distrito. Jamboree 1929 - Arrow Park, Inglaterra.


A origem do nome Ajuri:

Por ser uma palavra de origem indigna não há significado no dicionário, entendesse por Ajuris as atividades escoteiras com a escopo na concentrações Tropas/Patrulhas/Grupos distritais, regionais ou nacionais, com o fim de confraternização ou em comemoração a qualquer data ou fato.

A palavra é de origem tupi, tem como sinônimos, muxirão, mutirão, batalhão, corte, junta, mutirom, mutirum, relacionado com a reunião de tribos ou famílias indígenas para a execução de certos trabalhos ou tarefas. Mais detalhado seria sinônimo de Mutirão que tem seu termo de origem tupi de etimologia obscura, e é o nome dado no Brasil as mobilizações coletivas para lograr um fim, baseando-se na ajuda mútua prestada gratuitamente. É uma expressão usada originalmente para o trabalho no campo ou na construção civil de casas populares, em que todos são beneficiários e, concomitantemente, prestam auxílio, num sistema de rodízio.

Atualmente, por extensão de sentido, "mutirão" pode designar qualquer iniciativa coletiva para a execução de um serviço não remunerado.

Os acampamentos nacionais AJURIs podem ser distinguidos em Ajuri Nacional Escoteiro (Escoteiros da modalidade Básica), Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar(Escoteiros da modalidade do Mar) e Ajuri Nacional dos Escoteiros do Ar(Escoteiros da modalidade do Ar), estaremos proseando por enquanto das atividades da modalidade básica, mais a frente veremos as outras modalidades.

No livro “Para ser Escoteiro de 1ª. Classe” de 1963 do autor Francisco Floriano de Paula ele diz que “Adotou-se no Brasil desde 1922 a terminologia Ajuri, usando a tradição pelas palavras em tupi-guarani. Na década de 90 a UEB decidiu optar pela terminologia internacional, e cunhado pelo próprio BP de Jamboree. Os Ajuris passados eram nacionais e portanto Jamborees Nacionais. Hoje o acampamento Nacional denomina-se Jamboree. Mas veja, os Escoteiros do Mar ainda estão usando a palavra AJURI”.
  

Ajuris Escoteiros e Jamborees Nacionais no Brasil.

A Associação Escoteira Católica realizou no Rio de Janeiro em 1922, o que eles intitularam de o 1° Congresso Nacional Escoteiro e paralelamente o 1° Acampamento Nacional(Jamboree ou Ajuri?), esse ultimo, oriundo da idéia do chefe Gabriel Skinner dada um ano antes, como a primeira atividade nacional escoteira do país, que tinha com o intuito reunir todos os escoteiros do Brasil para uma grande atividade de entrosamento e confraternização, atividades estas que se repetiram no ano conseguinte, 1923; com a participação de representantes do Distrito Federal, da ABE de São Paulo, Associação dos Escoteiros do Pará, Liga Amazonense de Escoteiros, Associação de Escoteiros do Alecrim - RN.

Já entra a primeira contradição, logo após a atividade foi editado o "LIVRO DOS CONGRESSOS ESCOTEIROS DO BRASIL – 1922-1923. PRIMEIRO E SEGUNDO JAMBOREES BRASILEIROS. THESES E RELETÓRIOS". O Tomo I da História do Escotismo Brasileiro dedica o Capítulo VI aos CONGRESSOS E JAMBOREES realizados até 1924. Entretanto o autor Francisco Floriano de Paula, fala que o Ajuri foi usado no Brasil em 1922, e a única atividade conhecida nessa data foi essa atividade realizada pela Associação Brasileira de Escoteiros Católicos, que eles nomenclam de Jamboree.

O Escoteiro-Chefe da UEB(1976-1989) e Prof. Rubem Süffert no seu artigo “HISTÓRIA DO ESCOTISMO NO BRASIL” impresso no site da UEB/DF, também defende a tese de que em 15 de abril a 11 de maio de 1922, foi realizado o 1° Ajuri Escoteiro Nacional, desdobrado em duas partes: uma técnica realizada no Campo de Sant’Anna e outra esportiva no Estádio do Fluminense.

Entre 17 e 25 de junho de 1939 na Quinta da Boa Vista – RJ foi realizado o 1° Ajuri Inter-Estadual, com a presença do Presidente da República Getulio Vargas e com a participação de 4.000 escoteiros de varias regiões como ES, PA, PE, MG, RJ, RS, SC e SP, por ter sido uma grande atividade, erroneamente muitos autores, descreve como Ajuri Nacional. Nessa atividade foi rodado o curta-metragem “ACAMPAMENTO DE ESCOTEIROS”, dirigido por Humberto Mauro, e produzido por INCE - Instituto Nacional de Cinema Educativo.

Seguindo uma sequência na linha temporal, pode-se dizer que o Ajuri de 1939 foi o 2° Ajuri Nacional de Escoteiros do Brasil, mais o 1° Ajuri Nacional realizado pela Instituição ‘UEB’, mesmo sendo realizado como Ajuri Inter-Estadual, pela amplitude do acampamento e terem 8 estados representado de todas as regiões do Brasil, muitos apóiam essa tese, pois ate mesmo no ano de 2009 foi comemorado 70 anos do “1° Ajuri Nacional na Quinta da Boa Vista – RJ”.

Fique por dentro: “A Federação Brasileira de Escoteiros de Terra iniciou a edição do seu periódico oficial, ‘Ajuri’, a partir de 1939, em conjunto com a Federação Carioca de Escoteiros.”



2ª Ajuri Nacional - 1957 - Foto de Moacir Starosta

Em comemoração ao centenário de nascimento de B-P e os 50 anos da fundação do Escotismo, a UEB realizou em fevereiro de 1957 no bairro de Tubiacanga, na Ilha do Governador Zona Norte do Rio de Janeiro, o II Ajuri Nacional, cuja a Canção “AJURI NACIONAL” composta pelo Chefe João Ribeiro dos Santos, falecido em 19/03/1970, aos 59 anos, é lembrada até hoje nos cancioneiros escoteiros.


João Ribeiro dos Santos
 Canção do Ajuri Nacional do Rio de Janeiro - 1957
Compositor: João Ribeiro dos Santos 
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Viemos do norte, do sul e do leste,
Viemos do oeste, de todo Brasil.
Das praias, dos pampas, dos campos dos montes
E dos horizontes de todo Brasil.
Das grandes cidades, das vilas mais belas,
Das casas singelas de todo Brasil.
Mochila nas costas bandeiras ao vento
Para o acampamento de todo o Brasil
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O Ajuri Nacional, do Rio de Janeiro,
É o marco triunfal do ano escoteiro,
Comemoramos o centenário de Baden Powel o fundador,
E do escotismo o cinqüentenário,
Do acampamento da Ilha de Browsea,
Na Ilha do Governador.
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Se ele é gaúcho, você do Amazonas,
Debaixo da lona são todos irmãos!
Qualquer cor ou classe, qualquer raça ou credo
Despertam bem cedo são todos irmãos
Fazendo a comida universitários,
peões e operários são todos irmãos
Nascido em palácio, nascido em favela
Lavando a panela, são todos irmãos
||
O Ajuri Nacional, Do Rio de Janeiro,
É o marco triunfal do ano escoteiro,
Comemoramos o centenário de Baden Powel o fundador,
E do escotismo o cinqüentenário,
Do acampamento da Ilha de Browsea,
Na Ilha do Governador




3ª Ajuri Nacional - 1977 - Foto de Moacir Starosta


O III Ajuri Nacional Escoteiro é realizado no Rio de Janeiro, dos dias 20 a 26 de julho de 1977, na Fazenda Rio Grande do Sr. Francis Hime, com cerca de 2.000 participantes e, simultaneamente fora realizado o I Indaba Nacional. Essa atividade comemorou os 70 anos do Escotismo Mundial e foi lançado um selo postal comemorativo.


Selo Postal

3° Ajuri Nacional 1977 - Tropa escoteira do GE Duque de Caxias 156°/SP
Infelizmente sobre essa atividade não existe muitas informações, pouco que consegui descobrir foi que a Delegação Gaúcha, compareceu ao acampamento com três ônibus lotados de chefes, escoteiros e seniores, e foi dirigida pelo Chefe José Machado, do 32°/RS Grupo Escoteiro Moacara.



4ª Ajuri Nacional - 1985 - Foto de Moacir Starosta
O IV Ajuri Nacional foi realizado em julho de 1985, na cidade de Cotia, interior de São Paulo, um dos maiores acampamentos já realizados até então, com a participação de 5.000 escoteiros, um dos grupos que coordenaram a atividade foi o Grupo Escoteiro Almirante Tamandaré. Esse ano foi comemorado o Ano Internacional da Juventude, lançado um selo postal pelos Correios do Brasil.


Selo Postal

4° Ajuri Nacional - 1985 - Fotos do GE Bororos 125°/SP

Canção do IV Ajuri Nacional - 1985
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Ano Internacional da Juventude
Estamos todos em Cotia
Nos confraternizando
No nosso IV Ajuri
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Com Espírito Escoteiro
Alegria e muita paz
Em meio às Rotas de Aventuras
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Mostrando do que a gente é capaz
Vamos juntos
Sempre Alerta
A vida pro escoteiro nunca aperta
(BIS)



5ª Ajuri Nacional - 1990 - Foto de Moacir Starosta
O V Ajuri Nacional foi realizado em janeiro de 1990 pela primeira vez na região Sul, no Parque Osório, na cidade de Tramandaí, Rio Grande do Sul. Essa atividade mesmo sendo a mais recente das demais, não tem muitas informações sobre ela.


Asteamento e Sub-Campos do 5° Ajuri Nacional - Fotos Ffernando França
Só oito anos depois foi realizado um acampamento de cunho nacional que teve sua nomenclatura alterada do que já vinha sendo usado ultimamente, o AJURI Nacional Escoteiro que tinha como caráter de unir todos os escoteiros da modalidade básica, foi agora chamado de Jamboree Nacional e reúne todos os escoteiros de todas as modalidades. O Ajuri Nacional Escoteiros foi extinto?


O 1º Jamboree Nacional do Brasil foi realizado na cidade de Navegantes no estado de Santa Catarina - Brasil ocorreu de 25 a 31 de janeiro 1998, reunindo 2.400 Jovens e Escotistas do Ramos Escoteiro, Sênior e Pioneiro e Escotistas.

O 2° Jamboree Nacional do Brasil foi realizado na cidade de Caucaia – Ceará, mais exatamente na belíssima praia de Cumbuco que fica a 30 km de distancia da capital Fortaleza. O acampamento de seis dias começou no dia 13 a 18 de Julho de 2003, reunindo 2.600 participantes de todos os Estados do Brasil, exceto Acre, Roraima e Tocantins, além de uma patrulha de escoteiros da França e três representantes de Portugal.

O 3° Jamboree Nacional do Brasil foi sediado no centro de Brasília, para ser mais preciso no Parque da Cidade, nas datas de 16 a 21 de julho de 2006, contou com a presença de 2.000 participantes, entre jovens, equipe de organização, Equipe de Serviço (Staffs), educadores e convidados, e representantes da Itália e do Haiti.

O 4° Jamboree Nacional do Brasil realizado nos dias 11 a 17 de Janeiro de 2009, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), dentro da área da barragem e hidrelétrica Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu, Paraná, reuniu cerca de 5.000 escoteiros vindos de todos os cantos do Brasil e também do Paraguai, Argentina, Chile, México, Portugal, Japão e EUA.



Ajuri Nacional Escoteiros do Mar.


Participantes do AJURI dos Escoteiros do Mar em 1928, na Fortaleza São João, noticiado pela revista ALERTA.
O Ajuri Nacional da modalidade do Mar mais antigo que se tem conhecimento foi realizado em 1928 na Fortaleza de São João, no bairro da Urca, Rio de Janeiro, reunindo escoteiros da região de Guanabara, conforme matéria publicada na Revista Escoteira "ALERTA", daquele mesmo ano.


Foto de Moacir Starosta
Em 1981 foi realizado o 1° Ajuri dos Escoteiros do Mar, desta vez mobilizando todo os escoteiros da modalidade do Brasil, então esse seria por sua vez o primeiro Ajuri da modalidade por assim dizer, como entendeu o organizador da atividade e também Coordenador Nacional dos Escoteiros do Mar o Comandante de Marinha Lizé Costa, então essa atividade foi realizado no Batalhão de Serviços do Centro de Instrução do Corpo de Fuzileiros Navais, Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ com cerca de 300 participantes.


Foto de Moacir Starosta
O II Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar ocorreu de 23 de janeiro a 1º de fevereiro de 1986 no Colégio Naval de Angra dos Reis – RJ, com a presença de 532 participantes tendo 12 estados representados recebendo o Ministro da Marinha, Almirante Henrique Sabóia em revista dos Escoteiros do Mar.



Foto de Moacir Starosta
O III Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar aconteceu de 15 a 21 de julho de 1989 no Centro de Instrução e Adestramento do Corpo de Fuzileiros Navais, Ilha do Governador, Rio de Janeiro – RJ, com 300 participantes e 8 estados representados.




Foto de Moacir Starosta
O IV Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar aconteceu em 1991 na Base Naval do Rio de Janeiro, Ilha Mocanguê, Niterói –RJ, com 550 participantes instalados a bordo do NDD Ceará e NDD Rio de Janeiro quando comemorou os 70 anos de fundação da Federação Brasileira de Escoteiros do Mar - FBEM.




Foto Raoni Pinheiro
O V Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar ocorreu de 15 a 19 de janeiro de 1994 na Ilha do Pavão, Grêmio Náutico União, Porto Alegre – RS, tendo 400 participantes de 8 estados representados.

O VI Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar ocorreu de 3 a 7 de janeiro de 1996 na Escola Naval –RJ, com 390 participantes.
O VII Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar aconteceu em Julho de 1998 em Santos – SP, com 200 participantes de 9 estados representados.




Foto de Moacir Starosta
O VIII Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar aconteceu de 4 a 8 de janeiro de 2000 na Escola de Aprendizes de Marinheiros de Santa Catarina, Florianópolis – SC, com 250 participantes de 8 estados representados.




Foto de Moacir Starosta
O IX Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar ocorreu entre 15 a 19 de janeiro de 2002 na Base Naval de Aratu, vizinho a Salvador – BA, com 113 participantes de 9 estados representados(AL, ES, MT, PA, RJ, RS, SC, SP, BA). Além de atividades aquáticas na Ilha de Maré e na Praia de Inema, os participantes fizeram um passeio de escuna pela Baía de Todos os Santos, um city tour pelos pontos turísticos de Salvador, oficinas de Ikebana e Origami com a colaboração do Consulado do Japão, MicAjuri, Lual e outras.



Fotos Rafael Luiz Ferreira


O X Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar aconteceu de 27 de julho a 01 de agosto de 2010 na Esquadra Naval, Complexo de Mocanguê, Niterói - RJ, com 210 participantes de 9 estados representados (RS, SC, PR, SP, RJ, BA, RN, PA e AM), alojados a bordo do NDCC Garcia D'ávila na Ilha Mocanguê.

O X Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar- Ilha Mocanguê, NDCC Garcia D'Ávila.
A atividade teve pontos marcantes com o Grande Jogo de Técnicas Marinheiras realizada na Ilha da Boa Viagem em Niterói, a visita ao Museu dos Fuzileiros Navais e o Espaço Cultural da Marinha além do dia de competições na Escola Naval e a comemoração ao Centenário Mundial de fundação do Escotismo do Mar em 1909, e com sua consolidação além do Centenário da chegada do Encouraçado Minas Gerais, em 1910, trazendo o escotismo para o Brasil.


Ajuri Nacional Escoteiros do Ar
Antes de tudo, tenho que refutar essa parte da história ao saudoso e indescritível Chefe Jayme Janeiro Rodrigues, falecido em novembro de 1987, que foi um marco primordial ao movimento escoteiro e principalmente aos escoteiros do ar, seus esforços foram diretamente responsáveis pela grande aceitação que o movimento escoteiro no Brasil teve nos anos de ouro. Todos os datados foram retirados do Compêndio do Chefe Jayme Janeiro Rodrigues.

O I Ajuri Nacional da Modalidade do Ar foi organizado e constituído pelo chefe Janeiro e demais chefes da modalidade do Ar e autoridades da Aeronáutica, foi realizado em julho de 1963 na Base Aérea de Santos – localizado em Vicente de Carvalho no Guarujá-SP, contou com a participação de mais de 400 escoteiros de varias idades e aproximadamente 120 chefes e assistentes.

O chefe Janeiro foi novamente idealizador e teve a direção geral da atividade, juntamente com a UEB e autoridades da Aeronáutica do II Ajuri Nacional da Modalidade do Ar, este foi realizado na Base Aérea de Cumbica em outubro de 1978, tal atividade contou com a participação de aproximadamente 300 escoteiros do Ar de São Paulo, Santos, São Vicente, Guanabara, Belo Horizonte, Brasília, Santa Catarina, São José dos Campos e de Curitiba e 75 chefes e assistentes.

Nessa atividade tivemos como chefe de campo o Prof. Verdussem, como chefe de fogo de conselho o Ch. Adelk Piston. No acampamento foi medida varias destrezas tiveram varias provas, a primeira foi levada pela patrulha da Águia do 27°/SP GE Padre Anchieta, fundado em 16/08/1953, hoje fechado, sob a direção do chefe Antonio de Paula, na prova de aeromodelismo venceu a patrulha da Guanabara, nos jogos a patrulha da Bartolomeu de Gusmão, e também na disciplina venceu a pequenina patrulha da B.G. dos meninos Órfãos da Maçonaria.

A direção da CUPLA esteve sob a responsabilidade do chefe Comissário Regional Dr Pedreschi, Major Ruy Barbosa e chefe Ernesito de Mello da programação constou um vôo que alegrou muitos meninos que nunca antes havia voado, tudo sobe direção do chefe Jurandir. A visita ao museu na Aeronáutica no Ibirapuera também foi outra grande alegria da garotada, pois puderam entre outras coisas conhecer de perto a história do raid do “JAHU”.

Os Escoteiros assistiram aos festejos da semana da Asa na Base Aérea de São Paulo, vibraram com a Esquadrilha da Fumaça, com o salto em pára-quedas. Ali estava presente a Patrulha de Órfãos do Grupo Escoteiro Bartolomeu de Gusmão do “Lar da Criança Feliz” Grupo B.G. da Maçonaria, ou simplesmente Grupo Escoteiro do Lar tendo como diretores o chefe Jayme Janeiro Rodrigues e William S. Chahud.
III Ajuri do Ar - Brasilia outubro 1980 - Foto Fernando França
O III Ajuri Nacional da Modalidade do Ar foi realizado em outubro de 1980, no Parque Nacional em Brasília – DF foi organizado pelo Chefe Arnaldo Ribeiro C. Lima através do Grupo Escoteiro do Ar Salgado Filho, e com apoio da direção nacional de Brasília-DF, cujo chefe de Campo foi o Chefe Janeiro, houve a colaboração da Aeronáutica e do Exército na infra-estrutura. Estiveram presentes cerca de 250 escoteiros e 70 chefes e assistentes de diversos estados do Brasil.

Durante a Realização de cada Ajuri Nacional, era realizado após o Silencio Geral às chamadas Reuniões de todos os chefes da modalidade do Ar estando na presidência sempre o Nosso Lendário Chefe Janeiro, que alem de fazer comentários sobre o Ajuri também se colocava a disposição dos chefes para esclarecer diversos assuntos.



NOTA PESSOAL: Prezados amigos e irmãos escoteiros, colecionadores e simpatizantes, fiz esse artigo a pedido de amigos e em caráter de historicidade, pois precisamos nos basear em alusivos, quando se precisa, principalmente catalogar algo, ou mesmo uma coleção.

Peso desculpas desde já, se faltou aludir alguma fonte, textual ou de imagens, e deixo claro que não busco nenhum lucro com determinado artigo, tenha a intenção meramente de enriquecer a história do movimento escoteiro no Brasil, e estaria aberto para ressalvas e correção no texto.


FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
  • O Tomo I – 1910–1924 Os primórdios do Escotismo do Brasil da história do Escotismo Brasileiro, de autoria do Almirante Bernard David Blower;
  • “Baden Powell - The two lives of a Hero" – 1916 de William Hillcourt;
  • Para ser Escoteiro de 1ª. Classe – 1963 - Francisco Floriano de Paula;
  • Compêndio Histórico, em Novembro de 2006 - Centenário de Nascimento Chefe. Jayme Janeiro Rodrigues, autor William Saghi Chahud;
  • Revista A VERDADE 1977 - Órgão Oficial da Maçonaria da Grande loja do estado de São Paulo, Editado pelo jornalista Luiz Francisco Guarinon;
  • CCME - Centro Cultural do Movimento Escoteiro;
  • UEB - União dos Escoteiros do Brasil;
  • UEB – Escoteiro do Mar – ‘História do Escotismo do Mar no Brasil’, Autor: Andre Torricelli F. da Rosa;
  • UEB/SP;
  • UEB/DF (web-site);
  • UEB/RS - 4° Distrito Escoteiro (web-site);
  • Grupo Escoteiro Carajás - 02°/SP;
  • Grupo Escoteiro Duque de Caxias – 156°/SP;
  • Grupo Escoteiro Moacara - 32°/RS;
  • Grupo Escoteiro Almirante Tamandaré - 46º/SP;
  • Imagens de Fernando França, Moacir Starosta, Rafael Luiz, Raoni Pinheiro, F64.

FONTES VIRTUAIS: