Comprimento total - 165,61 metrosBoca - 23,31 metrosPontal - 12,81 metrosCalado - 8,54 metros
Casco - 229 mm à meia nau e 152 mm na proa e na popaTorres principais - 229 mm na parte da frente e 203 mm nas lateraisConvés - 51 mm
Comprimento total - 165,61 metrosBoca - 23,31 metrosPontal - 12,81 metrosCalado - 8,54 metros
Casco - 229 mm à meia nau e 152 mm na proa e na popaTorres principais - 229 mm na parte da frente e 203 mm nas lateraisConvés - 51 mm
A primeira notícia sobre o Escotismo no Brasil, foi publicada em 1 de dezembro de 1909. Em 2018 alcançou 120.901 membros da União dos Escoteiros do Brasil em 1.604 Unidades Escoteiras Locais.
História
A primeira notícia sobre o Escotismo publicada, no Brasil, foi do dia 1 de dezembro de 1909, no número 13 da revista Ilustração Brasileira, editada no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e com circulação nacional. A reportagem tinha o título: Scouts e a Arte de Scutar; ocupava três páginas e apresentava sete fotografias. A matéria fora preparada na Inglaterra pelo 1º Tenente da Marinha de Guerra Eduardo Henrique Weaver, onde se encontrava a serviço.
Teve, assim, a oportunidade de presenciar o nascimento do Movimento Escoteiro – Scouting for Boys, criado em 1907 pelo General Inglês Baden-Powell. Na época, juntamente com o Tenente Weaver, encontrava-se na Inglaterra numeroso contingente de Oficiais e Praças da Marinha — preparava-se para guarnecer os novos navios da esquadra brasileira em construção. Um grupo de suboficiais entusiasmou-se com o revolucionário método de educação complementar. Entre eles estava o Suboficial Amélio Azevedo Marques que fez seu filho Aurélio ingressar em um dos Grupos Escoteiros locais.Assim, o jovem Aurélio Azevedo Marques foi o primeiro escoteiro brasileiro. Quando da vinda para o Brasil, os militares trouxeram consigo uniformes escoteiros ingleses, no valor de trinta libras esterlinas. O Encouraçado Minas Gerais, navio onde estava embarcada a maioria dos militares interessados em trazer para o Brasil o Movimento Escoteiro, chegou ao Rio de Janeiro em 17 de abril de 1910. No dia 14 de junho do mesmo ano, na casa número 13 da Rua do Chichorro no Catumbi, Rio de Janeiro, reuniram-se, formalmente, todos interessados pelo escotismo e embarcados nos navios que haviam chegado ao Brasil. Naquele local foi oficialmente fundado o Centro de Boys Scouts do Brasil. O evento foi informado aos jornais, os quais publicaram a carta recebida da Comissão Diretora.
A correspondência enviada começava nos seguintes termos: "À imprensa desta capital, brilhante e poderoso fator de progresso, campeã de todas as idéias nobres, vem o Centro de Boys Scouts do Brasil, solicitar o auxílio de sua boa vontade, o esteio de que necessita para que em todos os lares brasileiros penetre o conhecimento do quanto à Pátria pode ser útil a instrução dos Boys Scouts".
Espalhou-se pelo país, sendo adotado inclusive como proposta educativa governamental. Com o tempo, foi se modificando, em alguns aspectos se adaptando às mudanças da sociedade, por exemplo, passando a aceitar garotas em seus quadros e ampliando a faixa de atendimento para jovens na idade de sete aos 21 anos.
No país, existem duas associações escoteiras: a União dos
Escoteiros do Brasil, UEB, fundada em 1924, como resultado da união de diversas
associações escoteiras existentes na época (daí o nome "União dos
Escoteiros") e filiada à Organização Mundial do Movimento Escoteiro. A
União dos Escoteiros do Brasil adota uma organização vertical, definindo
parâmetros de ação para as Unidades Locais (Grupos Escoteiros e Seções Autônomas)
associadas, através de um programa único, visando maior coesão entre todos os
membros.
Modalidade do Mar no Brasil
A Modalidade do Mar no Brasil não foi diferente das de outras nacionalidades, as práticas de atividades náuticas, as sedes escoteiras dentro de Clubis Navais, as tropas mantidas pela Marinha ou com Chefes que eram marinheiros, os ambientes aquáticos para atividades constantes eram comuns desde 1910, porém não foram organizados como modalidade, semelhante ao ocorrido na Inglaterra, inicialmente.
Em 1910, no Encouraçado Minas Gerais, chegavam ao Brasil oficiais da Marinhade Guerra, que traziam os primeiros manuais escoteiros (em inglês), uniformes e os primeiros escoteiros brasileiros, filhos de alguns desses sub oficiais (estes que haviam feito suas promessas na Inglaterra). Dentre os suboficiais, destaca-se Amélio de Azevedo Marques, que junto com os demais marinheiros foi o introdutor do Escotismo no Brasil. Estes marinheiros assim que chegaram no Rio de Janeiro abriram uma tropa escoteira no bairro do Catumbi, próximo do sambódromo de hoje, na Rua do Chichorro número 13 (existe na fachada da casa uma placa alusiva à fundação deste grupo, hoje extinto).
Em 1938, adquiriam os Escoteiros do Mar a sua primeira Base Naval própria localizada no Porto de Maria Angu. Em Setembro de 1941, a Modalidade foi anexa à União dos Escoteiros do Brasil. Hoje a Modalidade abrange grande parte do território nacional.
Modalidades do Escotismo no Brasil
As modalidades do escotismo, no Brasil, são constituídas de
três formas existentes que são a básica, a Modalidade do Mar, a Modalidade do
Ar e uma quarta, que caiu em desuso a Modalidade Ferroviária. São adotadas
pelos grupos escoteiros de forma a guiar as atividades dos grupos e formação
dos seus membros, entretanto o grupo quanto assume uma modalidade não fica
restrita a essa e nem é impedida de realizar as atividades típicas das demais
modalidades.[3]
Modalidade Básica
A Modalidade Básica, caracterizada pelo escoteiro típico,
sendo a modalidade com o maior número de integrantes, apresenta grande
flexibilidade de atividades e com formação geralmente mais voltada para a atividade
excursionista, campismo e montanhismo.
Os acampamentos exigem inúmeras técnicas escoteiras, dentre elas a que se destaca é a pioneira, uma forma de suprir a necessidade de móveis e como um modo de proteção, normalmente constituídas por troncos de madeira e unidas através de amarras.
Modalidade do Mar
O que caracteriza o Escotismo Modalidade do Mar é que eles
realizam suas atividades preferencialmente na água, onde quer que exista água
em quantidade e profundidade suficientes para que uma embarcação possa navegar,
seja ela de que tipo for. Sendo assim podem existir Escoteiros do Mar, seja
esta água de mar, de rio, lago, lagoa ou pantanal. Procurando desenvolver nos
jovens o gosto pela vida no mar, pelas artes e técnicas marinheiras, pela
navegação à vela e a motor, pelas viagens e transportes marítimos, pela pesca,
pelo estudo da oceanografia, pela exploração e pelos esportes náuticos,
incentivando o culto das tradições da marinha. A gama de atividades que podem
ser realizadas é enorme, indo da tradicional navegação a remo até mergulho ou
windsurf.
Modalidade do Ar
O Escotismo Modalidade do Ar procura desenvolver nos jovens, além dos valores da Modalidade Básica, o gosto pelo aeromodelismo, aeroplanos, pelos problemas de aeroportos, aeronavegação, aeropropulsão, pelo pára-quedismo e pelos esportes aéreos, pelo estudo da meteorologia e da cosmografia, pelo mundo aeroespacial e pela cosmonáutica, incentivando o culto das tradições da aeronáutica do país. As ênfases educativas das Modalidades do Ar e Mar, são apenas desenvolvidas nos Ramos Escoteiro e Ramo Sênior.
Modalidade Ferroviária (extinta, caiu em desuso)
O Escotismo Ferroviário surgiu no Brasil, na década de 1920-1930. Previa-se a instalação de Grupos Escoteiros nas estações de trem, urbanas ou suburbanas.
Alguns grupos foram abertos no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, nos ramais da Estrada de Ferro Central do Brasil. Ao que parece, tiveram vida curta, com exceção do RJ/GE Alcindo Guanabara (antes nomeado Grupo Light, por ser patrocinado por aquela empresa de energia elétrica do Rio). Esse GE existiu no período de 1926 (mais ou menos) até a década de 90.
Um dos seus expoentes era o Chefe Gabriel Skinner, Tapir de
Prata, e de grande atuação no escotismo nacional nas décadas de 1930-40.
Organização
Os jovens são divididos conforme a faixa etária em vários ramos ou secções. Cada ramo possui um programa de desenvolvimento e de atividades apropriados à idade e ao desenvolvimento mental, intelectual, espiritual, físico e social do jovem.
A Seção é a unidade do Movimento Escoteiro, que congrega
membros do mesmo Ramo:
Ramo Lobinho: para meninos e meninas de 7 a 10 anos, admitindo-se com idade menor (até 6 anos e meio) se estiver alfabetizado. Seção: Alcateia (pode ser mista ou não). São chamados de Lobinhos, divididos em Matilhas (grupos de quatro a seis Lobinhos). Trabalha-se a fantasia, utilizando como fundo de cena a História do Livro do Jângal (Mogli, o menino lobo);
Ramo Escoteiro: para rapazes e moças de 11 a 14 anos. Seção: Tropa de Escoteiros, Tropa de Escoteiras ou Tropa Escoteira Mista. São os Escoteiros, divididos em Patrulhas (grupos de seis a oito Escoteiros). Trabalha-se a aventura, através da vida ao ar livre;
Ramo Sênior: para rapazes e moças de 15 a 17 anos. Seção: Tropa Sênior, Tropa Guia ou Tropa Sênior Mista. São os Seniores e Guias, divididos em Patrulhas (grupos de quatro a seis Seniores e/ou Guias). Trabalha-se com o desafio aos limites, tanto físico, quanto intelectual, social e espiritual;
Ramo Pioneiro: para rapazes e moças de 18 a 20 anos. Seção: Clã Pioneiro. São os Pioneiros e Pioneiras, que se organizam em Equipes de Interesse, com quantidade variável de jovens. Tem como objetivo trabalhar o serviço ao próximo, como forma de melhorar a sociedade em que vivemos.
Os adultos com 21 anos ou mais participam de diversas formas. Podem ser Escotistas, que coordenam as atividades com os jovens; na U.E.B., Dirigentes Institucionais, que dirigem os Grupos Escoteiros e Regiões Escoteiras (estaduais); ou ainda Dirigentes de Formação, que se ocupam da orientação e formação de outros adultos.
Os ramos são os mesmos aplicados pela U.E.B. e sugeridos pela AEBP. As Unidades Locais Associadas à AEBP são livres para definir os parâmetros dos ramos, podendo adaptá-los para o programa utilizado. Existem, por exemplo, Grupos Escoteiros onde o Clã Pioneiro congrega membros com idades entre 18 e 26 anos.
Conjuntura
O escotismo brasileiro é formado por mais de uma instituição: a União dos Escoteiros do Brasil (UEB), A UEB é a única associação de escoteiros brasileiros filiada à Organização Mundial do Movimento Escoteiro.
Sua organização no Brasil é dividida em escritórios
regionais distribuídos por diversos estados da federação, com alguns poucos
profissionais remunerados para administrar 45 mil voluntários distribuídos por
unidades locais de atuação: os Grupos Escoteiros e as Seções Autônomas. Nestas
Unidades Locais, através dos voluntários, é que se colocam em prática os
programas educacionais para jovens.
O Escotismo Modalidade do Mar, é
uma das vertentes do Escotismo, tem como principal diferença das outras
modalidades é que realizam suas atividades preferencialmente na água, onde quer
que exista água em quantidade e profundidade suficientes para que uma
embarcação possa navegar, seja ela de que tipo for. Sendo assim podem existir
Escoteiros do Mar, seja esta água de mar, de rio, lago, lagoa ou pantanal.
Procurando desenvolver nos jovens o gosto pela vida no mar, pelas artes e
técnicas marinheiras, pela navegação à vela e a motor, pelas viagens e
transportes marítimos, pela pesca, pelo estudo da oceanografia, pela exploração
e pelos esportes náuticos, incentivando o culto das tradições da marinha. A
gama de atividades que podem ser realizadas é enorme, indo da tradicional
navegação a remo até mergulho ou windsurf.
"Se eu tivesse sido
Escoteiro quando jovem, provavelmente teria sido Escoteiro do Mar" —
Robert Baden-Powell
História
Em agosto de 1909, Baden-Powell organizou às margens do Rio Beaulieu um acampamento para Escoteiros do Mar, com cerca de 100 jovens, a maioria da Tropa Mercúrio. Em 1910, baseado nas experiencias do acampamento do Rio Beaulieu, Robert B-P lança seu livro "Escotismo do Mar para Rapazes". Em 1912 seu irmão mais velho, Warintgon B-P apresenta o manual completo para os jovens "Escotismo do Mar e Marinharia para Rapazes".
Modalidade do Mar no Brasil
Em 17 de abril de 1910 o
Encouraçado Minas Gerais chegou ao Brasil trazido pela Marinha de Guerra,
juntamente com a nova Frota construída na Inglaterra. Os primeiros manuais,
uniformes e escoteiros brasileiros, filhos de alguns de sub-oficiais e oficiais
que estavam a serviço na Inglaterra, os quais fizeram parte do início do
Movimento Escoteiro naquele país, também chegaram com a Frota. O Oficial Amélio
de Azevedo Marques teve seu filho, Aurélio Azevedo Marques, o primeiro Boy
Scout brasileiro, que fez promessa na Inglaterra, e junto com os demais
marinheiros é considerado o introdutor do Escotismo no Brasil. Alguns dos
marinheiros que vieram na Frota Naval, logo que chegaram ao Rio de Janeiro
fundaram em 14 de junho o Centro de Boys Scouts do Brazil, no bairro do
Catumbi, próximo do sambódromo, na Rua do Chichorro número 13. (existe na
fachada da casa uma placa alusiva à fundação deste grupo, hoje extinto,
colocada pelo CCME).
A Missão José Bonifácio, em 1919, foi realizada pela costa brasileira sob o comando de Frederico Villar, com a missão de organizar as colonias de pesca. Em Belém, no Pará, foram convidados pelo então tenente Benjamin Sodré, que servia naquele local, a assistir a cerimônia de Promessa dos primeiros escoteiros daquele estado, chefiados por ele. Os oficiais da Missão José Bonifácio ficaram tão empolgados com o que viram que resolveram levar aqueles escoteiros para visitar o navio Cruzador da Missão. Foram colocadas na água para uso destes escoteiros as pequenas e médias embarcações daquele navio. Como aqueles meninos e rapazes eram moradores de regiões ribeirinhas e praianas, tiveram a facilidade para usar aquelas embarcações e se divertir, e foi dessa visão que o Tenente Benjamin Sodré, os Comandantes Frederico Villar e Gumercindo Loretti e demais tiveram a idéia de constituir no Brasil um escotismo próprio para o Mar. Na viagem de retorno da Missão, voltaram estimulando a abertura de Grupos Escoteiros do Mar.
A tropa Tiradentes da 4º Escola Masculina do 3º Distrito Escolar, fundada pelo Comandante Amphiloquio Reis e chefiada pelo Ch. Gelmirez de Mello desde 1915, um sargento aviador da marinha, foi convertida em 1º de agosto de 1921 para Grupo de Escoteiros do Mar, recebendo o número 10. Finalmente em 7 de Setembro de 1921 foi fundada a Confederação Brasileira de Escoteiros do Mar sendo oficialmente os primeiros Grupos Escoteiros do Mar organizados o Santos, o Jequiá , o 10º Grupo e o Cabo Frio.
Esta fundação aconteceu em um
acampamento realizado no Saco de São Francisco, enseada de Jurujuba, um dos
recantos da Baía de Guanabara, no litoral fluminense, onde existe uma pedra com
uma placa que lembra esta data. Destacam-se como pioneiros desta jornada o
então Tenente Benjamin Sodré (o Velho Lobo), o Tenente-Aviador Gelmirez de
Mello (o Polvo Marinho), Comandante Frederico Villar, Comandante Gumercindo
Loretti, Professor Gabriel Skinner e o Almirante Raja Gabaglia.
Logo, àqueles primeiros grupos
vieram se juntar a Confederação do Mar, os grupos Jurujuba, Copacabana, São
João da Barra, Caju, Saquarema, Pará, Maranhão, Paquetá, Euclides da Cunha,
Marcílio Dias e outros mais, sendo que os últimos já não tinham as
características determinantes de Grupos de Colônias de Pescadores que marcaram
a maioria dos Grupos organizados inicialmente.
Em 1924, a Confederação
Brasileira de Escoteiros do Mar, que se preocupava em unir as diferentes formas
de praticar o Escotismo no Brasil, juntamente com os Escoteiros Católicos e
Fluminenses fundaram a União dos Escoteiros do Brasil no Clube Naval, sua primeira
sede. Com essa primeira unificação as Confederações passaram a se chamar
Federações.
Para suprir o problema da falta
de embarcações, valiam-se os Grupos de embarcações alugadas, particulares
emprestadas e doadas pela Marinha. Não tardou muito para a simpatia do povo ir
ao encontro dos rapazes e o primeiro navio apareceu — Escoteiro do Mar, escaler
a quatro remos e velas, oferecido pela população da Ilha de Paquetá. Um outro
navio foi comprado para o 10º Grupo, seria o Loretti vinculado aos Escoteiros do
Mar da Guanabara e ainda existente hoje. Pouco tempo decorria da sua
organização, teve a Federação do Mar a atenção e o auxílio oficial da Marinha
de Guerra, trazendo vantagens e facilidades para o Escotismo do Mar de todos os
tipos.
Assim, o Aviso número 3.811 de 28 de março de 1923 do Ministro da Marinha, criou o primeiro Regulamento dos Escoteiros do Mar, que deveria ser seguido por todos. Recursos materiais e apoio moral foram fatores de acentuado e seguro desenvolvimento propiciado ao Movimento que se iniciava. A Marinha de Guerra trouxe o Escotismo ao Brasil em 1910 e na década de 1920 garantia o desenvolvimento do Escotismo do Mar. Embarcações, instalações, pessoal para instrução foram cedidos ou facilitados aos Escoteiros do Mar, não só na então Capital Federal, como nos estados. Após o Loretti veio o Parnaíba, o Celine, a Pérola e assim foi crescendo a flotilha que, em 1933 já formavam cerca de duas dezenas de Navios distribuídos pelos diversos estados da União dos Escoteiros do Brasil, constituindo o seu Departamento de Mar.
Foi realizado na Fortaleza de São João, no bairro da Urca, Rio de Janeiro, o primeiro Ajuri dos Escoteiros do Mar.
Em 1929, uma patrulha de
Escoteiros do Mar é enviada à Inglaterra a fim de tomar parte no Jamboree da
Maioridade. É esta a primeira participação dos Escoteiros do Mar do Brasil em
atividades internacionais. Em 1934, possuía uma sede instalada em um dos
pavilhões da Lavanderia do Loide Brasileiro, junto às docas do Mercado Velho,
onde se ergue hoje o Edifício da Caça e Pesca, na praça XV de Novembro, no Rio
de Janeiro.
Em 1935, concretizando uma idéia
de Bonifácio Borba é formado o primeiro Círculo de Pioneiros (CIPI), primeira
contribuição para o desenvolvimento do pioneirismo no Brasil, tendo em vista
que os Pioneiros, ou "Rovers", quase não existiam no Brasil, e quando
existiam, era de forma desordenada, aleatória e isolada. Bonifácio, que era
Comissário Internacional da União Escoteira Brasileira, teve contatos diretos
com Baden-Powell e trouxe, dentre vários, materiais específicos para o Ramo
Pioneiro, como o folheto sobre Pioneiros do Dr. Griffin que falava das virtudes
e da távola pioneira e da mística pioneira também tratada por Baden-Powell no
Escotismo para Rapazes. Logo este folheto foi traduzido pela equipe Almirante
Barroso do Clã Tiradentes do 10º Grupo, o primeiro Clã a ser formado no Brasil.
Em março de 1935, é impresso o primeiro número da revista "O Escoteiro do
Mar", revista essa que impulsionaria o crescimento da Federação do Mar e
que trazia grande diversidade de assuntos e matérias destinando-se a transmitir
técnica marinheira, ensinamentos doutrinários, as músicas, e todo o tipo de
cultura mundial através de textos traduzidos de várias culturas. Neste mesmo
ano foram criadas as Comissões Regionais do Mar nos estados, subordinadas ao
órgão Nacional da Federação do Mar.
De 1921 a 1936, passados 15 anos,
muitas vocações foram descobertas, tendo neste período cerca de 6.500 rapazes
entre 11 e 18 anos que futuramente seriam encontrados exercendo cargos e postos
na Marinha de Guerra, na Marinha Mercante e em organizações esportivas veleiras
do País. Os bens reunidos pelos Escoteiros do Mar, reuniam já uma flotilha
nacional formada por cerca de 40 embarcações, material de campo e de
adestramento.
Em 1937, a Marinha de Guerra
entregou aos Escoteiros do Mar o usufruto da Ilha da Boa Viagem. Nesta ilha que
se encontra à entrada da Baía de Guanabara foi construída uma casa o
"Castelo da Boa Viagem", que seria um posto de guarda fundamental
para a proteção da Baía de Guanabara, existindo a condição de que quando for
necessário o uso da ilha pela Marinha, esta passa a guarda da mesma, retornado
logo após o uso, aos Escoteiros do Mar. Nesta ilha fica sediado o 4° Grupo
Escoteiros do Mar Gaviões do Mar, que guarda suas chaves.
Em 1938, adquiriam os Escoteiros
do Mar a sua primeira Base Naval própria localizada no Porto de Maria Angu, em
Olaria, subúrbio do Rio de Janeiro onde foi construído estaleiro e oficina de
construção e reparo naval, por muitos anos até quando foi construída a Avenida
Brasil e esta base perdeu a saída para o mar, sendo sua posse passada para a
exploração pela região Escoteira do Rio de Janeiro com o fim de reverter fundos
para a manutenção das embarcações dos Grupos do Mar. Em 7 de junho de 1957 foi
adquirida a Base Oeste na Ilha do Governador, Rio de Janeiro a qual existe até
hoje e é a sede do 71º Grupo Escoteiro do Mar Almirante Waldemar Mota.
Em Setembro de 1941, existiam
Grupos do Mar em 16 Unidades da República: Amapá, Pará, Maranhão, Ceará, Rio
Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro,
Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas
Gerais. A Sede Nacional era no quarto pavimento do Edifício da Caça e Pesca, na
então Capital Federal, em sede expressamente mandada construir pelo então
Ministro da Agricultura Fernando da Costa, em reconhecimento ao papel que o
Escotismo representava na formação da nacionalidade e no preparo da juventude
para as tarefas do porvir. O efetivo era de 3.000 homens, a frota nacional
atingira o total de 73 embarcações; um Campo-Escola funcionando na Ilha da Boa
Viagem, na Baía de Guanabara; uma Base Naval instalando-se no Porto de Maria
Angu no Rio de Janeiro; 32 fundeadouros localizados em 14 Estados; uma Revista
já no seu quinto ano de existência; uma seção de impressos escoteiros com uma
coleção de 150 modelos; uma Escola Nacional de Chefes no 14º Curso; 7 Escolas
regionais de Chefes em 7 Comissões Regionais. Em 1950, se desfaz a Federação
Brasileira de Escoteiros do Mar, sendo anexada como Modalidade na União dos
Escoteiros do Brasil, porém sua estrutura continuou funcionando até finais dos
anos 60.
Em 1950, se desfaz a Federação Brasileira de Escoteiros do Mar, sendo denominada como Modalidade na UEB, porém sua estrutura continuou funcionando até finais dos anos 60, quando passou a ser uma componente da UEB, a Coordenação Nacional de Escoteiros do Mar.
Na década de 80, volta a ser
impresso "O Escoteiro do Mar", publicação Oficial do Escotismo do Mar
brasileiro na UEB, dando seqüência a revista antiga que parou a circulação em
1943. Em 1986 62 Grupos Escoteiros do Mar foram registrados junto a UEB, contendo
representações em Alagoas (1), Amapá (1), Amazonas (2), Bahia (4), Ceará (2),
Distrito Federal - Brasília- (3), Espírito Santo (1), Mato Grosso (1), Pará
(6), Paraíba (4), Paraná (2), Pernambuco (3), Piauí (1), Rio Grande do Norte
(2), Rio Grande do Sul (6), Santa Catarina (4), São Paulo (4), Sergipe (2) e
Rio de Janeiro (14). A Coordenação Nacional de Escoteiros do Mar contava com 10
membros em sua equipe.
Em 1981 o Comandante de Marinha
Lizé Costa, então CONAMAR (Coordenador Nacional dos Escoteiros do Mar),
organizou uma nova numeração para o Ajuri dos Escoteiros do Mar, desta vez
abrangendo todo o Brasil e não apenas da Guanabara, como havia sido até aquele
momento.
O 'I Ajuri Nacional dos
Escoteiros do Mar' aconteceu em 1981 no Batalhão de Serviços do Centro de
Instrução do Corpo de Fuzileiros Navais, Ilha do Governador, Rio de Janeiro
(RJ) com cerca de 300 participantes. O 'II Ajuri Nacional dos Escoteiros do
Mar' ocorreu de 23 de janeiro a 1º de fevereiro de 1986 no Colégio Naval de
Angra dos Reis (RJ)com cerca de 532 participantes tendo 12 estados
representados recebendo O Ministro da Marinha, Almirante Henrique Sabóia em
revista dos Escoteiros do Mar. O 'III Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar'
aconteceu de 15 a 21 de julho de 1989 no Centro de Instrução e Adestramento do
Corpo de Fuzileiros Navais, Ilha do Governador, Rio de Janeiro (RJ) com 300
participantes e 8 estados representados.
Com a finalidade de dotar os
Grupos Escoteiros do Mar de todo o Brasil com embarcações adequadas às práticas
marinheiras e despertar o gosto pelas coisas do mar, foi entregue em 4 de
setembro de 1987 ao Ministro da Marinha o original do Projeto Rumo ao Mar. Ao
longo de 10 anos diversas embarcações já haviam sido entregues a Grupos
Escoteiros do Mar em diferentes Regiões Escoteiras do Brasil.
O 'IV Ajuri Nacional dos
Escoteiros do Mar' aconteceu em 1991 na Base Naval do Rio de Janeiro, Ilha
Mocanguê, Niterói (RJ) 550 participantes instalados a bordo do NDD Ceará e NDD
Rio de Janeiro quando comemorou os 70 anos de fundação da Federação Brasileira
de Escoteiros do Mar (FBEM). O 'V Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar' ocorreu
de 15 a 19 de janeiro de 1994 na Ilha do Pavão, Grêmio Náutico União, Porto
Alegre (RS) tendo 400 participantes de 8 estados representados. O 'VI Ajuri
Nacional dos Escoteiros do Mar' ocorreu de 3 a 7 de janeiro de 1996 na Escola
Naval (RJ) com 390 participantes. O 'VII Ajuri Nacional dos Escoteiros do Mar'
aconteceu em Julho de 1998 em Santos (SP)tendo a participação de 200
participantes de 9 estados representados.
O 'VIII Ajuri Nacional dos
Escoteiros do Mar' aconteceu de 4 a 8 de janeiro de 2000 na Escola de
Aprendizes de Marinheiros de Santa Catarina, Florianópolis (SC) com 250
participantes de 8 estados representados. O 'IX Ajuri Nacional dos Escoteiros
do Mar' ocorreu em Janeiro de 2002 na Base Naval de Aratu, Salvador (BA) com
113 participantes de 8 estados representados.
No ano de 2002 através do CONAMAR
Carlos Borba a Marinha lança na NORMAN-03 o reconhecimento aos Escoteiros do
Mar e sua história na formação marinheira. É reconhecida a prova teórica dos
Cursos de Chefes Escoteiros do Mar como válida para a habilitação de Arrais e
Veleiro Amador.
Em 2008, o Projeto Rumo ao Mar é
transformado em Instituto Rumo ao Mar (RUMAR) com uma bela Assembléia de
Fundação realizada no auditório do Museu Naval no centro do Rio de Janeiro.
Também em 2008, dois pioneiros do 8ºGEMAR Almirante Adalberto Nunes, do
Distrito Federal, foram os primeiros a representar o Brasil na Copa
Internacional de Escoteiros do Mar "William I. Koch International Sea
Scout Cup", realizada na Academia Naval dos Estados Unidos, Robert Crown
Sailing Center (USNA), em Annapolis, estado de Maryland.
No mesmo ano é reeditado o Grande
Jogo Naval com a proposta de ser realizado nacionalmente, nas regiões
escoteiras sob um mesmo tema. As regiões do Pará e do Rio de Janeiro foram as
primeiras a realizar o novo estilo do Grande Jogo Naval que teve como tema os
"200 anos da vinda da família real portuguesa e a corte para o Brasil -
"O desembarque da família real". Em 2009 o tema foi "um cruzeiro
em família".
Visando as comemorações do
Centenário do Escotismo do Mar nos anos de 2009 e 2010 os Chefes de Mar Andre
Torricelli F. da Rosa e Andrea Leon Pinheiro do 123ºGEMAR Almirante Saldanha
(RJ) realizaram a tradução para a língua portuguesa do livro "Escotismo do
Mar para Rapazes" escrito por Robert B-P em 1910 e também de diversos
artigos comemorativos da Inglaterra. Em abril de 2009 na reunião de Chefes do
Mar na Assembléia Nacional da UEB em Bento Gonçalves (RS) houve o lançamento do
WebSite www.escoteirodomar.org veículo oficial de informação para os Escoteiros
do Mar do Brasil.
Em agosto de 2009 de acordo com o
"Documento Base para as Comemorações do Centenário" as regiões do Rio
de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, São Paulo, Rio Grande do
Norte, Paraíba e Pará realizaram grandiosas solenidades em comemoração pela
abertura do ano do Centenário Mundial do Escotismo do Mar, que tiveram o
relatório traduzido para italiano, espanhol e francês, sendo divulgadas para
todo o mundo. Em 17 de abril de 2010, diversos Escoteiros do Mar homenageiam a
Marinha do Brasil por ter trazido o movimento escoteiro, com o Lançamento de
Flores ao Mar.
O 'X Ajuri Nacional dos
Escoteiros do Mar' aconteceu de 27 de julho a 1º de agosto de 2010 comemorando
o Centenário Mundial de fundação do Escotismo do Mar (1909), sua consolidação
além do Centenário da chegada do Encouraçado Minas Gerais, em 1910, trazendo o
escotismo para o Brasil. No X Ajuri, os cerca de 210 Escoteiros do Mar do Rio
Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio
Grande do Norte, Pará e Amazonas estiveram alojados a bordo do NDCC Garcia
D'ávila na Ilha Mocanguê, Esquadra Naval. A atividade teve pontos marcantes com
o Grande Jogo de Técnicas Marinheiras realizada na Ilha da Boa Viagem em
Niterói, a visita ao Museu dos Fuzileiros Navais e o Espaço Cultural da Marinha
além do dia de competições na Escola Naval. Saindo do meio do X Ajuri os
pioneiros Robson dos Santos e Jackeline Miranda do 10ºGrupo de Escoteiros do
Mar (RJ) representaram o Brasil na Copa Internacional de Escoteiros do Mar
"William I. Koch International Sea Scout Cup", realizada na Academia
Naval dos Estados Unidos, Robert Crown Sailing Center (USNA), em Annapolis,
estado de Maryland.