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23 de fevereiro de 2024

Escoteiros da França da província da Alsácia criaram a associação "Les Amis du Dompeter".


Le Dompeter é uma pequena igreja localizada na cidade de Avolsheim, perto de Molsheim, na Alsácia. Desde 1933 , está confiada aos cuidados dos Escoteiros e Guias da França da Alsácia. O Dompeter é também o memorial aos Escoteiros Franceses da Alsácia que morreram durante a Segunda Guerra Mundial.


Um lugar alto do cristianismo alsaciano

A Dompeter, originalmente chamada de domus petri , a casa de Pedro , pode ser a igreja mais antiga da Alsácia. A lenda atribui a sua fundação a Santa Materne no século I. Ampliado nos séculos IX e X , o Dompeter foi consagrado no ano de 1049 pelo Papa Alsaciano Leão IX. No século XIV , Dompeter era a igreja matriz do cantão de Molsheim e mais tarde foi servida pelos jesuítas de seu colégio em Molsheim.

A partir de 1911 , o Dompeter foi abandonado pela nova igreja construída no meio da vila.

Uma Meca do escotismo alsaciano

“Foi na quinta-feira , 18 de maio de 1933”, diz um dos mais velhos, “que as coisas começaram. Naquele dia, um padre e um escoteiro de Molsheim passeavam pela encantadora e florida vinha que vai das colinas pré-Vosges aos prados verdejantes da planície. O sacerdote em questão é Marie Joseph Kolb, vigário geral e arquidiácono de St Florent. “Uma mancha branca brilhava ao sol: o velho Dompeter. Eles queriam entrar no santuário; estava fechado. As janelas estavam quebradas; os caixilhos das janelas, quebrados, jaziam na igreja. Você poderia, por falta de algo melhor, entrar por essas baías abertas. O interior da igreja, com a sua dilapidação, impressionou ainda mais os dois visitantes. Atrás da Via Sacra, os pássaros fizeram seus ninhos. Os altares estavam abandonados, sujos e empoeirados, as estátuas eram frágeis; tudo foi danificado pela umidade, pela chuva e pelos rastros deixados pelos nossos irmãozinhos, os pássaros, tão simpáticos, mas também desrespeitosos! Sem dúvida em desuso, importava, no entanto, restituir a esta antiga igreja a aparência exterior de dignidade que lhe convinha.

Trabalho ingrato e obscuro... Como não pensar nos escoteiros para realizá-lo? Além disso, naquela mesma noite, o comissário dos Escoteiros de França para o distrito de Estrasburgo foi alertado por telefone. Um esplêndido bacharelado, que Sua Excelência Monsenhor Ruch, Bispo de Estrasburgo, já informou, aprovou calorosamente. E assim, dois dias depois, sábado, 20 de maio, uma primeira equipe de escoteiros de Estrasburgo foi de bicicleta ao Dompeter para realizar o primeiro trabalho.

Discurso do Bispo Ruch no Dompeter (1933)

Uma vez restaurado, os Escoteiros da França queriam fazer do Dompeter um santuário onde os santos da Alsácia estivessem presentes. A transferência das relíquias foi organizada em 1º de julho de 1934 e foram colocadas no coro na presença do General de Salins e do Cônego Cornette .

Em 15 de agosto de 1942 , a estátua com a efígie de Notre-Dame de Estrasburgo esculpida por alguns caminhoneiros alsacianos foi apresentada à peregrinação de Puy com o desejo de trazê-la de volta à Alsácia após a libertação. Em 1946, a Virgem regressou triunfalmente à Alsácia numa peregrinação que atravessou as aldeias de Pfetterhouse até à Catedral de Estrasburgo, onde a estátua foi recebida pelo Bispo Weber .

1947 - instalação da estátua de Notre-Dame de Estrasburgo no Dompeter.

Em 1950 , a província escoteira da Alsácia organizou um comício em Dompeter para comemorar um triplo aniversário: 900 anos de Dompeter, 30 anos de escotismo na Alsácia, 20 anos de guarda do santuário confiado aos Escoteiros.

Na segunda-feira de Pentecostes, o altar memorial é consagrado por Dom Weber. Trata-se de uma simples mesa românica rodeada no fundo do coro por painéis que recordam os nomes dos 214 escuteiros tombados durante a guerra de 1939-1945 sob o uniforme francês ou alemão - pelos Apesar de Nós -, combatentes da resistência, clandestinos, deportados e também combatentes da Indochina e da Argélia.

Para muitos deles o seu túmulo é desconhecido, será o único monumento que recorda a sua memória.

O Dompeter é para os Escoteiros e Guias da França da Alsácia um sinal de lealdade à Igreja e de lealdade à Pátria, é um duplo compromisso ao qual os vincula a sua promessa escoteira

Interior da igreja


Os Amigos do Dompeter

Em 1957, os Escoteiros da França da província da Alsácia criaram a associação "Les Amis du Dompeter". Esta associação visa ajudar os Escoteiros e Guias da França da Alsácia, guardiões do local, a manter a igreja, a torná-la conhecida como centro espiritual e como seu memorial. Todos os anos, no dia 11 de novembro, jovens e idosos do movimento escoteiro e de guias são convidados para uma celebração em memória dos escoteiros tombados durante a Segunda Guerra Mundial.

No âmbito do centenário do escotismo em 2007, a associação organizou uma grande exposição sobre a história do movimento Escoteiros e Guias da França na Alsácia. É presidido desde 2014 por Christian WILHELM.





1 de janeiro de 2019

O Padre Jacques Sevin e a Fundação do Escutismo Católico

1. O Padre Jacques Sevin, S.J.

Jacques Sevin nasceu em Lille, França, a 7 de dezembro de 1882. Em 1900 entrou para o Noviciado dos jesuítas, tendo sido ordenado presbítero em 1914, na Bélgica.

Em 1913 conheceu pessoalmente Baden-Powell (B-P), fundador do Escutismo, de quem se veio a tornar amigo, bem como o Cardeal católico Francis Bourne, clérigo muito interessado pela temática e apoiante da mesma. Nessa altura, Sevin começou a estudar profundamente o Escutismo.

Em 1917 fez ensaios clandestinos de Escutismo, em Mouscron (Bélgica), e redigiu a sua mais célebre obra ‘O Escutismo’. Neste livro desenhou os princípios gerais do Escutismo Católico, na mais estrita fidelidade às intuições de B-P mas dando-lhe o complemento decisivo de uma leitura à luz do Evangelho. Em 1921 foi condecorado por B-P com a mais alta condecoração escutista: o Lobo de Prata.

Em 1924 foi chamado a Roma para aí ‘defender’ o Escutismo, tendo reunido com membros de diferentes dicastérios e, inclusive, com o Santo Padre Pio XI (várias dúvidas eram levantadas, nomeadamente uma certa suspeição derivada da origem anglicana de B-P e ainda uma certa aparência de neo-paganismo panteísta na relação entre o Escutismo e a Natureza). Depois de o escutar, o Sumo Pontífice terá afirmado: “nós só temos a desejar o crescimento da vossa obra, não apenas em quantidade, mas também em qualidade; se bem que em obras deste género a quantidade também tem a sua importância”.

Desta viagem, o Pe. Sevin extraiu, com humildade, cinco lições: firmeza nos princípios e na sua aplicação; noção mais exata da fraternidade; maior ligação às outras obras católicas; prudência; equilíbrio entre as coisas religiosas e a sua estima pelo Escutismo.

Em 1945 fundou a Congregação de Santa Cruz de Jerusalém.

Atualmente o seu processo de (eventual) beatificação encontra-se em curso.

Baden-Powell terá afirmado: “A melhor realização do meu pensamento é aquela de um jesuíta francês”, referindo-se ao Pe. Sevin (Cfr. Website dos SGdF)

 

2. O seu contributo para o Escutismo Católico

Em primeiro lugar importa referir que ainda antes de o Pe. Sevin ter desenvolvido o seu projecto, já havia grupos católicos dentro do Escutismo. O caso mais antigo conhecido é o de um grupo de Mouscron (Bélgica) que recebeu uma resposta de apreço da parte do Secretário de Estado da Santa Sé, o Cardeal Merry del Val, em resposta a uma carta que o professor Jean Corbisier endereçara ao Papa Pio X. Sua Santidade recebera com agrado as notícias constantes na carta sobre as actividades daquele grupo, dando conta da evolução do Escutismo no seio católico, e enviara da sede de Roma a sua Bênção Apostólica para o referido empreendimento (18 de Janeiro de 1913).

Em Itália, Mario Falconieri, Conde ‘di Carpegna’, viajou até Londres em 1915 onde teve contacto com B-P e com o Cardeal Bourne, com o intuito de fundar uma Associação Escutista Católica em Itália, o que aconteceu no ano seguinte.

Outros casos análogos podem ter ocorrido noutros países, ainda antes do Pe. Sevin estabelecer as bases teóricas do ‘Escutismo Católico’. Contudo, é inegável ter sido ele a figura determinante do estabelecimento das bases desta forma específica de aplicação do Escutismo: o ‘Escutismo Católico’ é, antes de tudo, verdadeiro ‘Escutismo’ que se limita a aplicar o pensamento de B-P quando se refere à importância da religião no Escutismo. Como afirmava o Pe. Sevin, “a religião é a base do Escutismo”.

Em 1920, por ocasião do Jamboree de Londres, o Pe. Sevin, o Conde Mario di Carpegna e o Professor Jean Corbisier estabeleceram as bases para o nascimento do organismo internacional de Escutismo Católico que hoje existe com o nome de ‘Conferência Internacional Católica do Escutismo’ (CICE), do qual o CNE é membro.

A interpretação que o Pe. Sevin fez da Lei do Escuta à luz do Evangelho e em referência a este, é ainda hoje modelo inspirador para a nossa reflexão.

 

3. A relação entre esse contributo e o CNE

Ao ler o livro ‘O Escutismo’ fica a sensação de estar ali plasmada a natureza do próprio CNE, a que não é alheio o facto de termos tido sempre proximidade com o Escutismo católico francês. Foi, aliás, graças à mediação dos ‘Scouts de France’ e, em especial do Pe. Sevin, que o CNE (CNS na altura) obteve a sua aprovação internacional. Efetivamente, tendo sido diretamente inspirado nos Escuteiros Católicos Italianos, o CNE foi sendo construído na linha da fidelidade aos princípios originais ingleses, iluminados pela novidade do Evangelho que o Escutismo católico francês veiculava. Esses aspectos constituem ainda hoje a matriz do CNE.

Poder-se-ia sugerir a seguinte síntese do que é o Escutismo Católico: o fim último a que se refere é o Reino dos Céus (o seu acolhimento e construção, na abertura à Graça); tem uma dimensão eminentemente comunitária de vivência da fé; insere-se na comunhão da Igreja, mediante a promoção da vocação batismal; tem no Evangelho a sua Lei suprema, que ilumina de modo novo e original a Lei do Escuta; traduz-se na vivência de uma Mística e Simbologia espirituais.

Por último, um dos grandes legados que o Pe. Sevin ofereceu ao Escutismo Católico foi a belíssima ‘Oração do Escuta’, de origem inaciana e adaptada para o Escutismo por ele, tantas vezes rezada pelos escuteiros: “Senhor Jesus ensinai-me a ser generoso, a servir-Vos como Vós o mereceis, a dar-me sem medida, a combater sem cuidar das feridas, a trabalhar sem procurar descanso, a gastar-me sem esperar outra recompensa, senão saber que faço a Vossa vontade santa. Ámen”.

 

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SABIA QUE

Sabia que... nos dias 5 e 6 de março de 1929, Lisboa testemunhou a primeira visita de Baden Powell. O fundador e Chefe Mundial do Escutismo foi recebido por cerca 500 escuteiros.  Ao jornal da época, ‘As Novidades’, Baden Powell disse: “Não esperava esta receção ruidosa. A viagem tem sido excelente. O Escutismo é um movimento que triunfa.”

26 de outubro de 2014

“Deus comunica-se; Deus é comunicação”


“Não vivamos a vida como simples entretenimento, mas antes como um desafio e uma Missão a cumprir. Sim: uma Missão a cumprir e com alegria”. Foi desta forma que D. José Traquina, Bispo Auxiliar de Lisboa, desafiou os escuteiros que participaram na atividade JOTA/JOTI.


Organizada pela Junta de Núcleo do Oeste e pela Junta Regional de Lisboa do CNE, nos dias 18 e 19 de outubro decorreu no Centro Escutista do Oeste a JOTA/JOTI, uma atividade “marcada pela abundância de comunicações, via rádio e Internet, com escuteiros do mundo inteiro”. “Estamos agora a celebrar a Eucaristia e também aqui se faz comunicação. Deus comunica-se; Deus é comunicação”, salientou o Bispo Auxiliar do Patriarcado, lembrando depois o lema dos escuteiros para este ano pastoral, ‘Caminhar com Abraão’. “O Escutismo com os seus Princípios e a sua Lei, com a experiência de vida em grupo e com a Graça de Deus, proporciona a todos a possibilidade de “construir” pessoas de carácter e personalidades ricas em valores humanos e cristãos. Mas também aqui se exige vontade de crescer, com maior perfeição, abandonando tudo o que cheire a uma vida em degradação”


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Homenagem a D. José Traquina


Durante a Eucaristia, D. José Traquina foi lembrado como um escuteiro e dirigente “dedicado” na edificação do Núcleo do Oeste, de onde é natural, e homenageado por aquilo que representa hoje para cada um dos escuteiros na “doação total ao serviço dos outros”. “O CNE pode e deve ser também um viveiro de vocações para o serviço da comunidade”, alertou aos jovens o responsável da junta central fomentando o valor e o exemplo do escuteiro José Augusto Traquina. Inserido nas comemorações dos 90 anos do CNE, o Bispo Auxiliar recebeu do chefe Norberto Correia uma lembrança. D. José Traquina dirigiu-se à Junta de Núcleo do Oeste, lembrando a “belíssima tradição na formação da juventude, que continua a dar bons frutos ao longo dos anos”.

texto e fotos por João Polónia

28 de abril de 2014

“Sê fiel, sê apóstolo”, disse-me João Paulo I

Alejandra Vanney é advogada e, nos anos noventa, foi para a Polônia para apoiar os começos do trabalho apostólico do Opus Dei nesse país. Devido ao seu trabalho na Universidade de Varsóvia esteve em Roma e participou em encontros do Papa João Paulo II com pequenos grupos de poloneses e nessas ocasiões pôde comprovar pessoalmente o carinho humano e sobrenatural do novo santo.


Dou graças a Deus por ter tido a oportunidade de conhecer pessoalmente um santo que, sendo universalmente reconhecido como “O Grande”, me mostrou uma santidade normal. Era carinhoso e estava atento às pessoas, uma por uma.

“Aleksandra!”, dizia quando me descobria no meio de um grupo de polacos. Confesso que às vezes D. Estanislau Diswisz, seu secretário pessoal, lhe segredava: “É da Argentina, da Polônia, do Opus Dei…”.

Queria às pessoas e tinha um coração universal que o levava a amar todos os carismas da Igreja. Numa ocasião aproximou-se de um grupo de carmelitas e disse-lhes uma graça: “Fugiram da clausura?” Também vi como se fez italiano com os italianos. Concretamente, num encontro com uma família italiana comentou, “Mas, como é? O Avô e a Avó estão em pé?”, e procurou que lhes arranjassem uma cadeira para cada um.

Mostrava uma grande delicadeza com cada pessoa. Numa audiência em que estive presente, um senhor estava a mostrar-lhe um livro. Como era muito pesado, João Paulo II sugeriu que o apoiasse numa mesa. Os secretários moveram algumas cadeiras e a pessoa que estava com o livro não reparou e, quando quis sentar-se, caiu. Instantaneamente escapou-se o riso aos presentes. O Papa olhou-nos, imediatamente, surpreendido, e fez-nos ver a nossa falta de caridade.

Alejandra com João Paulo II

Nessas audiências com grupos de jovens poloneses, iam representantes de diversas instituições: escoteiros, coros, bispos com seminaristas. Tinha uma grande capacidade de conversar sobre o que interessava a cada grupo, escutando cada um. Aos bispos perguntava-lhes pelos seus seminaristas, quem eram, como estavam.

Quando estava com ele apercebia-me de que me conhecia e sabia o que me acontecia. Uma vez transmiti-lhe a minha preocupação por uma pessoa que estava afastada de Deus e, pondo-se sério, disse-me: “Pedes a S. Josemaria?”, “Sim, peço”, disse. “Pois confia nele”, respondeu-me. Depois, com essa capacidade que tinha de passar do mais sublime ao mais humano, mudando a cara séria, garantiu-me com um sorriso cúmplice: “Tu, não te preocupes, o Papa vai rezar.”

Quando se encontrou com os meus pais foi muito carinhoso. Logo que os viu, disse-lhes: “Quero agradecer-vos”. Referia-se ao fato de terem uma filha entregue a Deus e aceitarem que vivesse longe deles.

Recordo especialmente a altura em que o vi juntamente com um grupo de polacas por ocasião do Jubileu do ano 2000. Animou-nos com imensa força a sermos generosas com Deus: “Nestes dias Jesus vai passar muito perto”, disse. E acrescentou: “Peço-vos que, se Ele vos chamar a dar tudo, não Lhe digam que não. Peço-vos como vigário de Cristo, é o argumento mais forte que tenho”.

A última vez que o vi, poucos dias antes da sua morte, estava na Biblioteca do Apartamento Pontifício, consegui dizer-lhe algumas coisas e ele olhava-me sem falar. Estava muito mal. Como eu tinha acabado de participar no Univ, o encontro de universitários que nasceu em 1968 sob o impulso de S. Josemaria, e desta vez, devido ao seu estado de saúde, não tínhamos tido a tradicional audiência com o Papa, disse-lhe que neste ano tinha estado mais presente do que nunca porque tínhamos rezado muito por ele. Nessa altura falou o seu secretário pessoal e garantiu: “O Papa está muito contente porque sabe que pode contar com os jovens do UNIV, embora não os veja.”

Finalmente, quando já estava a sair João Paulo II disse-me: “Sê fiel, sê apóstolo”.

28 de janeiro de 2014

Vale a pena ser cristão!


Vialonga recebeu a visita pastoral, com D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, a desejar que a comunidade cristã seja “uma casa que acolhe” e “que evangeliza”. Esta paróquia da Vigararia de Vila Franca de Xira-Azambuja tem como pároco, desde 2001, o padre João Prego que garante “ser importante” a presença do Pastor junto dos cristãos e da sociedade civil.

“O principal desafio da paróquia de Vialonga, tal como em qualquer outra comunidade, é dar a conhecer Cristo. A paróquia existe para anunciar! Olhando para a sociedade, que cada vez mais se torna secularizada, o desafio para a paróquia, e também para toda a missão da Igreja, é encontrar formas para fazer chegar a Palavra e a mensagem de Deus aos paroquianos, de uma maneira que toque as pessoas e que faça sentido às suas vidas do dia-a-dia”. O padre João Prego, de 45 anos, chegou a Vialonga em setembro de 2001. Desde então, tem procurado ser testemunho com a sua vida e missão. “Desejo que as pessoas sintam que, realmente, vale a pena ser cristão!”.


Mudança do paradigma social

Vialonga é uma freguesia do concelho de Vila Franca de Xira, com 17,92 quilómetros quadrados de área, que pertence à Vigararia de Vila Franca de Xira-Azambuja. “Esta é uma terra onde o comunismo se tinha instalado e, parecendo que não, havia um certo afastamento das pessoas à Igreja e até alguma resistência, embora hoje em dia isso seja mais pacífico”, assegura o pároco, ao Jornal VOZ DA VERDADE. Segundo os Censos de 2011, Vialonga tem 21033 habitantes. “A população de Vialonga é muito heterogénea. Há muita gente que veio de África, da América Latina e da Europa de Leste; mas a população é também composta por muita gente que veio sobretudo do Norte do país. Há uns anos, a Vialonga tinha muitas fábricas e as pessoas instalaram-se por cá, constituindo aqui a sua família”, conta este sacerdote, observando que “a população nativa de Vialonga é bastante reduzida em comparação com os que vieram de fora”.

Natural de Benguela, em Angola, o padre João Prego foi ordenado em 1998 e passou os primeiros três anos como sacerdote a trabalhar na formação, no seminário diocesano desta terra no oeste angolano. A chegada a Portugal aconteceu há 13 anos. “Em janeiro de 2001, quando cheguei ao Patriarcado de Lisboa, fui para as paróquias dos ‘Tojais’, São Julião, Santo Antão e Fanhões, como vigário paroquial”. Esta foi a primeira experiência do padre João Prego numa paróquia. Após cerca de meio ano de ‘estágio’ nestas paróquias, este sacerdote foi nomeado pároco de Vialonga. Uma missão que cumpre há mais de 12 anos. “Fui pároco, pela primeira vez, aqui na Vialonga”, observa este sacerdote, que conta com a colaboração do diácono permanente Manuel Hélder Teixeira de Carvalho.

Em 2001, quando o padre João chegou a esta paróquia, a realidade social era muito diferente da que se verifica nos dias de hoje. “Quando cheguei, havia emprego! Portanto, não havia a situação que estamos a viver agora, de crise. A vida era boa, em todas as classes, não havia praticamente situações de desemprego e as que existiam eram apenas temporárias. Nestes 12 anos, a realidade mudou muito. Com a crise, há locais, como em Vialonga, onde o desemprego é muito acentuado, em especial devido ao encerramento de muitas fábricas”, lamenta.

Apesar de ser uma paróquia “com uma população muito envelhecida”, Vialonga tem conhecido, nos últimos anos, uma renovação de gerações, com a chegada de casais jovens a dois novos bairros desta terra. “Em termos proporcionais, a população é ainda envelhecida, mas têm chegado casais novos da classe média aos bairros da Quinta da Maranhota e da Quinta da Flamenga”.


Quatro comunidades, três igrejas, um terreno

A paróquia de Nossa Senhora da Assunção de Vialonga é uma paróquia com quatro comunidades: igreja matriz, Granja, que tem como padroeiro São Sebastião, Santa Eulália e Nossa Senhora do Cabo. Além da igreja paroquial, as comunidades da Granja e de Santa Eulália têm também uma igreja própria, mas a do Cabo não tem templo, pelo que a comunidade celebra, atualmente, num espaço cedido pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. “No bairro de Nossa Senhora do Cabo celebramos a Eucaristia numa espécie de loja. Há um terreno que foi cedido pela câmara para a futura igreja, mas neste momento não há projeto, nem há dinheiro para a construção”, frisa o pároco de Vialonga, salientando que “há a intenção futura, quando houver dinheiro, de fazer uma igreja no Cabo”.

A igreja matriz de Vialonga é um templo do século XVI, renascentista e barroco, que nestes últimos anos tem sofrido obras de restauro. Em especial os nove altares laterais. “Quando cheguei vi que o meu antecessor, padre José Gil, tinha um projeto para restaurar os altares. Era um projeto que deveria avançar! Neste sentido, e ao longo de mais de oito anos, fomos restaurando um altar por ano”. Para cumprir este projeto, o padre João Prego teve que mobilizar toda a comunidade. “Dadas as dificuldades financeiras da paróquia, demorámos todos esses anos a concluir o restauro”, aponta.

Em termos pastorais, a aposta nestes 12 anos tem passado pela implementação dos programas pastorais da diocese. “A nível da paróquia, temos tentado aplicar os programas pastorais diocesanos aos vários grupos, movimentos e comunidades da paróquia, esperando que tenha impacto na vida das pessoas e dos cristãos”.


“Escutar, conhecer e seguir Cristo”

Vialonga tem atualmente 321 crianças e adolescentes na catequese, a cargo de 32 catequistas. Durante a visita pastoral, que teve início no dia 14 de janeiro, D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, encontrou-se com estas crianças e adolescentes na celebração da Eucaristia. Foi na tarde do passado sábado, 18 de janeiro, na igreja matriz, com o Bispo Auxiliar do Patriarcado a convidar os mais pequenos a “escutar, conhecer e seguir Cristo”, para depois “passar aos outros esse testemunho”. Após a celebração, D. Joaquim manteve um encontro com os catequistas desta paróquia, agradecendo, “em nome da Igreja”, a missão destes educadores da fé. Em Vialonga, a catequese procura envolver os pais na transmissão da fé. D. Joaquim sublinhou este dado, garantindo que essa experiência “é bonita e é significativa”. “A nossa catequese só atinge verdadeiramente os seus objetivos se nós tivermos a colaboração dos pais e os envolvermos, porque somos colaboradores deles na missão da transmissão da fé”, frisou o Bispo Auxiliar.


Atrair os jovens

A paróquia de Vialonga procura que, no final da catequese, a juventude que recebe o Crisma entre no grupo de jovens Maranathá. Um desejo que não tem sido fácil de cumprir, nas palavras do pároco. “Em termos numéricos, o grupo de jovens da paróquia é muito reduzido, não passando de dez, e não tem um impacto muito grande. A única atividade que eles cumprem, além de se encontrarem de vez em quando, é animar a Missa vespertina, ao sábado”, expõe. Questionado sobre os motivos para os jovens não aderirem à proposta da Igreja, o padre João Prego observa: “Não consigo apontar uma causa concreta. Todos os anos desafiamos os jovens que fazem o Crisma a ficar connosco, mas até ao momento não temos conseguido. Ao longo do ano vamos sensibilizando e explicando-lhes que o local onde podem dar continuidade à sua missão na Igreja é no grupo de jovens. Na véspera da receção do Crisma entusiasmam-se, juntam-se ao grupo, mas depois acabam por ficar apenas dois ou três… Tem sido difícil”, lamenta este sacerdote, fazendo um mea culpa: “Não sei se é por eu estar sozinho na paróquia e ter muita coisa para fazer, mas se calhar devia estar mais presente com os jovens. A realidade da paróquia é tão vasta, que eu tenho de estar em todos os lados e por vezes a juventude fica para trás. Esta é uma hipótese…”, refere.

Na área da juventude desta paróquia destaca-se, por outro lado, o Agrupamento 342 - Vialonga do Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português, que é composto atualmente por cerca de 150 elementos.

A paróquia de Vialonga conta igualmente com diversos movimentos que estão presentes na comunidade. “Cada movimento tem dado o seu dinamismo para a comunidade, em função do carisma e da espiritualidade de cada um. Temos os Cursilhos de Cristandade, a Legião de Maria, a Liga Missionária, as Oficinas de Oração e Vida, o Caminho Neocatecumenal, o grupo dos vigilantes, que vigiam a igreja, e os zeladores”, enumera o padre João.

Ao nível da caridade, a paróquia de Vialonga procura responder às necessidades da população. “Neste momento estamos a apoiar 104 famílias, através do Banco Alimentar. Quinzenalmente faço um apelo à paróquia para que quem possa ajudar, monetariamente ou em bens, também o faça. Com o dinheiro, ajudamos algumas famílias que nos vêm pedir para ajudar a comprar medicamentos ou a pagar as contas da luz ou da água; com os géneros, vamos repondo os bens que são dados às famílias carenciadas”, conta o pároco, referindo que “está em estudo, desde há um ano, a reativação do grupo Cáritas Paroquial”.


«Casa» que acolhe, paróquia que evangeliza

Ao longo de cinco dias, a paróquia de Nossa Senhora da Assunção de Vialonga recebeu a visita pastoral. D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, encontrou-se com os diversos grupos e movimentos, visitou as comunidades, os doentes e também diversas entidades civis da freguesia. “As pessoas ficaram muito felizes com a visita pastoral. Nestes mais de 10 anos que estou cá, nunca tinha havido visita pastoral e lembro-me, quando anunciei à comunidade a visita do Pastor, que uma das paroquianas veio ter comigo no fim da Missa e disse-me: ‘Senhor padre, já há muito tempo que nós não temos visita pastoral e já há muito que precisávamos de uma visita do senhor Bispo!’. Esta reação exprimiu o sentimento da comunidade”, assegura o pároco de Vialonga, padre João Prego.

Na manhã do passado Domingo, 19 de janeiro, na Missa de encerramento da visita pastoral nesta paróquia, D. Joaquim Mendes agradeceu o acolhimento que sentiu em Vialonga. “Ao encerrar a visita pastoral, gostaria de agradecer o acolhimento, as atenções recebidas, e o testemunho de fé e de boa convivência entre a comunidade cristã e as diversas instituições da freguesia, assim como a colaboração e o empenho conjunto no bem comum. Peço à Senhora da Assunção, padroeira e titular da paróquia, que continue a acompanhar-vos com a sua solicitude materna. Que Ela cuide com o seu carinho de mãe das crianças, adolescentes e jovens; acompanhe as famílias, os idosos e os doentes, ajude a todos a vencer as dificuldades, a confiar em Deus, a caminhar na esperança. Que Ela ajude a comunidade cristã a ser «casa» que acolhe, paróquia que evangeliza, testemunho de comunhão e de unidade”, desejou o Bispo Auxiliar do Patriarcado, esperando que a visita pastoral “tenha contribuído para reavivar a fé e a adesão ao Senhor e à sua Igreja”.


texto e fotos por Diogo Paiva Brandão

9 de junho de 2013

Escutismo não é voluntariado, é serviço!


“Foram duros e dramáticos os primeiros tempos de escutismo católico português”, que depois “se desenvolveu de uma forma imparável na região de Lisboa e em todo o país”, assegura o autor do livro que faz a história do escutismo na Região de Lisboa. Em entrevista ao Jornal VOZ DA VERDADE, João Vasco Reis garante que “o Escutismo veio oferecer à juventude portuguesa uma proposta de educação completamente nova, verdadeiramente cativante e atraente”.

É autor do livro ‘O Sonho Comandou a Vida’, que faz a história do escutismo na Região de Lisboa. Como aconteceu a chegada do movimento à diocese?

Começo por dizer que o livro tem um título que poderá ser de algum modo redutor… não foi só o sonho que comandou a vida do Escutismo de Lisboa: foi a vontade e o querer, a perseverança e a fé, foi, enfim, a realidade e o acreditar nas capacidades e potencialidades da juventude portuguesa que levou o projeto escutista do Corpo Nacional de Escutas a bom porto. Em alguns sectores da Igreja portuguesa já se acreditava nisto, como em Braga, em 1923, e em Lisboa, em 1926… numa época em que pouca gente se preocupava com o futuro das crianças e dos jovens. Portanto, o título pode parecer redutor porque não diz tudo, nem podia dizer.

Mas, vamos à História: após a fundação do Escutismo mundial, por Baden-Powell, em Inglaterra, em 1907, logo cedo o movimento difundiu-se a nível internacional; em 1911 já haveriam alguns grupos de tendência escutista em Portugal, sendo certo que o primeiro grupo assumidamente escutista nasceu em Lisboa, em 1912, no seio da Associação Cristã da Mocidade, de índole protestante. Entretanto, o primeiro grupo oficializado em território português foi o de Macau, em 1911. Ao longo das décadas de Dez e Vinte, muitos foram os grupos, associações e pseudoassociações identificadas com o método de Baden-Powell que proliferaram um pouco por todo o país, mas só sobreviveram duas: a Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP) e a União dos Adueiros de Portugal (UAP), dos quais, mais tarde, só ficou a AEP.

Em 1923 é fundado em Braga, no dia 27 de maio, o Escutismo Católico Português, que, logo após a sua criação, rapidamente se espalhou por várias dioceses do país e, chegou naturalmente a Lisboa em 1926, tendo a respectiva Junta Regional sido filiada a 15 de dezembro desse ano. Curiosamente, o início do escutismo católico de Lisboa começou em Aljubarrota, aquando do 1.º Acampamento Nacional aí realizado, onde os futuros dirigentes lisboetas tiveram uma primeira experiência verdadeiramente marcante, que foi ponto de partida para galvanizar ainda mais os entusiasmos que já vinham a ser trabalhados na diocese.


Como foram os primeiros tempos de Escutismo em Lisboa?

Os primeiros tempos foram muito difíceis, em Lisboa e no país. Perante o regime político laico e mesmo anti-clerical da I República, a existência de uma associação confessional criou enormíssimos problemas tanto ao escutismo católico como à própria Igreja. Foram duros e dramáticos esses primeiros tempos, de absoluta resistência e quase clandestinidade. Por razões óbvias, a associação que, no início, tinha a denominação de Corpo de Scouts Católicos Portugueses, mudou o nome para Corpo Nacional de Scouts, por uma questão de estratégia. Mais tarde, na década de Trinta, ficaria com a actual designação: Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português.


De que forma é que o movimento escutista se desenvolveu pela Região de Lisboa?

Não obstante o clima de hostilidade e perseguição dos primeiros anos (como veio também a acontecer com o regime do Estado Novo, a partir da criação da Mocidade Portuguesa), o CNE desenvolveu-se de uma forma imparável na região de Lisboa e, de resto, em todo o país. E não eram essas as perspetivas, tratando-se de uma associação confessional, “subordinada” em vários aspetos a linhas de conduta próprias, assumido como movimento da Igreja Católica. Ou seja, foi-lhe diagnosticado uma curta vida. Mas desenvolveu-se, de facto, de uma forma imparável e, em Lisboa, da cidade, alargou-se para o interior, para o oeste e margem sul. A chamada “Região Escutista de Lisboa” acabou por dar origem a novas regiões escutistas, como foram os casos de Setúbal e Santarém. Além disso, foi em grande parte a partir de Lisboa que o escutismo se desenvolveu para Sul, foram os seus dirigentes que, de uma forma abnegada de espírito de serviço levaram o CNE ao Alentejo e ao Algarve.


De que forma a própria atividade escutista foi evoluindo ao longo dos anos?

O desenvolvimento da atividade do Corpo Nacional de Escutas é um verdadeiro “caso de estudo”, com uma evolução em número de elementos sempre crescente ao longo da sua história. Contra todos aqueles que, no Regime de Ditadura, procuraram asfixiar o CNE de uma forma assumida e oficial, e mesmo contra alguns setores da própria Igreja, que não compreendiam o alcance de um movimento de jovens como o CNE. A justificação é, na minha opinião, lógica: o Escutismo veio a oferecer à juventude portuguesa uma proposta de educação completamente nova, verdadeiramente cativante, atraente, um sistema de educação não formal, que procura formar ou educar as crianças, os adolescentes e os jovens de uma forma integral; ou seja, através do desenvolvimento de todas as suas capacidades físicas e intelectuais, nomeadamente o desenvolvimento do carácter e da personalidade, da saúde, da criatividade e habilidade manual e do sentido do serviço, a dimensão espiritual e a formação cristã, em harmonia e na natureza. Em suma, o Escutismo propõe-se a preparar devidamente o jovem para a vida. Por alguma razão o Corpo Nacional de Escutas é, de longe, o maior movimento de juventude organizado em Portugal.


Que paróquias se destacaram na expansão do escutismo pela diocese?

A etapa inicial do Escutismo em Lisboa começou inteligentemente pela formação dos adultos. A ideia foi “instruir primeiro os adultos para melhor educar as crianças”. E foi uma aposta ganha. Tanto assim que, oficializado em Lisboa em 1926, só em 1928, depois de devidamente alicerçada a formação dos dirigentes, é que são registados os primeiros Grupos paroquiais (que mais tarde mudariam o nome para Agrupamentos), na Estrela (Coração de Jesus), São Sebastião da Pedreira, São Jorge de Arroios, Sé (Santo António), Anjos-Olaias (Jesus da Boa Sorte)… refiro estes Grupos paroquiais pioneiros, em 1928, porque os “destaques” são muitos e todas as paróquias de Lisboa com agrupamentos escutistas têm, desde 1928, contribuído, à sua medida para o sucesso do Escutismo, ou melhor, para a educação integral da juventude.


E que sacerdotes ou leigos se destacaram em Lisboa?

Sacerdotes e leigos… a resposta sintética não é fácil, tantos foram os que tiveram, ao longo de quase noventa anos, um papel verdadeiramente notável na educação, no apoio e na assistência desta importante parcela da juventude lisboeta. Há um título num dos capítulos do livro – ‘Da tenda para o púlpito’ –, que desenvolve bem essa matéria no que respeita aos “padres-escuteiros”: quantos bons dirigentes a Igreja deu ao Escutismo e quantos futuros sacerdotes e bispos o Escutismo deu à Igreja!

Quanto aos leigos a dificuldade em referir alguns é enorme, porque estamos a falar essencialmente de um movimento de leigos, e foram tantos os que, ao longo destes 87 anos de Escutismo em Lisboa se destacaram pelo seu trabalho de serviço. É que Escutismo não é voluntariado, é serviço! Serviço desinteressado a uma causa. Podendo parecer estranho, tratando-se o CNE de um movimento de jovens e para jovens, temos de falar principalmente dos adultos, que foram, são e serão a base indispensável do Escutismo.

No que se refere aos sacerdotes, saliento somente alguns “históricos” (repita-se: alguns) dos muitos que na ótica do investigador se destacaram em Lisboa: Ernesto Sena de Oliveira, primeiro assistente regional em 1926 e que depois foi Bispo Auxiliar de Lisboa, Bispo de Lamego e “Arcebispo-Bispo” de Coimbra, um apaixonado pelo escutismo. Tomás Gabriel Ribeiro, médico, primeiro chefe regional em 1926, que depois de viúvo abraçou a carreira sacerdotal, monsenhor Ferreira da Silva, padre João Ferreira, padre Pedro Gamboa e tantos outros… depois, não podemos deixar de referir os nomes dos Cardeais Patriarcas D. Manuel Gonçalves Cerejeira e D. António Ribeiro, D. Ximenes Belo, Bispo de Díli, Timor Leste (Prémio Nobel da Paz), que foi escuteiro em Lisboa, bem como, de uma forma muito especial, D. Manuel Clemente, novo Patriarca de Lisboa, um exemplo de escuteiro, um exemplo para o Escutismo.


Alguns bispos têm manifestado o desejo de que cada paróquia tivesse um agrupamento de escuteiros. Este dado mostra a importância que a Igreja atribui ao movimento, concorda?

Eu respondo não só na ótica do investigador mas também como escuteiro e dirigente do CNE: tratando-se da maior associação de juventude organizada em Portugal, oriunda da própria Igreja e como movimento da Igreja, com o alcance, credibilidade e o reconhecimento que tem, esse desejo faz todo o sentido no objetivo da saudável educação dos jovens e no papel que a Igreja deve ter no futuro das novas gerações. O escutismo não é propriamente a “grande e única salvação” da juventude, mas é uma das melhores “escolas da vida”, um inquestionável contributo para um crescimento saudável e equilibrado das crianças, adolescentes e jovens.

A Região de Lisboa do CNE - Escutismo Católico Português tem atualmente 136 agrupamentos, integrando cerca de 13.100 jovens. Poderá o escutismo ser também uma forma de anúncio e de nova evangelização?

Na mesma perspectiva do investigador e do escuteiro, posso afirmar que o Corpo Nacional de Escutas é, desde o seu início, um instrumento, uma ferramenta de evangelização. Sempre o foi. É uma associação escutista, e, como tal, membro da Organização Mundial do Escutismo, e é, no que refere à Igreja portuguesa, um movimento de leigos. Mas não foi fundado por leigos. Foi criado na Igreja, no seio da Igreja portuguesa, em 1923, pelo Arcebispo de Braga, D. Manuel Vieira de Matos, e por monsenhor Avelino Gonçalves, com o apoio de uma série de leigos de então devidamente empenhados na evangelização, como foi o caso do primeiro chefe nacional D. José de Lencastre.

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Perfil

João Vasco Reis nasceu a 19 de setembro de 1963, na Rega, São Bartolomeu de Messines, concelho de Silves, Algarve. Licenciado em História, é investigador e publicou recentemente o livro ‘O Sonho Comandou a Vida’, que faz a história do escutismo na Região de Lisboa.

Iniciou a sua vida escutista em janeiro de 1979, no Agrupamento 181 (Paróquia de Silves). Fez a promessa de Dirigente do CNE em 22 de março de 1985 e tem desempenhado funções no escutismo a nível regional (Algarve) desde 1987. Qualificado com o CAF, passou a integrar, em 1989, o Quadro Nacional de Formadores do CNE. Foi assessor da Junta Central (Secretaria Internacional, 2005-2007). Atualmente é Chefe do Agrupamento 1331 – São Vicente, Marítimos de Carvoeiro (Paróquia de Lagoa, Algarve) e secretário do Conselho Fiscal e Jurisdicional Regional do Algarve.

Entre as obras publicadas, destaque para ‘Pistas ao Sul - História do Corpo Nacional de Escutas no Algarve, 2001’, ‘A Igreja da Misericórdia de Alcantarilha – História e Património, 2005’, ‘Corpo Nacional de Escutas – Uma História de Factos, 2007’ e ‘O Sonho Comandou a Vida’.
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‘O Sonho Comandou a Vida’

A obra ‘O Sonho Comandou a Vida’ teve como base um projeto de investigação histórica sobre o Escutismo Católico Português na Diocese de Lisboa, para os 90 anos do Escutismo Católico em Portugal. Em 2007, ano do centenário do Escutismo Mundial, o investigador João Vasco Reis publicou o seu trabalho de investigação sobre a história do Escutismo nacional, editado pela Junta Central do Corpo Nacional de Escutas (CNE), com o título ‘Corpo Nacional de Escutas – Uma História de Factos’. O lançamento teve lugar em Fátima, no Verbo Divino, a 27 de maio de 2007, data do aniversário do CNE. O livro foi apresentado por D. Manuel Clemente, na altura já Bispo do Porto, que também fez o prefácio.

Nessa ocasião, a Junta Regional de Lisboa do CNE propôs a João Vasco Reis que encetasse um trabalho de investigação acerca do Escutismo na Diocese de Lisboa, que agora se concretiza. O resultado dessa investigação, que durou cerca de quatro anos, fruto de uma complexa e demorada pesquisa, materializa-se agora num livro, uma obra monumental de 616 páginas que conta a História do Escutismo Católico ao longo dos seus 87 anos na Diocese de Lisboa, Região que contribuiu decisivamente para a evolução e solidificação do Escutismo em Portugal. Com prefácio do Patriarca Emérito de Lisboa, Cardeal D. José Policarpo, o documento agora editado foi lançado a 27 de maio de 2013 (90º aniversário do Corpo Nacional de Escutas), na sede nacional do CNE, em Lisboa, com apresentação do Bispo Auxiliar de Lisboa D. Joaquim Mendes, juntamente com o chefe nacional do CNE, Carlos Alberto Pereira, e o chefe regional de Lisboa, José Carlos Oliveira. É ilustrado com centenas de fotos e documentos, muitos deles raros e inéditos, constituindo um contributo histórico e sociológico para o estudo da Juventude e dos movimentos da Igreja em Portugal e das suas diversas relações, ao longo do século XX e início do XXI.

entrevista por Diogo Paiva Brandão; fotos por Susana Micaela Santos e João Matos

2 de junho de 2013

“Escutismo é projeto que educa para o bem comum”

Por ocasião dos 90 anos do Corpo Nacional de Escutas (CNE), foi apresentado o mais recente livro sobre o percurso do escutismo na Região de Lisboa, intitulado ‘O Sonho Comandou a Vida’, com D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar do Patriarcado, a destacar a importância deste movimento.

“O projeto escutista é um projeto integral, importante e também urgente para a sociedade de hoje. A nossa esperança é que o escutismo continue a ser um projeto que eduque para o bem comum. Queremos formar honestos cidadãos e bons cristãos”, referiu o Bispo Auxiliar de Lisboa, sublinhando que o “escutismo dá resposta à emergência educativa na sociedade”.

Na sessão de apresentação da obra, que decorreu no auditório da Sede Nacional do CNE, em Lisboa, no passado dia 27 de maio, D. Joaquim lembrou o empenho de todos os que fazem parte do Escutismo Católico Português. “Histórias de amor e de vida, de gente que se entrega no dia-a-dia, perseverante, sacrificada, que esquecendo-se de si, se entrega aos miúdos e aos jovens”, apontou.


A Região de Lisboa do CNE - Escutismo Católico Português tem atualmente 136 agrupamentos, integrando cerca de 13.100 jovens.


Mundo melhor

O CNE nasceu em Braga, a 27 de maio de 1923, pelas mãos do Arcebispo D. Manuel Vieira de Matos e de monsenhor Avelino Gonçalves. O 90º aniversário foi comemorado oficialmente na cidade da fundação, nos dias 25 e 26 de maio, com o Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, a manifestar a sua esperança nos jovens escuteiros. “É importante que o escuta não se afaste do espírito genuíno do escutismo católico e, ao mesmo tempo, imbuído deste espírito, esteja atento às novas causas, aos novos problemas, aos novos desafios que hoje são colocados, mas sem se deixar confundir com tantas outras situações que podem existir no mundo da juventude”, exortou.

Na homilia da Missa de celebração das nove décadas do CNE, D. Jorge Ortiga convidou os escuteiros a lutarem por um mundo melhor. “O serviço deve ser preferencialmente para os mais pobres, os mais carenciados ou desfavorecidos. O contexto atual exige a alegria de descortinar a igualdade e de lutar pela dignidade, não só com comportamentos de campanhas ocasionais, mas com atitudes que podem tornar-se contagiosas para que o mundo fique melhor do que o encontramos”, sublinhou D. Jorge Ortiga, na Sé de Braga.


5 de maio de 2013

Escuteiros desafiados a amarem como Jesus amou


“Caríssimos Escuteiros: a «boa ação», o serviço gratuito, a vida em comunidade no «bando», na «patrulha» ou na «equipa», e a fraternidade que desejamos só são possíveis se amarmos como Jesus nos amou”. O alerta foi deixado por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, aos cerca de oito mil escuteiros da Região de Lisboa do Corpo Nacional de Escutas (CNE) - Escutismo Católico Português que participaram na Festa de São Jorge.

No Dia de São Jorge, patrono mundial do escutismo, assinalado no passado dia 28 de abril, o Bispo Auxiliar do Patriarcado presidiu à Eucaristia com os escuteiros, no Parque Urbano do Silvado, em Odivelas. “Os valores evangélicos que permeiam o projeto escutista brotam de uma pessoa concreta, têm o seu fundamento no exemplo vivido por Jesus Cristo, no amar como Ele amou, no amar como Ele nos ama. 

A proposta escutista não é possível sem o mandamento novo do amor que hoje Jesus nos propõe Sede pois portadores deste «mandamento novo», sobretudo com o testemunho da vossa vida, para tornar este nosso mundo um pouco melhor, mais fraterno, onde é bom viver, conviver, partilhar e dar as mãos para construir um futuro melhor para todos”, frisou.



‘Eu Amo!’

A atividade teve como mote ‘Eu Amo!’, que é o tema regional escolhido pela Junta Regional de Lisboa para o ano escutista 2012/2013. “Sede um «laboratório» onde se experimenta, se vive e se testemunha o «mandamento novo de Jesus», para poderdes dizer com verdade: «eu amo», dando assim vida ao tema deste encontro”, realçou D. Joaquim Mendes.

15 de março de 2013

Rolando Rocha Secretário Regional das Américas do CICE comenta que o Papa Francisco será uma benção pro movimento!

Queridos irmãos em Cristo e Maria:
Com grande alegria e profunda satisfação que eu informo oficialmente o advento do Papa Francisco I, o cardeal primaz da Buenos Aires (Argentina), amigo e benfeitor do Movimento Escoteiro.

Pela primeira vez na história da Igreja Católica, ser nomeado como Santo Padre, pastor e guia universal da Igreja Católica no mundo, um servidor da Igreja latino-americana. Notas de um homem de qualidades, pontos fortes humildes e único que dignifica a nossa comunidade da igreja.

Histórico Giro olhos sobre a América Latina que nos enche de alegria, mas ao mesmo tempo é um enorme desafio para os povos latino-americanos, agora mais do que nunca deve reforçar e redirecionar a sua experiência na doutrina da fé católica e os valores.

Com grande entusiasmo, iremos juntos para a vida após a morte onde aqueles que mais precisam de nós como nós pedimos, em uma entrevista com o scout das Américas, tenho certeza de que virão novos tempos para o Escotismo, como o Santo Padre é um conhecedor e convencido da enorme contribuição do Escotismo no processo de educação em nossa sociedade e em particular o Escotismo Católico como ferramenta de evangelizar no trabalho com crianças e jovens, que nos compromete a um compromisso renovado para nosso trabalho com a nossa igreja.

Parabéns, muito obrigado aos Argentinos nossos irmãos por nos dar este homem de grandeza, apenas mostrando um exemplo e um modelo para a nossa comunidade da igreja inteira e especialmente para líderes de escoteiros da nossa América.

Com a bênção do Senhor receber saudações fraternas.

Rolando Maldonado Rocha
Secretário Regional das Américas-CICE

29 de janeiro de 2013

Dom Orani celebrará Missa para os escoteiros na Candelária em marçopara preparação para Jornada Mundial da Juventude.


No sábado dia 2 de março o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, celebrará uma Missa especial para os escoteiros brasileiros em função da preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ-Rio-2013).

A chegada para a Missa é as 16:30 e o local a Igreja da Candelária, no Centro do Rio. São esperados milhares de escoteiros para esta celebração, tendo em vista a grande participação que os escoteiros estão tendo em apoio a JMJ.

A coordenação escoteira para o evento está convocando jovens e adultos do Rio de Janeiro e de outros estados, que puderem vir, a participar desta tão importante Missa com o Arcebispo. Haverá cobertura da imprensa televisiva.

A Jornada Mundial da Juventude é o maior evento de jovens a nível mundial, reunindo milhões de participantes em cada uma das suas edições. Estimam-sem que venham ao Rio de Janeiro em julho próximo mais de 4 milhões de visitantes do exterior e de fora do estado do Rio. A participação do Movimento Escoteiro costuma ser sempre bastante expressiva e a UEB está se preparando para receber os escoteiros.

Mais notícias sobre a participação escoteira na JMJ-2013 pode ser acompanhada através do site http://scoutsjmj2013.org/ e no Facebook, na página http://www.facebook.com/pages/Escoteiros-na-JMJ-2013/112574712244634

15 de janeiro de 2013

Escotismo Católico comemora lançamento do seu centenário em Mouscron,Bélgica.

O fim de semana inaugural do Centenário Mundial de escoteiros e bandeirantes católicos ocorreu em Mouscron (Bélgica), em 12 e 13 de Janeiro. Situado perto da fronteira da Bélgica com a França (Lille), Mouscron é o local onde há 100 anos a primeira tropa de Escoteiros Católicos começou suas atividades sob a liderança de Jean Corbisier e do Padre Jacques Sevin. Padre Sevin foi um padre francês que o Papa declarou "venerável" em 2012. O evento foi organizado pela Conferência Internacional de católicos no Escutismo (CICE), ao lado do ICCG - orientou organização da contrapartida com o apoio das Associações Escoteiras na Bélgica. CIEC detém actualmente uma estatuto consultivo junto do Comité Mundial.

No fim de semana, cerca de 120 participantes fizeram parte de uma série de oficinas e debates durante o pontapé inicial das comemorações do centenário. Estes workshops forneceram aos participantes a oportunidade de ouvir palestrantes especialistas e depois discutir os diversos temas - incluindo: a história de orientar o Escotismo em estados ex-comunistas; manter e orientar o escotismo vivo durante o tempo em que foram proscritos em Espanha; crescente orientador do Escotismo na África sub-saariana; diálogo inter-religioso, e Orientar o Escotismo no Oriente Médio. Os participantes tomaram parte em um conjunto de reflexões espirituais na noite de sábado à noite, ouviu falar sobre a história e os planos para o futuro do CIEC, GCIC e Orientadores & Escotismo na Bélgica, na manhã de domingo e celebrou-se a missa juntos.

Em uma mensagem ao CIEC, Secretário Geral da OMME Scott Teare disse: "Parabéns para a Conferência Internacional de Escotismo Católicos (CICE), por ocasião do seu 100 º aniversário do serviço para os jovens da fé católica. Por favor, também aceitar os meus melhores votos pessoais como você reunir no fim de semana inaugural do seu Centenário Mundial de escuteiros católicos e Guias ocorrendo em Mouscron, na Bélgica. CIEC tem sido um forte apoiante da dimensão espiritual no Escutismo. Como você se move em seu segundo século de serviços, desejo nada menos que o sucesso contínuo no seu apoio aos jovens que levantam a mão direita no Sinal Scout e comprometerem-se com seu Dever para com Deus."

Leia mais sobre o evento no artigo belga jornal online l'avenir net. Scoutisme catholique: un centenaire Tourné vers l'avenir ", clicando aqui: http://www.lavenir.net/article/detail.aspx?articleid=DMF20130114_00254895&pid=1694710#photoset

Fonte Site da WOSM.

25 de dezembro de 2012

Serviço da Igreja ao mundo exprime-se com leigos esclarecidos


Bento XVI realizou a sua 27ª viagem apostólica em Itália. Na semana em que lembrou o Dia Mundial da Família, o Papa dirigiu-se aos directores nacionais das Obras Missionárias Pontifícias e também ao novo presidente francês. Finalmente, o fundador do escutismo católico vai ser beatificado.

1. O Papa visitou a Diocese de Diocese de Arezzo–Cortona–Sansepolcro, na Toscânia, centro de Itália, no passado Domingo, dia 13 de Maio, tendo sublinhado a importância da missão laical. “Hoje em dia há uma especial necessidade de que o serviço da Igreja ao mundo se exprima com leigos esclarecidos, capazes de actuar dentro da cidade do homem, com a vontade de servir para além do interesse privado, para lá de visões de parte”, sublinhou Bento XVI, no discurso dirigido aos habitantes de Sansepolcro, na última etapa da visita. “O bem comum conta mais do que o bem do indivíduo. Toca também aos cristãos contribuir para o nascimento de uma nova ética pública”, acrescentou.

Naquela que foi a 27ª viagem dentro de Itália, o Papa dirigiu-se também aos jovens, convidando-os a darem uma ampla dimensão à sua vida: “Tende a coragem de ser ousados! Estai prontos a dar novo sabor a toda a sociedade civil, com o sal da honestidade e do altruísmo desinteressado. É necessário reencontrar sólidas motivações para servir o bem dos cidadãos”.

De manhã, no Parque de Prato, junto à Catedral de Arezzo, Bento XVI celebrou a Eucaristia, com a participação de cerca de 30 mil pessoas. Na sua homilia, o Papa sublinhou a dimensão de amor a Deus e ao próximo, de que falavam as leituras, exortando a manter vivo, nestes tempos de crise económica e social, a solidariedade e a atitude de acolhimento e proximidade que marcaram no passado estas terras, tendo bem presente o espírito de Francisco de Assis. “Esta terra, onde nasceram grandes personalidades do Renascimento teve parte activa na afirmação daquela concepção do homem que marcou a história da Europa, fortalecendo-se com os valores cristãos”, observou.


2. O Dia Internacional da Família, instituído pelas Nações Unidas e que foi assinalado no passado dia 15 de Maio, foi evocado pelo Papa, na audiência-geral da passada quarta-feira. Bento XVI salientou que o tema deste ano – ‘Família e trabalho’ – referia o equilíbrio a assegurar entre duas questões estritamente ligadas entre si: o trabalho “não deveria criar obstáculos à família, mas pelo contrário apoiá-la e uni-la, ajudá-la a abrir-se à vida e a entrar em relação com a sociedade e com a Igreja”. O Papa fez ainda votos de que o Domingo, “dia do Senhor e Páscoa da semana, possa ser mesmo dia de repouso e ocasião para reforçar os elos familiares”.

Ainda a propósito da família, o Vaticano divulgou esta semana o programa da visita do Papa a Milão, entre 1 e 3 de Junho, para o VII Encontro Mundial das Famílias. Momento culminante desta viagem será a Missa dominical, no Parque de Bresso, às 10 horas da manhã, com os participantes no encontro. Na véspera, sábado, 2 de Junho, Bento XVI participa, no mesmo local, à chamada ‘Festa dos Testemunhos’, um momento de partilha e celebração com as delegações de todo o mundo. Ainda neste dia, da parte da manhã, Bento XVI vai venerar as relíquias de Santo Ambrósio, na catedral, e no estádio San Siro vai manter um encontro com os fiéis que irão ser crismados. No Domingo, depois da Missa, o Papa almoça com cardeais, bispos e algumas famílias. De tarde, antes de regressar a Roma, Bento XVI encontra-se com os membros da Fundação Famílias 2012 e os organizadores da visita.


3. O Papa falou aos diretores nacionais das Obras Missionárias Pontifícias, reunidos em assembleia juntamente com responsáveis da Congregação para a Evangelização dos Povos, e recordou que a missão da Igreja no mundo atual exige uma “oração mais intensa”, manifestando o seu apoio a uma campanha de recitação do Rosário pela “obra evangelizadora”.

Bento XVI reconheceu que o anúncio do Evangelho implica “dificuldades e sofrimentos”, agravadas, nalguns casos, por mudanças políticas, económicas e culturais em curso. “Apesar dos problemas e da trágica realidade da perseguição, a Igreja não perde a coragem, permanece fiel ao mandato do seu Senhor”, prosseguiu.


4. O Papa enviou uma mensagem de felicitações ao novo presidente de França, por ocasião da investidura no cargo, pedindo que François Hollande respeite as “nobres tradições espirituais e morais do país”. Em telegrama, divulgado esta semana pelo Vaticano, Bento XVI diz esperar que os gauleses sejam “um factor de paz e solidariedade activa na busca do bem-comum, do respeito pela vida e pela dignidade de todas as pessoas e todos os povos”.

A mensagem papal deseja ainda que Hollande possa “conseguir, corajosamente, os objectivos de edificação de uma sociedade cada vez mais justa e fraterna, aberta ao mundo e solidária com as nações mais pobres”.


5. O fundador do Escutismo Católico está a caminho da beatificação. Bento XVI aprovou a publicação do decreto que reconhece as ‘virtudes heróicas’ do padre francês Jacques Sévin, responsável pela integração do movimento escutista – fundado por Baden-Powell em 1907 – no meio católico, a partir dos princípios do Evangelho.

Aura Miguel, à conversa com Diogo Paiva Brandão

9 de novembro de 2011

CADASTRO DE ESCOTEIROS CATÓLICOS.‏

A Direção Nacional da União dos Escoteiros do Brasil vem convidar a todos os seus membros que respondam o questionário, inserido no link, com a finalidade de enriquecermos nosso cadastro institucional.

O objetivo final da formação de uma "rede de Escoteiros Católicos da UEB" e conheceremos mais ainda sobre "quem somos" e possivelmente estreitarmos os laços para a participação da UEB na Jornada Mundial da Juventude (JMJ-2013) com o Papa Bento XVI, que será realizada no Rio de Janeiro em 2013.

Pedimos todos os esforços para que as respostas desta pesquisa sejam as mais rápidas possíveis. As respostas deverão ser respondidas até o dia 20 de dezembro de 2011.

Link: http://www.escoteiros.org.br/institucional/cadastro_escoteiros_catolicos.php