3 de fevereiro de 2011

Hino da Proclamação da República

Seja um pálio de luz desdobrado
sob a larga amplidão destes céus.
Este canto rebel, que o passado
vem remir os mais torpes labéus!

Seja um hino de glória que fale
de esperanças de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
quem por ele lutando surgir.

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobe nós
nas lutas, nas tempestades
da que ouçamos a tua voz.

Nós nem cremos que escravos outrora
tenha havido em tão nobre país . . .
Hoje o rubro lampejo da aurora
acha irmãos, não tiramos hostis.

Somos todos iguais ao futuro
saberemos, unidos, levar
nosso augusto estandarte que, puro
brilha avante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobe nós
nas lutas, nas tempestades
da que ouçamos a tua voz.
Se é mister que de peitos valentes
haja sangue no nosso pendão.
Sangue vivo do herói Tiradentes
batizou este audaz pavilhão.

Mensageiros da paz, paz queremos.
É de amor nossa força e poder.
Mas da guerra nos transes supremos
hei de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobe nós
nas lutas, nas tempestades
da que ouçamos a tua voz.

Do Ipiranga é preciso que o brado
seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já libertado
sob as púrpuras régias de pé!

Eia, pois brasileiros, Avante!
verdes louros, colhamos louçãos.
Seja o nosso país triunfante,
livres terras de livres irmãos.

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobe nós
nas lutas, nas tempestades
da que ouçamos a tua voz.

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